Jules Bianchi não apresenta melhoras

Pai receia o pior desfecho

Pai de Jules Bianchi receia que o filho nunca recupere

Pai de Jules Bianchi receia que o filho nunca recupere

Quase dez meses após o seu acidente durante o GP do Japão de F1, em 5 de Outubro de 2014, Juels Bianchi ainda continua em coma profundo e sem apresentar quaisquer sintomas de que está a melhorar. A tal ponto que o seu pai, Philippe, confessou sentir-se “menos otimista” sobre a recuperação do filho, em recentes declarações a partir de Nice, onde Bianchi, de 25 anos, está hospitalizado desde Novembro, acrescentando: “É inenarrável, uma tortura diária. Por vezes, sinto que estou a enlouquecer, pois dou por mim a pensar que teria sido melhor que [Jules] tivesse morrido [no acidente. Não somos capazes de o ajudar mais do que temos até agora feito.”

Num acidente com as consequências semelhantes ao que sucedeu com Jules Bianchi, uma recuperação exige normalmente melhorias significativas durante os primeiros seis meses. Ora, no caso do piloto da Marussia, nada disso aconteceu. E, embora o seu pai revele que “por vezes, ele aperta-nos a mão, mas desconhecemos se ele está consciente do que o rodeia ou se não passa de um simples reflexo”, não se registaram progressos no seu estado: continua ligado às máquinas, sem reação, embora todos os seus órgãos funcionem autonomamente e não pareçam estar a degradar-se. Mesmo assim, Philippe Bianchi acredita no milagre cada vez menos:

“O tempo vai passando e estou agora muito menos otimista do que estava dois ou três meses a seguir [ao acidente], quando ainda podíamos esperar por uma melhor evolução. Agora, é preciso sermos realistas e percebermos quão séria é a [sua] situação.”

E confessou: “Mesmo que se dê um milagres e ele eventualmente recupere do coma, as complicações vão ser enormes. Se ele acordar e tiver grandes deficiências, tenho a certeza de que ele nunca irá aceitar isso. Este tipo de situação era precisamente aquela que o Jules nunca iria querer. Pouco tempo antes do seu acidente, a propósito do que aconteceu com o Michael [Schumacher], nós os dois conversámos sobre o assunto e ele disse-me claramente que seria muito duro aceitar  que, por causa de um acidente, ele ficasse impedido de pilotar. Porque essa era a sua razão de vida.”

HR

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