MINI One 1.5 D 95 cv 5 p.

Boa viagem!

MINI One 1.5 D 5 p. (Fotos: Serra de Montejunto, Estação Refer Castanheira do Ribatejo)

MINI One 1.5 D 5 p. (Fotos: Serra de Montejunto, Estação Refer Castanheira do Ribatejo)

A BMW continua a reinventar o MINI. Agora, é a vez da carroçaria com cinco portas, uma proposta ousada, pois nunca antes isso poderia teria sido sequer objeto de um qualquer pensamento. Seria, antes de tudo, uma heresia! Mas, depois de todos os exercícios cumpridos no MINI do século XXI, estava mesmo a faltar a versão que, coisa mais simples!, estendia o MINI das três para as cinco portas, mantendo intacta toda a sua original filosofia. Agradecem os casais jovens que querem aumentar a família – e nem sequer a típica passada MINI se perdeu com isso. Boa viagem!

O AutoanDRIVE fez umas centenas de quilómetros a bordo da versão de entrada na gama Diesel, o 1.5 D de 95 cv. É o mais acessível, com os seus pouco mais de 22.500 euros na versão base – que depois pode ser apimentada por aquilo que se quiser em termos de opcionais, sempre à medida dos bolsos de um jovem casal que, já longe da lua-de-mel, quer marcar a diferença junto dos amigos ou, mais pessoalmente, quer ter um MINI onde exista espaço e praticabilidade para transportar a cadeirinha de um filho pequeno – e, exatamente a pensar nisso, lá está o sistema de fixação de cadeirinhas Isofix, de série no novo MINI de cinco portas.

Mais do mesmo… mas melhor

De todas as versões do MINI se calhar esta é a mais lógica

De todas as versões do MINI se calhar esta é a mais lógica

Depois de várias declinações da nova filosofia MINI, se calhar aquela que se revela mais lógica e prática é o MINI de cinco portas. Todas as outras são, umas mais outras menos, meras tergiversações do MINI made by BMW – ou, se quisermos ser mais pragmáticos, do MINI do século XXI. Alguns desses devaneios justificam-se somente pelo quer ser (muito) diferente, pouco se percebendo a razão da sua existência. Outros, como o Countryman, sublimam uma forma ousada de ter uma espécie de SUV parecido com o MINI. Mas, de facto, aquela que fazia mesmo falta no portfólio MINI e que poderá aumentar a tendência “best-seller” do MINI ou, mais prosaicamente, poderá garantir uma fidelidade a toda a prova, é a carroçaria de cinco portas.

Apesar de ter mais duas portas nada na sua personalidade se alterou

Apesar de ter mais duas portas nada na sua personalidade se alterou

Na verdade, olhando para ele – o MINI de cinco portas – nada da identidade MINI foi adulterado. E, de facto, o… facto é que as duas portas a mais que nele existem mantêm a assinatura do “design” quase impoluta, sem mácula e sem deturpar a pureza de linhas do MINI do nosso século.

Simplesmente tornou-se mais familiar e convivial

Simplesmente tornou-se mais familiar e convivial

Essa assinatura prolonga a mais recente evolução do MINI, com os traços já definidos na versão de três portas, tornando o MINI ainda mais MINI e cada vez mais atual. Mas, lá dentro, embora a plataforma seja a mesma, o maior comprimento (16.1 cm, dos quais 7,2 cm na distância entre eixos e que o elevam para perto dos quatro metros, 3.982 mm, mais precisamente; já agora. este MINI é também 1,1 cm mais alto e 6,1 cm mais largo…) permite um maior espaço interior – na verdade, permite que se transportem cinco passageiros com maior facilidade e conforto, com os de trás a terem mais 4 cm para as pernas. Isso reflete-se também no volume da bagageira, que cresceu dos 211 litros da versão de três portas para os 278 litros – que podem estender-se mesmo até aos 1.295 com o rebatimento 60/40 dos bancos traseiros.

As portas traseiras são estreitas e o acesso não é muito fácil

As portas traseiras são estreitas e o acesso não é muito fácil

Obviamente, o acesso aos bancos de trás é agora muito mais fácil do que no MINI de três portas, mas as duas portas traseiras são pequenas e isso pode obrigar a algum contorcionismo a quem tenha uma maior altura, embora, quando sentados, encontrem o espaço suficiente, tanto para as pernas, como para a cabeça, que não bate no teto. Portanto, mais do mesmo que nos outros MINI… mas melhor.

