DS 3 1.6 BlueHDi 120 Sport Chic

O menino “chic” parisiense

DS 3

DS 3 1.6 BlueHDI 120 SportChic (Fotos: Valada do Ribatejo, Aldeia da Palhota e Alenquer)

No princípio, mais precisamente a partir de 2009, ser DS significava um Citroën mais luxuoso e exclusivo. Isso continuou assim por alguns anos, até que, em 2015, o símbolo DS se transformou numa marca própria. Ou, mais exatamente – a exemplo do que, há anos, a Toyota faz com a Lexus ou a Nissan com a Infiniti – ser DS passou a ser uma identidade própria, dentro do Grupo PSA, é certo, mas com caraterísticas intrínsecas e inegáveis de qualidade e um luxo. O DS 5 foi, ainda em 2015, o primeiro modelo Citroën a ser convertido nesta nova espécie. Depois, a DS decidiu-se por democratizar esta nova tendência ao resto da sua gama. A começar pelo “3”, uma entrada de “gourmet”, à boa maneira “chic” parisiense.

O “3” é o menino da marca DS. O mais pequeno, o mais acessível – mas nem por isso menos luxuoso ou exclusivo. É, até, como bom menino de boa família, irrequieto por natureza e com acessórios topo de gama, que fazem dele um objeto de desejo. Quase imediato.

Por fora são as asas…

dsc00002… Desse desejo, convenhamos. Feito para andar na cidade – mas não apenas neste elemento, já que as suas ligações ao solo mais baixas e mais rijas permitem viagens pelo campo, longe, em estradas em que a sinuosidade até se deseja, para se poder retirar gozo pleno de todas as caraterísticas dinâmicas desde “menino bonito” – o DS 3 assume-se bem diferente do seu “primo” (já não irmão, decididamente…) mais velho, o tal que deu pelo nome de Citroën DS3 durante tantos anos.

dsc09979Desde logo, pelo logotipo – deixou de existir no rebordo superior da grelha dianteira a ondulação do “double Chevron”, passando a pontuar, no centro de uma nova grelha trapezoidal em rede negra, o bem estilizado e esgalhado símbolo da DS, em duas letras brilhando no seu cromado incisivo. Mas, e já que falamos em “double”, agora não se trata de um “Chevron” duplo, mas sim de “wings” – pela primeira vez, um modelo da DS ostenta na sua face dianteira a carismática grelha DS Wings, duas asas cromadas que rodeiam e a grelha e depois dela partem em direção aos grupos óticos superiores, com fundo negro e dotados da mais moderna tecnologia DS LED Vision.

dsc09989Para acentuar ainda mais a modernidade do estilo DS, a frente é contornada por linhas vibrantes, evidenciadas pelos módulos de mudança de direção progressivos, verticais, facetados e cujas cinco luzes, diamantadas, foram claramente inspiradas no universo da joalharia.

dsc09991Compacto nas suas linhas, invulgarmente agarrado à estrada, o DS 3 tem um perfil poderoso, acentuado pelo tejadilho flutuante, as linhas elegantes e suavemente ondulantes da superfície vidrada (em especial, a janela por trás do grosso pilar central), bem como a da cintura da carroçaria, que culmina num aileron desenhado com inspiração nas barbatanas de um tubarão.

dsc09973A parte traseira é a mais “limpa”, ou, se quisermos, vulgar, com o seu óculo negro prolongado desde a segunda janela lateral, encimando um portão também curvo, com as letras DS (claro, cromadas!) a meio e limitado pelos grupos óticos com tecnologia LED, em vermelho com contorno cromado (delicioso, o pormenor das duas letrinhas DS “dentro” da parte lateral, levemente prolongada na carroçaria…) e, em baixo, por um “spoiler” em imitação de carbono negro, alojando duas ponteiras de escape cromadas. Lá dentro, cabem 285 litros, sem problemas de maior para o manuseio de malas ou objetos.

