Alonso terá sofrido descarga de 600 W

Espanhol continua a recuperar em casa

Fernando Alonso terá sofrido uma descarga elétrica de 600 W

Fernando Alonso terá sofrido uma descarga elétrica de 600 W

Oficialmente, foi uma rajada de vento o que provocou o despiste de Fernando Alonso em Barcelona e o consequente embate com o muro de cimento, a 150 km/h. Esta é a versão subscrita pela McLaren, em comunicado posterior. Contudo, não serviu para afastar as dúvidas, que ainda hoje persistem. Até porque, soube-se logo na altura, existiram testemunhos credíveis, colocados no local do acidente, que garantem ter visto Alonso sem dar sinal de si, dentro do “cockpit” do MP4-30/Honda. Agora, surgem outros dados, que por sua vez garantem que não foi anda disso que sucedeu: a causa terá sido uma descarga elétrica de cerca de 600 W.

De acordo com a estação de TV “Sky Italia”, Fernando Alonso terá confidenciado a amigos chegados e à família que sofreu “um grande choque nas costas”, antes de perder o controlo do McLaren. O “pivot” deixa contudo claro que Alonso não se referiu especificamente a um choque elétrico, mas isso bastou para alimentar as teorias que, desde o acidente, continuam ativas.

Fabrizio Barbazza, antigo piloto de F1 dos anos 90, reportou ao jornal “La Repubblica” que “o Fernando sofreu uma descarga elétrica de 600 W, com sérias consequências: dificuldades de concentração e obstrução das veias.”

Também René Arnoux, que venceu sete GP de F1, afirmou, durante o Salão Automóvel de Genebra: “A recomendação dos médicos do Alonso [para que permanecesse em repouso] não me surpreende. Estou convencido de que ele teve um problema físico antes do acidente.” E adiantou: “Eu fui piloto de F1. Sei do que estou a falar. O impacto foi lateral, pouco mais que um raspão e isso não explica os problemas [de Alonso]. Estou firmemente convencido de que ele sofreu qualquer coisa de errado ao volante. Por isso, o vento foi usado como desculpa.”

Por sua vez, Roberto Belvis, neurocirurgião do hospital Quiron Dexeus, em Barcelona, também demonstrou algumas dúvidas, quanto o facto de ter sido o risco de SIS (Second Impact Syndrome) que afastou Fernando Alonso [do GP da Austrália]: “Prevenir um SIS não tem lógica, se não existirem sintomas de concussão. Uma vez recuperado, se não existirem dores de cabeça, problemas de concentração ou se o paciente estiver a falar corretamente, então não existe nenhum risco de um segundo impacto.”

Outra teoria, adiantou ainda, é que a perda de consciência de Alonso não consiga ser explicada, conforme afirmou ao jornal “As”: “Se existir uma perda de consciência inexplicável, então é prudente para Alonso não pilotar durante três ou quatro semanas, enquanto continua a fazer testes. Mas não faz sentido dizer aos ‘media’ que ele está 100% recuperado, mas não irá competir por causa do SIS!”

A McLaren já fez saber, oficialmente, que Fernando Alonso não irá estar presente no GP da Austrália, dia 15, devendo regressar somente duas semanas mais tarde, na Malásia. Kevin Magnussen irá substitui-lo.

Hélio Rodrigues

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