O mesmo espírito na estrada

A versão com 95 cv funciona como entrada de gama mas já é muito interessante

A versão com 95 cv funciona como entrada de gama mas já é muito interessante

É verdade que a versão ensaiada pelo AutoanDRIVE é a de entrada de gama, com o novo motor de três cilindros e 1.500 cc já existente na BMW e, ainda, no MINI de três portas. Mas é também verdade que, com o binário (220 Nm) a “saltar” logo a partir das 1.500 rpm e bem acolitado pela caixa manual de seis velocidades, curtas e de engreno rápido, os seus 95 cv não se fazem fracotes. São, isso sim, suficientes para uma condução descontraída, sem ser fulgurante, é certo, mas, também, sem comprometer o prazer que se continua a ter-se ao volante do MINI. O conforto não saiu beliscado, embora continue a ser melhor na frente, do que nos lugares traseiros.

Apesar de mais comprido não perdeu o "go-kart feeling" na estrada

Apesar de mais comprido não perdeu o “go-kart feeling” na estrada

Este MINI, apesar de ter um maior comprimento, não perdeu o chamado “go-kart feeling”, sendo um primor desenhar com ele as estradas mais sinuosas, mantendo-se com a frente agarrada à estrada e um comportamento muito homogéneo e divertido. Claro, com mais uns cavalitos a coisa seria muito mais catita – mas o que interessa dizer, a este respeito, é que o MINI de cinco portas, apesar destas e de ser mais pesado, não perdeu o seu espírito irreverente e brincalhão.

No equipamento está uma função que altera o modo de condução tornando-o mais desportivo

Nos opcionais está uma função que torna a condução mais desportiva

Contudo, como entre os opcionais está o Pack Chili, que inclui, entre outras coisas, o MINI Driving Modes, sempre podemos escolher a sensação que queremos sentir, ao selecionarmos um dos três modos de condução distintos que existem – Sport, Mid e Green – e que “mexem” não apenas na resposta do motor, da direção, da caixa de velocidades (se for a automática, nas versões Cooper) e no sistema de amortecimento DDC, como transforma o interior do MINI numa discoteca de luz e cor… sempre em mudança.

O interior do MINI de cinco portas é semelhante ao de três

O interior do MINI de cinco portas é semelhante ao de três

E já que falamos em equipamento, se de série o MINI já traz coisas como os bancos em tecido e pele Carbon Black ou o sistema MINI Connected, esta unidade tinha quase 6.000 euros de opcionais, entre os quais se descavam: o já referido Pack Chil (Multifunções para o volante + Cruise Control; Kit de espelhos interiores; tapetes; bancos dianteiros desportivos, com o do passageiro regulável em altura; pacote de compartimentos de

Há no entanto mais espaço disponível...

Há no entanto mais espaço disponível atrás…

arrumação; MINI Driving Modes; sensores de luz e de chuva; ar condicionado automático; computador de bordo, etc., 2.114 euros); pintura Electric Blue Metalizado (455 euros); forro do teto em antracite (138); Design Interior Off White MINI Yours (244); Rádio Visual Boost (406,50); PDC – sensores de estacionamento traseiros (293); faróis em LED (610); faróis de nevoeiro LED (81); jantes em liga leve Tentacle Spoke Silver de 17” com pneus 205/45R17 (1.086); e volante desportivo MINI Yours em pele (81).

... E a bagageira tem um volume muito maior

… E a bagageira tem um volume muito maior

No final, a fatura cresceu dos 22.550 para os 29.706 euros – mas não faz mal – afinal, sempre é um MINI diferente e ainda mais atrativo e prático que o de três portas. E, já agora, com argumentos para ficar na família por muito mais tempo, mesmo que ela comece a crescer…

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Esta unidade carregava quase 6.000 euros erm opcionais

Esta unidade carregava quase 6.000 euros em opcionais

Motor: Diant. transv., 3 cil. em linha, 1.496 cc, turbo-Diesel, 4 válvulas por cilindro, 12 v., turbo de geometria variável c./ ”intercooler”, inj.dir. “common rail”; Potência (cv/rpm): 95/4.000; Binário Máx.: (Nm/rpm); 220/1.500 – 2.500; Vel. Máx. (km/h): 187; Acel. 0-100 km/h (s): 11,4; Consumos (l/100 km): 3,5; Consumo AutoanDRIVE (l/100 km): 5,1; Emissões CO2 (g/km): 92; Preço (euros): 22.550 (versão ensaiada: 29.706)

A unidade ensaiada custava quase 30 mil euros

A unidade ensaiada custava quase 30 mil euros

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: C.Santos e Divulgação (Interiores)

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