dsc09983O conjunto é forte, firme, emite qualidade, dinamismo e, acima de tudo, abre as portas à imaginação. Que começa desde logo pelas inúmeras hipótese de personalização deste exterior – são 44 as combinações de cores da carroçaria com o tejadilho (com 11 cores da carroçaria e outras 4 do tejadilho, em opção), além de 9 autocolantes para o tejadilho. A “nossa” unidade tinha a carroçaria em Branco Perle Nacré e o tejadilho era Castanho Topázio, com autocolante adesivo Perla. Já a jantes eram de as Aphrodite Diamantadas Cinzentas de 17”, apenas uma das cerca de 15 hipóteses existentes…

Por dentro é uma grande qualidade

ds-3-1A qualidade oriunda de se ter o melhor. E, dentro do DS 3, esse melhor encontra-se desde que se abrem as portas, amplas e pesadas, proporcionando um fácil acesso mesmo aos bancos de trás.

Requintado, útil, conectado, o interior do DS 3 foi pensado decididamente para proporcionar o maior prazer ao condutor e aos cinco ocupantes – que até conseguem viajar, nos bancos de trás, sem grandes “atropelos”. Prazer para todos os sentidos, refira-se a propósito.

ds-3-4Primeiro, o olhar. O habitáculo do DS 3 é ricamente sofisticado, em que tudo o que se vê foi feito com bom gosto, qualidade e um cuidado requinte. O resultado é um casulo quase perfeito, ergonómico, a começar pelos assentos em Cabedal Nappa de confeção tipo bracelete Castanho Trinitário, com aquecimento, em que o corpo encaixa sem se “esmagar” e as costas descansam com suavidade. Pena a camisa ficar encharcada quando está calor lá fora…

ds-3-3Depois, o olhar espraia-se pelo que rodeia o condutor – e, desde logo, o volante “cortado” em baixo, com as suas inserções cromadas e o tablier é detalhadamente composto para que tudo esteja ali mesmo à mão, sem torções indesejadas (e perigosas) do corpo ou dos braços, para se chegar com facilidade a todos os comandos. Bem a meio, lá está o ecrã tátil de 7“, reunindo tudo o que o condutor (ou o passageiro da frente) necessita, desde a navegação GPS, à conetividade e ao sistema áudio Hi-Fi, sem esquecer a climatização automática. Único senão: onde se encontram aqueles que fazem diminuir e aumentar o volume do rádio? Ah! Ali em baixo, meio escondidos pelo comando da caixa de velocidades! No melhor pano…

ds-3-5Depois, o tato. No DS 3, ele é precioso. Desde os acabamentos justamente perfeitos que tornam as portas maciças e robustas ao toque emanado pelo tablier, pintado em Gold brilhante a imitar carbono, tudo está ali para dar este prazer a este sentido. No final, a cereja no topo do bolo: os tais estofos dos bancos, em Cabedal Nappa, reguláveis em altura e nas costas, confortáveis e envolventes. E ressumando requinte, é claro!

ds-3-interior-4Os ouvidos, esses, pouco se apercebem do ronronar do bloco 1.6 BlueHDi de 120 cv, bem insonorizado pelos homens da casa francesa. E, além disso, a qualidade de montagem dos materiais, incluindo os diversos forros (portas, topo do tablier, tejadilho, tampa traseira) é perfeita, não deixando escapar num um “murmúrio”, mesmo em pisos mais, digamos, oscilantes. Talvez mais tarde, com o passar de milhares de quilómetros, isso comece a acontecer, mas já o vimos despontar em modelos tão ou mais novos do que este…

dsc09971Do paladar e do olfato, nada temos a dizer – ou melhor, temos: cheirava (ainda) a novo. Mas isso é um pormenor de somenos importância, neste conjunto que, oficialmente, lança a DS no universo dos automóveis de requinte. Mais: torna a DS a única a apresentar, logo na sua base, o mais requintado pequeno modelo de uma gama sempre em crescendo.

