Mazda 3 HB 1.5 SKYACTIV-D 105 Excellence Navi

Uma nova dimensão

Mazda 3

Mazda 3 HB 1.5 SKYACTIV-D 105 Excellence Navi (Fotos: Alenquer)

O Mazda 3, a declinação para o segmento C da marca nipónica, viu a luz do dia em 2003, substituindo a série 323/Familia. Daí até hoje, foi evoluindo, quase sempre muito… pouco. Porém, agora, com esta que é a sua terceira geração, o Mazda 3 entra numa nova dimensão. Uma dimensão em que a elegância exterior combina, como uma luva, com a praticidade do interior. E, claro está, complementada também com a adoção de um novo motor Diesel, designado SKYACTIV-D, com 105 cv de potência.

O novo Mazda 3 tem duas vertentes: uma, designada Hatch Back (ou HB) é uma carroçaria de 2 volumes, em que a marca concentra todas as suas apostas de mercado. A outra, designada como Coupé Style (ou CS), é uma evolução do feio e esquisito “3” com porta-bagagens (ou 2 volumes e meio…). Agora, vamos falar na versão com a carroçaria HB.

dsc09876Por outro lado, o novo Mazda 3 apresenta-se agora, pela primeira vez, com um bloco turbo-Diesel integrado na sua palete de motorizações. Designado por SKYACTIV-D, foi lançado na gama ao mesmo tempo que a versão CS (Coupé Style – de que falaremos num próximo ensaio…) e vem juntar-se ao, até então, solitário bloco a gasolina SKYACTIV-G. Tem mais 5 cv que este (105 “contra” 100 cv) e, principalmente, uma suavidade de utilização e consumos que podem ser uma interessante surpresa. Iremos, mais adiante, falar também disso mesmo.

Elegante…

dsc09892A imagem não é tudo – pode bem dizer-se aos maníacos dos ginásios, para quem é mais importante a imagem do corpo que veem no espelho, do que aquilo que o corpo tem lá dentro. Mas a verdade é que, se a imagem não é tudo, ela ajuda muito!

Isto é (muito) válido para o novo Mazda 3. É um carro com uma imagem tranquilizadora. Musculado, bem proporcionado, tem, ao contrário dos “atletas” de ginásio, conteúdo. E este não inclui aditivos, proteínas e outras aleivosias, mascaradas de bondade, do género! Não! Nada disso: o conteúdo do Mazda 3 é útil, confiável e modernamente tecnológico. Mas, sobre ele, já lá iremos. Por enquanto, fiquemo-nos por aquilo que os olhos comem.

dsc09878E que é o seguinte: o novo “3” tem linhas tão simples que… acabam por ser surpreendentemente belas, às quais ninguém consegue ficar indiferente. Talvez por isso, o “3” atual é um carro que, embora discreto, saba dar nas… vistas!

Confuso? Então passamos a explicar. Esculpido pelo vento, dentro da filosofia estética KODO – A Alma do Movimento, o novo Mazda 3 é elegante, bem proporcionado e de contornos suaves, bem limitados pelos grupos óticos que a marca garante terem sido “esculpidos pelo vento”.

Se o foram ou não, fica a dúvida. Mas a verdade é que o efeito que proporcionam ao olhar e à alma, contribuindo para que o “#” pareça mais volumoso do que aquilo que é – embora, na realidade, seja mais largo que o anterior “3”, o que o coloca mais agarrado ao chão e lhe dá uma eventual firmeza no pisar que, depois, na prática, acaba por se confirmar.

dsc09879A frente robusta liga-se à traseira elevada por uma linha de cintura ondulante, revelando um perfil onde a superfície vidrada parece escassa mas que, depois, se percebe ser suficiente para iluminar convenientemente o interior.

dsc09880Na realidade, a traseira é a parte mais vulgar do novo “3”, mas os faróis em forma de gota horizontal e, principalmente, o espaço esculpido que aloja a chapa de matrícula, contribuem para amenizar essa vulgaridade. A sua parte inferior continua sem arrojo, mascarada por um falso apêndice aerodinâmico em plástico cinza escuro, que aloja, do seu lado direito, a única ponteira cromada de escape. Do mal o menos…

Na moda tecnológica

mazda-3-interior-1Mas chega de falar da “parte de fora”. Abramos as portas e entremos, sentando-nos confortavelmente nos bancos que, embora ergonómicos, não acrescentam nada de novo. Sim, o apoio lateral é o correto e o para as pernas também, aprimorados com a regulação em profundidade, altura e do encosto possíveis.

