Mazda CX-5 2.2 SKYACTIV-D 150 2WD AT Evolve HS

Um mundo (ainda) melhor

Mazda CX-5 (Fotos: Alameda do Palácio Real, Azambuja)

Mazda CX-5 2.2 SKYACTIV-D 150 2WD AT Evolve HS (Fotos: Alameda do Palácio Real, Azambuja)

Quando, há alguns meses, ensaiámos o equivalente primeiro Mazda CX-5, fomos buscar o livro de Aldous Huxley, chamado “Admirável Mundo Novo”, para lançarmos o texto. Agora que o CX-5 foi renovado e lançado com a nova e poderosa assinatura estética da Mazda, basta acrescentar que esse mundo está (ainda) melhor. Mesmo que persistam alguns pecadilhos…

Na verdade, o que era bom, bom ficou e, talvez, ficou mesmo melhor. Palavras como espaço e qualidade podem, com naturalidade, ser pronunciada, a respeito do novo CX-5. A Mazda acrescentou espaços de conveniência, mantendo o espaço útil principal para os cinco ocupantes e aprimorou um pouco mais a qualidade percetível. No resto, o novo CX-5 é mais do mesmo: tem dinâmica, tem carisma, tem alma em movimento – a tal filosofia KODO, tão querida da Mazda e que, neste CX-5, ficou ainda mais expressiva. E ainda bem…

Pouco (de novo) por fora…

O novo CX-5 recebeu alguns pormenores que o tornam mais atual e desportivo

O novo CX-5 recebeu alguns pormenores que o tornam mais atual e desportivo

Bom, sejamos coerentes: por fora, o novo Mazda CX-5 apenas recebeu uns pozinhos de perlimpimpim, tornando-o mais desportivo, com a sua faceta atualizada, ainda mais animal à espreita que a primeira edição. As suas linhas em simultâneo suaves e agressivas, com uma postura inclinada para diante, transformam-no num automóvel vibrante e imensamente dinâmico. A frente recebeu pormenores que transformam os grupos óticos em olhos felinos, agora animados por uma alma totalmente em LED (os faróis podem ser adaptativos). Enfim, é a nova assinatura luminosa da Mazda, acrescentada pela nova grelha que, mantendo-se enorme e trapezoidal, é agora composta por cinco barras horizontais cromadas, a combinar com os embelezadores dos faróis de nevoeiro.

O perfil compacto da carroçaria é atlético e firme

O perfil compacto da carroçaria é atlético e firme

O perfil compacto da carroçaria é atlético e firme, como já o era antes, combinando beleza, elegância e robustez. Afinal, o segredo do negócio está em não alterar uma receita vencedora. Pode não ser “gourmet”, mas lá que tem uma estrelinha Michelin, lá isso tem. Para tornar mais assertiva a sua postura na estrada, a Mazda redesenhou as enormes jantes em liga leve de 19”, aproximando-o, curiosamente, do asfalto… como um puma à espreita.

O CX-5 tem 150 cv e é desembaraçado mas não muito económico

O CX-5 tem 150 cv e é desembaraçado mas não muito económico

Curiosamente, a postura dinâmica do Mazda CX-5 não resulta tão desportiva como parece no papel… ou melhor, na fotografia. Animado com o motor 2.2 SKYSACTIV-D de 150 cv, este foi associado a uma caixa de seis velocidades automática e, embora não seja um portento em acelerações puras ou velocidade máxima, chega e sobra para as encomendas. Tem força, é desembaraçado, a caixa não é pastelona e pode ser animada manualmente, para se despachar melhor em situações de “risco”.

Em termos dinâmicos o CX-5 tem tendência em fugir de frente

Em termos dinâmicos o CX-5 tem tendência em fugir de frente

Contudo, deixem-me confessar que é na sua dinâmica que encontrei dois dos seus escassos pecadilhos: trem alguma tendência em fugir de frente nas curvas (lá está, a maior parte do peso na frente foi concentrado na frente, a tração é também á frente e as ligações ao solo privilegiam mais o conforto que a rigidez da compostura). Mesmo assim, é divertido fora de estrada, se bem que não nos tenhamos atrevido a subir valados e obstáculos do género, limitando-nos a percorrer alguns estradões das lezírias, fazendo a traseira derivar de curva em curva, ali com os meloais ao lado e as valas de irrigação a brilhar ao sol.

O CX-5 é divertido fora de estrada

O CX-5 é divertido fora de estrada

O outro dos pecadilhos é o consumo. Embora a Mazda tenha suco criteriosa na escolha de materiais mais leves na construção do bloco e da carroçaria, e, baseada nisso, anuncie médias de 5,3 aos 100, nunca conseguimos baixar dos 8,5 litros, o que parece algo exagerado. Talvez 1,5 litros a menos fosse o ideal… E isto, apesar de um novo CX-5 apresentar a tecnologia i-Stop, que melhora a economia, nomeadamente através de um rearranque mais suave do sistema Start&Stop que nos outros veículos.