Um pequeno brincalhão

dsc09999Mesmo mantendo o bloco 1.6 BlueHDi de 120 cv utilizado quando ainda era da Citroën, o mais pequeno dos DS consegue ser brincalhão. Talvez porque tem umas ligações ao solo mais firmes e desportivas; talvez porque a altura em relação à estrada está ligeiramente mais baixa; talvez porque é mais leve alguns quilos que o seu “primo”. Talvez…

dsc09981Mas a verdade é que, em termos dinâmicos, o DS 3 consegue ser divertido, mas não intenso no que diz respeito a sensações radicais (para isso existe a versão Performance e os seus 208 cv…). Desembaraça-se bem de curva para curva e não foge de frente quando a direção é solicitada com mais vigor. O conforto é bom, em andamento moderado, mas a rijeza das suspensões traseiras torna, para os passageiros de trás, as viagens rápidas menos confortáveis, quando se rola em pisos mais degradados. Mas nada de quebrar as costas, bem longe disso…

dsc09997Claro, não é um míssil – leva o seu tempo a reagir ao acelerador em 5ª ou 6ª, mas nas relações mais baixas despacha-se bem. Na verdade, o curso da caixa manual de seis relações é algo longo, pensando mais nos consumos que nas prestações e, além disso, revela alguma insensibilidade nas reduções para 5ª ou para 3ª. No final, registámos valores de 4,2 l/100 km, o que é sempre agradável nos tempos que correm.

Ligado ao futuro

dsc09982Já o dissemos: o DS 3 está evidentemente conectado com o futuro, através do que de melhor existe neste termos de… ligações. Navegação GPS, Internet via WiFi, conetividade Smartphone, MirrorScreen (aplicações Android ou Apple CarPlay) e MyDS, são algumas das funções associadas à condução. Com aplicações compatíveis a partir do Smartphone replicáveis no ecrã central, o condutor pode aceder com facilidade e intuitivamente às músicas guardadas no seu Smartphone, bem como mandar e receber sms, efetuar chamadas ou obter um itinerários – e tudo isto através do reconhecimento vocal.

ds-3-acbrakeNivelado como SportChic – o do meio da gama, entre o BeChic e o elitista Performance, exclusivo da versão mais musculada da gama – este DS 3 apresenta, para lá da ajuda ao arranque em subida; regulador e limitador de velocidade; ajuda ao estacionamento dianteiro e traseiro, esta com câmara; ESP; ABS com REF – repartição elétrica da travagem e AFU – ajuda à travagem de emergência; AirBags frontais, laterais para tórax e de cortina dianteiros e traseiros; e deteção de pressão baixa nos pneus; mimos como o Active City Brake (Travagem Automática Urbana, até aos 30 km/h), bancos dianteiros desportivos, ecrã tátil multifunções de 7”, jantes em liga leve de 17”, DS LED Vision com faróis em xénon e farolins traseiros com efeito 3D a LED. Já os tapetes em veludo com chapa metálica DS são um dos opcionais colocados à sua disposição, assim como os pedais e o apoio para o pé esquerdo, em alumínio perfurado.

No ato de passar o cheque, este terá de levar inscrita a quantia de pouco mais de 26.200 euros, dentro da média do segmento.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

ds-3-autocolanteMotor: Diant. transv., 4 cil. em linha, 1.560 cc, turbo-Diesel, turbo de geometria variável c./”intercooler”, inj.dir. múltipla “common rail”, 8 válvulas; 1 árvore de cames à cabeça; Potência (cv/rpm): 120/3.500; Binário Máx. (Nm/rpm): 285/1.750 – 2.500; Vel. Máx. (km/h): 190; Acel. 0-100 km/h (s): 10,3; Consumos (l/100 km): 3,6; Consumo AutoanDRIVE (l/100 km): 4,2; Emissões CO2 (g/km): 94; Preço (euros): 26.262,80

A unidade ensaiada tinha o preço de

A unidade ensaiada tinha o preço de 26.282,80

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: C.Santos e Divulgação

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