Mazda CX-3 4×2 1.5 SKYACTIV-D 105 Excellence HT Navi

“Pièce de resistence”

Mazda CX-3 4x2 1.5 SKYACTIV-D 105 Excellence HT Navi

Mazda CX-3 4×2 1.5 SKYACTIV-D 105 Excellence HT Navi

O Mazda CX-3 parece um CX-5 em tamanho S. Mas não é: é muito mais do que isso. Herdou do XL os genes, as qualidades, o equipamento, a dinâmica; mas tudo isto (e muito mais) melhorado. Na verdade, o CX-3 é a “pièce de resistence” que faltava no menu da marca japonesa, com a qual, garante, está em condições de lutar, e talvez ganhar, num segmento muito específico como este dos pequenos “crossover”/SUV. Seja lá o que isto quer dizer, num jargão cada vez mais insosso e, ao mesmo tempo, cada vez mais interessante.

O Mazda CX-3 tem que se lhe diga. Na continuidade estética do seu “irmão maior”, o CX5, este que é o “crossover” mais pequeno da marca nipónica não renega as origens. Mais: traz consigo os últimos retoques estilísticos, tecnológicos e de equipamento assumidos pela Mazda.

Aspeto – e não só – dinâmico

DSC09644Em primeiro lugar, as linhas exteriores. “Assinado” pela onda estilística iniciada pela marca alada – KODO – Alma em Movimento – o Mazda CX-3 posiciona-se, de imediato, como um concentrado de dinâmica e qualidade percetível evidente e que, olhado com mais atenção, ou abertas as portas para o habitáculo, cuidado e repleto de pormenores, deixa perceber que não é apenas impressão à primeira vista. Ou obra do acaso.

DSC09652O Mazda CX-3 surge agarrado ao asfalto, com uma postura felina e absolutamente pronta a “atacar”. A frente, evidenciada pela grelha em rendilhado negro, de cinco pontas, com o símbolo alado bem centrado, permite que o olhar deslize pelo resto da carroçaria. Pela cintura robusta, até à traseira de linhas mais elevadas. Uma plataforma escultural – cá está, a Alma em Movimento – bem assente em (no caso em apreço) bonitas jantes de 18”, colocadas nos quatro cantos da estrutura e que permitem majorar o comportamento dinâmico e, claro, aumentar o espaço interior.

DSC09638E já que falamos em comportamento, o Mazda CX-3 (que vem para Portugal somente com a nova motorização SKYACTIV-D 1.5 de 105 cv, precisamente estreada neste modelo e depois embarcada no “2” e no novo “3”, nesta altura já com amplo sucesso) revela-se uma boa surpresa.

Perto do chão, apesar de ser mais alto que uma berlina convencional, isso acaba por condicionar o seu comportamento em estrada. Condicionar, mas de forma positiva – não foge de frente, agarra-se bem nas curvas, as transferências de massa de curva para curva não levam a exageros de trajetória e, no mau poiso, o conforto mal sai beliscado. Enfim, um verdadeiro prazer estar ao volante do CX-3… Para justificar este prazer, a Mazda foi buscar soluções técnicas exclusivas, que camuflou sob expressões como SKYACTIV-Chassis e SKYACTIV-Body.

DSC09630Por outro lado, associado à reconhecida e muito fácil de utilizar transmissão AWD i-ACTIV da Mazda, de seis relações – a que a Mazda, claro, chama SKYACTIV-MT, de “manual”… – bem escalonadas e de engreno instintivo e rápido, este bloco de 105 cv denota uma excelência muito interessante. Se custa um pouco a subir até às rotações ideais, então “explode” de rendimento, sem pre em silêncio e com uma notória boa vontade. Claro, não é um suprassumo de potência, tem pouco mais de uma centena de cavalos, mas estes respiram saúde e, melhor ainda, não precisam de muito “feno” para se alimentarem. A AutoanDRIVE, numa condução descomprometida, relativamente próxima, em auto-estrada, dos limites legais (agora, as coisas estão menos para “brincadeiras”…) reivindicou consumos um pouco abaixo dos 5,5 l/100 km, o que é bastante positivo.

Qualidade lá dentro… e equipamento

DSC09632As caraterísticas externas saltaram, intactas, para o habitáculo. Isto é, por dentro o Mazda CX-3 apresenta o mesmo cuidado de execução, a mesma qualidade percetível e, além disso, um “layout” (palavra sobejamente utilizada pela marca…) moderno e surpreendente nos detalhes.

Desde logo, quando se senta – no caso, num banco em pele negra Lux Suede, exclusiva do topo de equipamento da versão ensaiada – e olha em redor, o condutor percebe que está num lugar de destaque. Como, aliás, tem que ser…

overlay-gallery04Domina a estrada, graças à maior altura do CX-3 em relação aos restantes ocupantes da via. Mas também graças à boa ergonomia dos comandos, em que se destacam, além do óbvio (volante de boa pega, alavanca das velocidades bem situada e a “cair” redonda no centro da mão…), pormenores como um inédito “head up display” (Active Driving Display, na designação oficial) e variados sistemas de conectividade, incluindo para “smartphones”.

overlay-gallery06Bem à frente, um ecrã de 7”, onde essa conectividade pode ser assegurada de três formas – “touch”, comando vocal ou através do botão rotativa existente na consola central, entre os bancos dianteiros. A esta ligação ao mundo exterior a Mazda chama MZD Connect e, já que falamos em designações, o CX-3 tem a segurança ativa reagrupada num pacote chamado, claro está, i-ACTIVSENSE e que inclui coisas como o aviso de saída de faixa involuntária ou de aproximação ao carro da frente.

overlay-gallery07Único senão encontrado no Mazda CX-3, o menor espaço nos bancos de trás acaba compensado por uma modularidade exemplar, bastando referir que o espaço útil para bagagens oscila entre os 350 (com os bancos na sua posição natural) e os 1.260 litros, com eles rebatidos, existindo diversas possibilidades à escolha do “freguês”. No final, nesta que é a versão mais recheada, paga uma fatura de quase 28 mil euros, o que até nem é um exagero… exagerado.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

DSC09650Motor: Diant. transv., duas árvores de cames à cabeça. quatro cilindros em linha, 16 v., 1.499 cc, turbo-Diesel, start & stop; Potência (cv/rpm): 105/4.000; Binário Máx. (Nm/rpm): 270/1.600; Vel. Máx. (km/h): 177; Acel. 0-100 km/h (s): 10,1; Consumos (l/100 km): 4,0; Consumos AutoanDRIVE (l/100 km): 5,4; Emissões CO2 (g/km): 105; Preço (euros): 27.952 (26.642 euros/preço base versão Excellence)

A versão enasiada custava quase 28 mil euros

A versão enasiada custava quase 28 mil euros

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: C.Santos

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