Muito mais por dentro…

O novo CX-5 viu aumentada a oferta em termos de equipamento

O novo CX-5 viu aumentada a oferta em termos de equipamento

A Mazda, essencialmente, pretendeu elevar a fasquia deste seu novo CX-5 em termos de equipamento “on board” a níveis muito próximo do segmento “premium”. E é precisamente aqui que o novo CX-5 se destaca. Pode não ser de facto um SUV “premium” (falta, por exemplo, aquele “bater” de portas que indica robustez acima de toda a dúvida e isso, embora possa não ser mais que um som psicológico, ajuda no julgamento final. Outro pecadilho…), mas tem dentro de si muita da substância e da alma necessária para (quase) o ser.

O interior está mais simples mas tem mais qualidade e equipamento

O interior está mais simples mas tem mais qualidade e equipamento

No interior, a Mazda decidiu simplificar tudo. Mantendo a envolvência para o condutor, limpou o epsaço de tudo o que era supérfluo. O resultado ficou à vista e agrada: tudo mais arrumadinho, tudo mais funcional. Enfim, tudo mais simples – desde o painel de instrumentos ao volante multi-funções, sem esquecer a consola central, onde desapareceu o travão de mão mecânico, substituído por um elétrico, o que resultou na construção de um novo espaço de conveniência coberto. Contudo, o condutor tem á sua volta toda a panóplia necessária para se sentir, mais que em casa, num escritório sobre rodas.

A Mazda ofereceu ao CX-5 um caráter mais interactivo com o condutor e passageiros

A Mazda deu ao CX-5 um caráter mais interactivo com o condutor e passageiros

Indo ao encontro das tendências de infotainment mais recentes e sofisticadas, a Mazda recheou o novo CX-5 com vários mimos. A saber: sistema de som envolvente da BOSE, o MZD Connect – o muito completo sistema de conectividade móvel da Mazda, com informações como leitura de mensagens de texto, atualizações do Facebook ou Twitter, reprodução de ficheiros MP3 a partir do telemóvel, rádio online ou, caso o prefira, o uso do rádio DAB integrado no veículo. Tudo em evidência do ecrã tátil a cores de 7”, bem no centro das atenções do painel de bordo e ainda por cima compatível com smartphone – e tudo sem tirar os olhos da estrada, podendo ser controlo por voz ou através do comando intuitivo rotativo HMI (Human Machine Interface).

O espaço interior foi aproveitado de forma mais inteligente

O espaço interior foi aproveitado de forma mais inteligente

O espaço interior está agora aproveitado de uma forma mais fácil e inteligente, através do sistema de bancos Karakuri, cuja posição relativa pode ser configurada de forma fácil (40:20:40), através de uma alavanca situada na bagageira ou dos botões no topo dos bancos. Simples e sem esfoço… A secção central dos bancos (o quinto banco, normalmente…) pode ser transformada e adaptada como mesa, com suporte para copos, simples apoio de braços ou, enfim, ser totalmente rebatida para permitir o transporte de objetos longos.

A nova assinatura luminosa é a principal alteração na sua fisionomia

A nova assinatura luminosa é a principal alteração na sua fisionomia

Enfim, no meio desta tecnologia toda, há que destacar sistemas de segurança avançados, até recentemente mais próprios de segmentos “premium” mas que, pouco a pouco, têm vido a ser democratizados. Por exemplo: o Smart City Brake Suport (SCBS), que minimiza os riscos de colisões a velocidades até 30 km/h, no trânsito urbano; o alerta de tráfego cruzado traseiro (RCTA), que avisa se um carro está a aproximar-se quando, por exemplo, saímos de marcha-atrás de um lugar de estacionamento; sistema de monitorização de ângulos mortos (BSM), em que um sinal luminoso surge nos espelhos laterais, se detetar a presença de um veículo a rodar ao lado, a menos de 45 metros, seguido de um sinal sonoro se não houver reação ao “flash” luminoso.

No final, tudo isto (beleza, postura, raça, qualidade, equipamento…) fica disponível a partir dos 38.350 euros, valor combativo e que, dito assim, é até facilmente justificável.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

As proteções em plástico e a maior altura ao solo dão-lhe um ar mais atrevido

As proteções em plástico e a maior altura ao solo dão-lhe um ar mais atrevido

Motor: diant. transv., turbo-Diesel, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, duas árvores de cames à cabeça. 16 v., 2.191 cc, turbo de geometria variável, inj.directa p./“common rail”, e “intercooler”; Potência (cv/rpm): 150/4.500; Binário Máx. (Nm/rpm): 380/1.800 – 2.600; Vel. Máx. (km/h): 198; Acel. 0-100 km/h (s): 10,0; Consumos (l/100 km): 5,3; Consumos AutoanDRIVE (l/100 km): 8,8; Emissões CO2 (g/km): 139; Preço (euros): 38.350

O preço do Mazda CX-5 2.2 Skyactiv-D 2WD Evolve começa nos 38.350 euros

O preço do Mazda CX-5 2.2 Skyactiv-D 2WD Evolve começa nos 38.350 euros

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: C.Santos e Divulgação (Interiores)

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