Citroën C1 1.0 VTi 68 Feel Edition 5 p. vs Citroën C1 1.2 VTi 82 AirScape Shine 5 p.

Um “bulldog” na cidade

Citroën C1

Citroën C1 1.2 VTi 82 AirScape 5 p.

Já olhou bem para ele, o novo C1? Já notou aquele ar atarracado, rentinho ao chão, com os LED verticais a definirem uma personalidade rabugenta, de ataque perene e constante? Parece ou não parece um “bulldog”, o novo C1? Pois bem, o AutoanDRIVE andou com ele, o C1, nas suas duas versões existentes no mercado: a berlina e o AirScape, a interpretação da Citroën do que é um pequeno descapotável. E percebeu quais as virtudes e os defeitos deste autêntico “bulldog” da cidade, sempre ao ataque pelo meio do trânsito e na procurar de qualquer cantinho para descansar das investidas.

Nove anos depois e dois “facelifts” mais tarde, eis que surge a segunda geração do Citroën C1. Um modelo novo, que continua no entanto a trilogia “C1/107-108/Aygo”, iniciada em 2005 em parceria com a Peugeot e a Toyota e que reformula agora a visão do que é (deve ser…) um citadino puro e duro.

O Auto9anDRIVE ensaiou ambas as versões com 5 portas

O Auto9anDRIVE ensaiou ambas as versões com 5 portas

Disponível em carroçaria de três e cinco portas, com uma versão “AirScape”, que mais não é que um descapotável segundo a interpretação Citroën, pode ter dois motores, ambos de três cilindros: um 0,9 l, com 68 cv e um 1.2, com 82. Ensaiámos as duas propostas, sempre com cinco portas – e até voltámos um pouco atrás dno tempo, quando a Citroën tinha o Visa e o Visa GT (ainda antes do AX…), como propostas para a vida na cidade.

A cidade e as serras

O C1 Berlina com motor de 68 cv tem na cidade o seu ambiente

O C1 Berlina com motor de 68 cv tem na cidade o seu ambiente

Bom, então é assim: tome-se a C1 Berlina, de cinco portas, ponha-se lá dentro o motor de 1.0 VTi 68 cv e fica-se com um bom carro para a cidade. Mexe-se bem, tem uma caixa de cinco velocidades certinha e capaz, é pequeno e arruma-se em qualquer “buraco” e, apesar de ter apenas 196 litros, consegue-se ir às compras sem problemas de maior – aliás, se estes surgirem, sempre se podem rebater (50/50) os bancos (durinhos, não muito confortáveis, mas com boa regulação para se conduzir sem dificuldades) e “viver-se” em surpreendentes 780 litros.

O C1 com motor 1.2 de 82 cv sente-se mais á-vontade fora da cidade

O C1 com motor 1.2 de 82 cv sente-se mais á-vontade fora da cidade

O motor tem aquele respirar caraterísticos dos blocos de três cilindros, mas responde bem ao acelerador e é mais que suficiente para as encomendas – desde que estas não sejam muito a subir, ou o C1 não vá cheio até às bordas, com quatro adultos e bagagem respetiva (bagagenzinha, entenda-se)…

O motor de 68 cv exige maior recurso à caixa de velocidades

O motor de 68 cv exige maior recurso à caixa de velocidades

Então, é preciso meter-se “duas abaixo” para que desenvolva e lá se vão as melhores ideias de consumo. A suspensão é nova e melhor que as dos anteriores C1, absorvendo sem estrondo as irregularidades da calçada à portuguesa e os travões também estão lá, no sítio e na hora certas. Mas não se pense em levá-lo para fora da cidade – safa-se, mas não é mesmo nada o seu ambiente. Por causa do motor, entenda-se, pois o comportamento, graças às novas molas e amortecedores e as barras estabilizadoras de maior diâmetro, é (quase) divertido e seguro.

O C1 de 82 cv tem um desempenho mais alegre e interessante

O C1 de 82 cv tem um desempenho mais alegre e interessante

Para isso, tem o C1 com o motor 1.2 VTi de 82 cv – o equivalente, e vamos lá, ao seu avô AX GT. Então, o C1 fica mudado – e vem ao de cima o seu espírito jovial, bem refletido no “design” atrevido, de “bulldog” a farejar o chão, rumo ao alvo a atacar. Com os seus 82 cv, o motor é “bicudo”, gera boas recuperações, em especial em 3ª e 4ª velocidades e, bem ajudado pelo pedal do lado direito, torna (finalmente) o C1 um carro divertido de guiar depressa, embora não possua, nem de perto nem de longe, o roncar metálico e gritante do AX GT. Tal como a versão com motor de 68 cv, a caixa é manual e possui cinco velocidades, mas estas são mais curtas e diretas no engreno.

