Renault Captur dCi 90 EDC Exclusive

Diferença automática

Renault Captur dCi 90 EDC Exclusive (Fotos: ???)

Renault Captur dCi 90 EDC Exclusive (Fotos: Ruinas da Empresa de Lanifícios Tejo, Lda – 1889, Alenquer)

O Captur foi, para a própria Renault, uma surpresa agradável, tal a aceitação desta que foi uma proposta inédita num nicho por explorar dentro da marca francesa – o dos ”crossover” compactos, com apetência citadina e, também, aventureira. E, claro, uma imagem de destaque, individualista e bastante evidente. Dois anos mais tarde, a Renault iniciou uma mudança automática: claro, não apenas porque atualizou ligeiramente a gama, como nela introduziu a caixa…. automática EDC de dupla embraiagem e seis velocidades.

Quando, em 2013, a Renault lançou o Captur no mundo dos “crossover” compactos, este foi uma lufada de ar fresco no segmento. Ou, se o quisermos dizer de uma forma mais, digamos, assertiva, uma verdadeira pedrada no… charco – ou num mundo até essa altura tão cinzentão que apenas era quebrado pelo Nissan Juke, aparecido pouco antes e que, por simples “acaso”, até era “primo direito” do Captur.

Este é meu… aquele já não é a minha cara

O Captur mantém a mesma personalidade mutante e atrevida

O Captur mantém a mesma personalidade mutante e atrevida

Se não, vejamos. O Captur tinha (tem) uma personalidade múltipla., capaz de uma versatilidade de utilização que, associada a caraterísticas ímpares de “design” e ousadia de conceito, resultava numa opção diferente de todas as outras. O Captur era (ainda é…) ousado. Tinha (tem) uma dinâmica muito especial, misto de automóvel ligeiro, familiar e de um SUV, com posição elevada de condução e uma agilidade de chassis surpreendente – quase notável – em percursos mais sinuosos. O comportamento era (é) bom, firme – graças às afinações das suspensões traseira semelhante à do Clio Sport Tourer. O interior do Captur era (é…) conveniente, agradável, inovador, útil.

Dois anos após o seu lançamento o Captur ainda tem o mesmo carisma

Dois anos após o seu lançamento o Captur ainda tem o mesmo carisma

Enfim, apesar de todos os seus (poucos: sensibilidade aos ventos laterais, o erro de “casting” do regulador da inclinação das costas dos bancos dianteiros estar “entalado” no apoio de braços da consola central…) defeitos, o Captur ainda hoje se estranha, antes de se entranhar para todo o sempre nos nossos genes de aventura e de egocentrismo.

O Captur reflete sempre a personalidade do dono

O Captur reflete sempre a personalidade do dono

Pois é: “the last but not the least”, cada Captur é diferente do Captur vizinho. Tipo, “este é meu, aquele já não tem a minha cara”. O que quer isto dizer? Simples: cada Captur pode (e, já agora, deve…) ser personalizado (vestido) à imagem do dono. Na verdade, se pensar (e olhar bem no trânsito urbano, e não só) é raro deparar-se com dois Captur rigorosamente iguais.

Com esta decoração parece-se com a carapaça de uma tartaruga!

Com esta decoração parece-se com a carapaça de uma tartaruga!

Agora, dois anos depois e depois de algumas séries especiais muito particulares, como a versão Helly Hansen, a Renault introduziu no Captur a caixa EDC de dupla embraiagem. Trata-se de uma transmissão automática, de seis relações, que funciona de forma sequencial e prescinde do terceiro pedal. Não é a melhor das propostas existentes no mercado, mas é suave e, sem ser muito rápida a trocar de relação, cumpre com o necessário.

Com a caixa EDC o Captur ficou ainda mais prático no trânsito urbano

Com a caixa EDC o Captur ficou ainda mais prático no trânsito urbano

Desde que esse necessário não seja andar a ritmos constantemente elevados. Porém, uma ressalva: seja em que ritmo for, com esta transmissão, o Captur tornou-se mais guloso, com os consumos a ficarem perto dos 6 l/100 km. Mas, enfim, com esta opção da caixa EDC, o Captur assumiu-se automaticamente como uma proposta essencialmente urbana, pois é neste trânsito que vem ao de cima a sua facilidade de utilização e a sua personalidade essencialmente urbana.

O Captur dCi 90 EDC é um pouco mais guloso do que o "outro"

O Captur dCi 90 EDC é um pouco mais guloso do que o “outro”

A unidade ensaiada estava nivelada como Exclusive e, neste nível, trazia já de série coisas como o ar condicionado automático ou o travão de estacionamento elétrico. Porém, trazia igualmente alguns opcionais bem práticos, como a câmara de estacionamento traseiro. E outros de simples imagem, como as jantes em liga leve de 17” (felizmente, não em laranja!), o “stripping Captur” (as listas em laranja no “capot” negro que vistas de cima, faziam lembrar a carapaça de uma tartaruga…) e a decoração interior laranja. Gostos – mas é por isto que, dificilmente, existem dois Captur iguais…

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Esta unidade estava muito bem equipada de série

Esta unidade estava muito bem equipada de série

Motor: Diant. transv., 4 cil., 1 árvore de cames à cabeça, 8 v., 1461 cc, turbo-Diesel de geometria variável, inj.directa c./ “common rail” e “intercooler”; Potência (cv/rpm): 90/4.000; Bin.Máx. (Nm); 220/1.750; Vel. Máx. (km/h): 170; Acel. 0-100 km/h (s): 13,5; Consumos (l/100 km): 3,9; Consumos AutoanDRIVE (l/100 km): 5,6; Emissões CO2 (g/km): 103; Preço (euros): 24.350

O preço de venda ao público da versão nivelada Exclusive arranca nos ????? euros

O preço de venda ao público da versão Exclusive arranca nos 24.350 euros

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: C.Santos

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