McLaren nega rumores e diz que Alonso estava consciente

Acidente não foi causado por falha mecânica

A McLaren diz que foi o vento que causou o acidente de Alonso

A McLaren diz que foi o vento que causou o acidente de Alonso

A McLaren emitiu um comunicado em que nega os rumores de que Fernando Alonso tenha desmaiado dentro do MP4-30 e garante que o seu acidente não foi causado por qualquer falha mecânica. A equipa refere que Alonso “sofreu um significativo impacto lateral” e que é por isso que ainda está no hospital e que acredita que tenham sido os fortes ventos a razão do desvio contra o muro. Além disso, explica que os dados de telemetria mostram que o espanhol travou fortemente, antes de bater, algo impossível de suceder se ele estivesse inconsciente.

O COMUNICADO

“Estamos satisfeitos por confirmar que, tendo estado envolvido num acidente na pista do Circuit de Barcelona-Catalunya (Espanha), a 22 de Fevereiro, Fernando Alonso está a ter uma sólida recuperação no hospital e que está em constante contacto com a família, os amigos e o “staff” do hospital.

Foi transportado por ambulância desde o local do acidente ao centro médico do circuito, onde foi primeiro observado e, num procedimento normal, foi então sedado como preparação para ser transportado por via aérea até ao hospital.

No hospital, foi efetuada uma análise completa e profunda das duas condições, envolvendo meios como TAC e MRI, sempre dentor do que é normal numa situação destas.

Por forma a preservar a sua privacidade e tranquilidade, para facilitar a sua tranquila recuperação, foi mantido no hospital para observação posterior e para recuperar dos efeitos da medicação que lhe foi ministrada com sucesso nos procedimentos de rotina de sedação, durante o dia de ontem.

Queremos dar-lhe toda a oportunidade de fazer uma rápida e completa recuperação, a partir da qual saberemos se irá ou não participar nos próximos testes de Barcelona.

Nas últimas 24 horas, fizemos uma análise detalhada aos danos sofridos pelo carro do Fernando e associámo-los aos dados de telemetria, de forma a conseguirmos perceber a causa, ou as causas, do seu acidente. E, mesmo nesta fase tão inicial, conseguimos chegar a algumas conclusões.

O seu carro chegou depressa à entrada da Curva 3 – uma rápida curva à direita, a subir – o que o levou a desviar-se para a zona suja [de detritos de borracha] do lado de fora da pista. Isso causou uma consequente perda de tração e de estabilidade, levando-o a regressar à pista, onde ganhou de repente tração, o que o atirou lateralmente contra o muro.

Os nossos dados indicam que o acidente foi causado por fortes ventos imprevistos, existentes naquela parte do circuito nessa altura e que já tinham afetado outros pilotos da mesma forma (p.e., Carlos Sainz).

Podemos de forma categórica dizer que não existem evidências que indiquem que o carro do Fernando tenha sofrido uma falha mecânica de qualquer espécie. Podemos também confirmar que não existiu absolutamente nenhuma perda de pressão aerodinâmica, o que indica que o carro não sofreu nenhuma falha  aerodinâmica, apesar do facto de ter sido submetido a significativas forças G [“G-Force”].

Finalmente, podemos também garantir que não houve qualquer descarga elétrica ou irregularidade no sistema ERS, antes, durante ou depois do incidente.

Este último ponto refuta rumores erróneos que surgiram recentemente, dizendo que o Fernando ficou inconsciente por causa de uma descarga elétrica. Isto simplesmente não é verdade. Os nossos dados mostram claramente que ele reduziu de velocidade [na caixa], enquanto aplicava o máximo de pressão no travão, no momento do primeiro impacto – uma coisa que claramente não teria sido possível se ele estivesse inconsciente nessa altura.

Os nossos dados também confirmam que o carro do Fernando bateu no muro de betão, primeiro com a roda da frente direita e depois com a traseira direita. Foi um significativo impacto lateral, resultando em danos na frente e de lado.

Depois do impacto inicial, o carro deslizou ao longo do muro durante cerca de 15 segundos, antes de parar. Todas as quatro rodas permaneceram ligadas ao carro e não houve qualquer dano na carroçaria ou na estrutura do carro, entre as rodas da frente e de trás.

Desejamos ao Fernando uma completa e rápida recuperação. Se e quando existirem posteriores notícias, certamente que as divulgaremos.”

HR

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