O C1 AirScape é uma curiosa e simples interpretação de descapotável

O C1 AirScape é uma curiosa e simples interpretação de descapotável

Ainda por cima, nesta versão AirScape, se carregar no botão junto ao espelho retrovisor interior, vê a capota em lona (vermelha, como um alvo em movimento… neste caso, elétrico) afastar-se para trás (pode fazê-lo até aos 120 km/h sem problemas e em silêncio), transformando-o num carro bom para passear na serra, bem longe da cidade.

Os consumos são apenas medianos ne não impressionam pela frugalidade

Os consumos são apenas medianos ne não impressionam pela frugalidade

Os consumos, esse, não são mesmo nada aqueles que a Citroën diz que são – nunca são, em marca nenhuma… – e o AutoanDRIVE ficou-se, em, ambas as versões, perto dos 6 l/100 kms, apesar das duas versões terem de série o sistema “Start & Stop”.

Mesmo a versão de entrada de gama está bem equipada

Mesmo a versão de entrada de gama está bem equipada

O C1 1.0 com que andámos era a versão Feel, de entrada de gama e o 1.3 VTi a versão Shine, mais generosamente equipada, incluindo câmara de marcha-atrás, ar condicionado automático, ecrã tátil com função Mirror Screen (que permite aceder a algumas funções existentes no telemóvel, rádio, navegação e telefone), comandos no volante, assistência ao arranque em subida ou jantes de 15” em liga leve. Mas mesmo a Feel Edition ostenta coisas como o tal ecrã tátil de 7”, faróis dianteiros com assinatura LED vertical, dez compartimentos ocultos para arrumação, seis “airbags” (frontais, laterais e de cortina) e ESP, o que é de louvar. Como o é também a maior qualidade percetível, embora sem “exageros”, pois ainda é fraquinha aqui e ali, em relação aos anteriores C1.

O interior é sempre alegre e pode personalizar-se

O interior é sempre alegre e pode personalizar-se

Uma derradeira palavra para uma caraterística que diz bem da jovialidade do C1 – pode personalizar-se a contento do freguês, quer por fora, como por dentro, com uma palete dinâmica de cores alegras e vivas. O que não é de desprezar, no ato da compra… Faz bem à alma andar de bem com vida, mesmo no trânsito urbano mais maluco – e, nisso, a personalidade mutante e alegre do C1 ajuda muito.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

C1 1.0 VTi 68 Feel Edition 5 p.

O C1

O C1 1.0 VTi 68 Feel Edition 5 p. custa 12.070 euros

Motor: Diant. transv., 3 cil. em linha, 998 cc, 4 válvulas p./cilindro, 2 árvores de cames à cabeça, 12 v, injeçãoi indireta de gasolina,; Potência (cv/rpm): 69/6.000; Binário Máx. (Nm/rpm): 96/4.800; Vel. Máx. (km/h): 157; Acel. 0-100 km/h (s): 15,9; Consumos (l/100 km): 4,2; Consumos AutoanDRIVE (l/100 km): 5,8; Emissões CO2 (g/km): 97; Preço (euros): 12.070

C1 1.2 VTi 82 AirScape Shine 5 p.

O C1

O C1 1.2 VTi 82 AirScape Shine 5 p. custa 14.270 euros

Motor: Diant. transv., 3 cil. em linha, 1.199 cc, 4 válvulas p./cilindro, 2 árvores de cames à cabeça, 12 v, injeçãoi indireta de gasolina,; Potência (cv/rpm): 82/5.750; Binário Máx. (Nm/rpm): 118/2.750; Vel. Máx. (km/h): 170; Acel. 0-100 km/h (s): 10,9; Consumos (l/100 km): 4,3; Consumos AutoanDRIVE (l/100 km): 6,1; Emissões CO2 (g/km): 99; Preço (euros): 14.270

A Citroën aposta bastante no novo C1

A Citroën aposta bastante no novo C1

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: Divulgação

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