Fernando Alonso vai continuar nos cuidados intensivos

Causas do acidente envoltas em mistério e especulação

Fernando Alonso vai continuar mais um dia no hospital

Fernando Alonso vai continuar mais um dia no hospital

Fernando Alonso vai permanecer pelo manos mais 24 horas na unidade de cuidados intensivos do Hospital Sant Cugat, em Barcelena, para onde foi levado ontem, após o seu acidente durante os testes de F1 que estavam a decorrer no Circuito de Catalunya, arredores da capital catalã. A decisão é explicada como fazendo parte do protocolo seguido para doentes com concussão cerebral, mas o facto é que o despiste contra o muro interior da Curva 3 permanece envolto em mistério. E cada vez mais especulações, pois da parte da McLaren nem uma palavra sobre o assunto, exceto para garantirem que o seu piloto “está bem.” Porém, há muitas dúvidas de que esteja apto para regressar ao trabalho, já na próxima quinta-feira, quando se iniciam os últimos testes de pré-temporada, ainda em Barcelona. Kevin Magnussen e Stoffel Vandoorne, os pilotos de reserva da equipa, já estão mesmo em “stand by” para uma eventual necessidade de um deles ser preciso ao lado de Jenson Button.

Todavia, mesmo se isso até pode ser verdade, pois Alonso não fraturou nenhum osso e a TAC realizada mal deu entrada na unidade hospitalar também nada revelou, o facto é que existem testemunhos que contradizem aquilo que oficialmente transpareceu para o exterior – que o piloto da McLaren nunca perdeu os sentidos e que tudo não passa de uma mera precaução.

Jordi Vidal, um fotógrafo situado no local e que registou todos os momentos do acidente, desde que saiu da pista até embater no muro e depois se imobilizar, referiu que Alonso não reagiu às repetidas batidas dos comissários no seu capacete e que esta situação se prolongou por uns dez minutos. O que indicia que o piloto terá desmaiado – o que não se sabe se antes, se depois do embate. Este não terá sucedido a uma velocidade elevada e Alonso sentia-se bem ao entrar para o MP4-30, 20 voltas antes. Mas Vidal garantiu também que viu o capacete do piloto tombar contra a proteção lateral do “cockpit”, mesmo antes do carro sair de pista…

Outro pormenor que se soube é que, de acordo com alguns dos elementos próximos do local onde ocorreu o acidente, o piloto terá manifestado alguma agitação, o que levou os socorristas a administrarem-lhe um sedativo, para ficar mais calmo durante a fase inicial de socorro e posterior transporte ao centro médico da pista – onde terá chegado já alerta e a falar com os que o rodeavam e de onde foi depois encaminhado, por helicóptero, para o hospital onde ainda permanece.

Causas ainda são desconhecidas

Mas, além disso, continuam envoltas em mistério as causas para o acidente. Sebastian Vettel, que rodava mesmo atrás, explicou que “a velocidade era relativamente baixa, talvez uns 150 km/h. Então, ele virou de repente e foi contra o muro. Pareceu tudo muito estranho!”

Alonso estava numa volta lenta, para arrefecimento dos pneus e, nessa altura, existiam ventos muito fortes na pista catalã – esta é uma das explicações para o desvio súbito contra o muro. Mas também se fala em uma anomalia mecânica, não definida nem confirmada pela equipa – que decidiu nem sequer chamar Jenson Button para rodar de tarde, preferindo dar por terminados os seus trabalhos, apesar do chassis não ter ficado danificado e os estragos não serem relevantes. E, entre essas anomalias, colhe cada vez mais forma uma eventual descarga elétrica, oriunda da unidade motriz, que terá atingido Alonso, fazendo-o desmaiar antes de sair de pista – onde inicialmente não foram encontrados vestígios de qualquer travagem, nem sequer na curta faixa de relva da escapatória onde se imobilizou o monolugar. Mais tarde, detetou-se uma ligeira travagem no local, mas sem garantias de que tivesse sido feita pelo McLaren de Alonso.

Além disso, não há imagens oficiais do acidente e as registadas por telemóveis pessoais não são suficientemente nítidas para uma explicação imediata. E a McLaren nada divulgou, pelo que até a própria FIA já terá pedido aos responsáveis pela pista catalã para terem acesso às imagens das câmaras fixas do circuito existentes no local.

Enfim, mais um dos mistérios de uma F1 cada vez mais fechada sobre si mesma e mais tecnológica, onde os pilotos, mesmo que o não queiram, são cada vez mais uma parte mecânica da máquina que tripulam… ou pensam tripular!

Hélio Rodrigues

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