À nossa volta, o interior surge com o espaço justo, mesmo para quem viaja nos bancos de trás. Contudo, o que ressalta à primeira vista é major qualidade percetível e dos materiais escolhidos. A Mazda não regateou esforços para que isso fosse notório. Os forros das portas e do tablier têm um toque macio e agradável, parecem bem montados e sem oscilações e ruídos parasitas quando em andamento e apenas na consola central o plástico escolhido é mais duro.

Todos os comandos se encontram bem posicionados, tudo é muito intuitivo e é complementado por um ecrã tátil de 7”, que replica as funcionalidades comandadas por dois botões rotativos, situados na consola central, junto ao travão de mão. O maior, rodando para um aldo ou para o outro, encaminha-nos para as funções pretendidas, bastando depois um toque tipo “enter” para que a mesma apareça no referido ecrã. O mais pequeno comanda o volume do rádio.

dsc09889Bem na moda tecnológica, o novo Mazda 3 apresenta tudo aquilo que o condutor dos tempos atuais exige, em termos de conetividade e facilidade de utilização. E, para que os olhos nunca sejam afastados da estrada – embora a utilização dos comandos da consola central seja, também ela, fácil e intuitiva – o volante está recheado de botões, botõezinhos e comandos, que… comandam tudo o que é possível comandar, desde o telefone ao rádio, passando pelo estabilizador de velocidade e pelo computador de bordo. Além disso, o volante tem o tamanho correto, até tem um design desportivo e inserções em falso alumínio, a única coisa que se poderá criticar. Pode ser regulado em altura.

mazda3-bagageiraEnfim, terminemos este item falando do equipamento. Que é francamente muito completo, nesta versão Excellence Navi, topo de gama. E, sem querermos ser (mais) exaustivos, destaquemos o ar condicionado automático; sensores de luz, chuva e estacionamento; start& stop, hill assist, conetividade Bluetooth com emparelhamento fácil de smartphones e quejandos (integrando o novo “pack” MZD Connect), entradas USB e AUX, câmara de marcha-atrás…

Quase divertido

dsc09893O novo Mazda 3 estreia no segmento um novo motor turbo-Diesel. Designado por SKYACTIV-D, tem uma cilindrada de 1.499 cc e 105 cv, tendo já sido visto (e testado pelo AutoanDRIVE) tanto no CX-3 como no “2”.

Muito silencioso (a Mazda dotou-o com o que chama de “Natural Sound Smoother”, um sistema que reduz os ruídos e as vibrações) e disponível desde cedo, revela-se contudo algo dependente da caixa de velocidades, que tem seis “relações de fácil e exato engreno, mas em que os “rapports” superiores, privilegiando os consumos (que, connosco, se ficaram pelos 5,1 l/100 km), transformam a alma do “3” num relacionamento mais lento com as chamadas recuperações. Isso pode ver-se na saída das curvas e, principalmente, nas ultrapassagens, onde se aconselha o recurso às mudanças mais “baixas” para fazer aumentar o binário e, assim, a velocidade de saída. Mas é preciso nunca esquecer que, afinal, se trata de um motor com 105 cv e, por isso, pouco dado a correrias.

dsc09877Seja como for, o completamento deste Mazda 3 é agradável e seguro. Sem ser assertivo, absorve bem as mudanças de direção, no que é ajudado por ser agora um automóvel mais baixo e mais largo, portanto, mais estável e agarrado à estrada e respetivas trajetórias, muito por causa de ter suspensões independentes em ambos os eixos e amortecimento tipo McPherson na frente e multi-braços atrás. Todavia, nas saídas das curvas mais exigentes ou feitas em velocidades mais agressivas, nota-se alguma tendência em fugir de frente. Nada de mais, porém…

Nota final para as… notas necessárias para ter este Mazda na garagem, com todas as “mordomias” incluídas no pacote Excellence Navi. Cerca de 17,750 euros chegam, ou seja, mais 3.000 que a versão “de Lineu”, ou seja, a básica. Dentro da média do segmento, portanto. Escolher ou não, eis agora a questão. Afinal, tudo é uma questão de gosto.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

dsc09883Motor: Diant. transv., duas árvores de cames à cabeça. quatro cilindros em linha, 16 v., 1.499 cc, turbo-Diesel, start & stop; Potência (cv/rpm): 105/4.000; Binário Máx. (Nm/rpm): 270/1.600; Vel. Máx. (km/h): 185; Acel. 0-100 km/h (s): 11; Consumos (l/100 km): 3,8; Consumos AutoanDRIVE (l/100 km): 5,1; Emissões CO2 (g/km): 99; Preço (euros): 27.754 (24.764 euros/preço base versão Evolve)

A versão Excellence Navi custa

A versão Excellence Navi custa 27.754 euros

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: C.Santos

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