Robert Manzon (05-06-1917/19-01-2015)

O último sobrevivente

Com Gérard Larrousse nas 24 Horas de Le Mans de 2013

Com Gérard Larrousse nas 24 Horas de Le Mans de 2013

O francês Robert Manzon era o derradeiro sobrevivente da casta de corajosos pilotos que deram origem ao primeiro Campeonato do Mundo de F1, em 1950. Ligado principalmente à equipa Gordini, entre 1950 e 1956 disputou 28 GP de F1. Morreu na sua casa de Cassis, aos 97 anos.

Nascido em Marselha, Robert Manzon estreou-se na F1 no GP do Mónaco de 1950, ao volante de um Simca Gordini Type 15 oficial. Qualificou-se em 11ºm, mas abandonou na carambola monumental que, na primeira volta, entupiu a pista na Curva do Tabaco e afastou oito carros. Nesse ano, fez ainda mais dois GP, terminando o de França em 4º. Foi 14º no Mundial, com 3 pontos.

Robert Manzon esteve quase sempre ligado à equipa Gordini

Robert Manzon esteve quase sempre ligado à equipa Gordini

Em 1951, com o mesmo carro, fez quatro GP, mas nunca pontuou e, em 1952, passou para um Type 16, naquela que foi a sua única temporada completa. Depois de desistir na Suíça, foi 3º na Bélgica e 4º na França, antes de abandonar na Grã-Bretanha e na Alemanha. Voltou a terminar na Holanda, onde foi 5º e na Itália, aqui em 14º. Neste ano, conseguiu a sua melhor colocação num Mundial – o 6º lugar, com 9 pontos.

Depois de apenas ter feito o GP da Argentina em 1953, passou para a Equipe Rosier em 1954, fazendo cinco GP com um Ferrari 625, sendo de novo 3º classificado, mas agora no GP de França. Isso deu-lhe o 15º lugar no Mundial, com 4 pontos, os últimos na F1. Nesse ano, como piloto de um Ferrari 553 oficial, falhou a qualificação para o GP de Itália.

Ao volante de um Ferrari 857 de Sport em 1955

Ao volante de um Ferrari 857 de Sport em 1955

Em 1955, regressou à equipa Gordini, com a qual fez nesse ano três provas, ao volante de um Gordini Type 16, abandonando sempre, coisa que repetiu em 1956, no GP do Mónaco, com o mesmo carro. Depois de falhar a Bélgica, estreou na França o Type 32, com o qual fez os seus últimos 4 GP de F1 – terminando em 9º em “casa” e na Grã-Bretanha.

Ainda na F1, venceu o GP de Nápoles em 1956, mas a prova não fazia parte do calendário do Mundial.

Para lá da F1, Manzon foi piloto de F2, sempre com a Gordini, ganhando três provas em 1950 e 1951. Além disso, venceu o Bol d’Or em 1949, também com a Gordini, mas depois acabou por ser piloto oficial da Lancia nas corridas de Resistência, em 1953 e 1954.

Em 1962 fundou o Clube Internacional dos Antigos Pilotos de F1, com Juan Manuel Fangio, Paul Frére, Nino Farina e Louis Chiron, entre outros.

GP da Grã-Bretanha de 1952

GP da Grã-Bretanha de 1952

HR

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