MINI Cooper D Paceman 1.6 112 cv

Revisto e atualizado

MINI Cooper (Foto)

MINI Cooper D Paceman 1.6 112 cv (Fotos: Moinho do Alto da Serra, Rio Maior)

SUV, SUC, SAC… Siglas que incluem, no mesmo invólucro, caraterísticas como desportividade, utilidade, versatilidade e agilidade. Todas, com a chancela pioneira da BMW. Por isso, o Paceman é o SAC da MINI. Talvez, também, a menos consensual forma de estar, ou mero exercício filosófico que não se percebe logo muito bem porquê. Ou talvez não: percebe-se bem porquê, pois é uma forma mais radical de ser diferente, dentro da própria diferença. O Paceman, tal com os outros exercícios de estilo da MINI, recebeu as mais recentes atualizações estéticas e de conteúdo. Fizemos umas centenas de quilómetros com a versão Cooper D, equipada com o motor 1.6 turbo-Diesel de 112 cv e percebemos um pouco mais dessa mesma filosofia.

SAC quer dizer Sport Activity Vehicle. Isto é: um automóvel parecido com aquele é o “miolo” da gama, mas que apresenta um certo devaneio estilístico – neste caso, e conforme o nome indica, a atirar para um “coupé”. Há quem diga – na verdade, a própria MINI… – que o MINI Paceman é a versão de três portas do Countryman e, de facto, isso até ser percebe na sua carroçaria, mais bojuda e impante que a de um MINI “de Lineu”. Seja lá como for, quando apareceu o Paceman tornou-se no oitavo elemento da família.

O Paceman recebeu algumas alterações estéticas mas mantém o mesmo perfil arrojado

O Paceman recebeu algumas alterações estéticas mas mantém o mesmo perfil arrojado

Hoje, já são nove – com o surgimento do novo MINI de cinco portas. Mas pronto: chega de considerações estético-filosóficas sobre o que é ou deixa de ser o Paceman. Para isso – ou melhor, onde isso foi já dito, no AutoanDRIVE – estão os “links” seguintes, à sua disposição para matar sua curiosidade sobre este tema, se para isso estiver virado/a: https://autoandrive.com/2013/08/21/mini-paceman-cooper-d-112-cv/; https://autoandrive.com/2013/07/18/mini-paceman-cooper-s-184-cv/; https://autoandrive.com/2013/01/31/mini-paceman-chega-a-16-de-marco/. E, conforme lá verá, até lá está o anterior “test-drive” ao MINI Paceman com este mesmo motor turbo-Diesel, com 1.600 cc e 112 cv de potência. Mas então, o qu há de novo no Paceman, que mereça mais um ensaio? Pois bem: o recente “restyling” sofrido pela gama.

Uma cara mais moderna

As principais diferenças estão nos grupos óticos com LED

As principais diferenças estão nos grupos óticos com LED e na grelha

O MINI Paceman (tal como os outros MINI) sofreu ligeiras alterações exteriores e interiores, bem como recebeu novos conteúdos no que diz respeito a equipamento de série e opcionais e os motores sofreram algumas alterações de índole eletrónica, que os tornaram mais económicos.

O perfil inclinado mantém o mesmo arrojo e desportividade

O perfil inclinado mantém o mesmo arrojo e desportividade

Entre essas alterações estão os faróis dianteiros, que têm agora luzes em LED, nos faróis de nevoeiro e nas luzes de condução diurna, bem como nas novas luzes traseiras de presença horizontais. No resto, mantém o mesmo perfil suavemente inclinado para trás, requintado e desportivo, que justifica a descrição da MINI como “uma peça de arte moderna”. Ou, mais curioso ainda, como “um paradoxo sobre rodas”, sendo estas de maiores dimensões (na unidade ensaiada, de 18“, com um dos muitos “design” exclusivos nesta evolução da espécie – 1.138 euros) e contribuindo para mais levada posição de condução, que transformam o Paceman num companheiro ideal para a aventura… na cidade e não só.

No interior, que continua tão funcional como antes – graças a opções mais ergonómicas e até lógicas de colocação de alguns comandos, como os de abertura dos vidros das portas – continua o mesmo caráter desportivo e a elegância do exterior, sendo de referir que, por ter apenas duas portas, o acesso aos dois lugares traseiros ficou obviamente mais difícil que no Countryman, mas sem ser nada de preocupante, até porque as duas portas são bastante amplas.

Na estrada o peso torna o comportamento mais doce e suave

Na estrada o peso torna o comportamento mais doce e suave

Na estrada, o MINI Paceman mantém-se como um “kart” carroçado, incisivo em curva, divertido de curva para curva – onde o motor, apesar de apenas com 112 cv, consegue estar à altura das exigências… desde que estas não sejam muito… exigentes! Aí, vem ao de cima o maior peso e volume desta carroçaria “XL”, caindo um pouco o espírito irreverente dos outros MINI tipo “L” ou, mesmo, “XS” – aqui sim, o “state of the art” do velho e ousado espírito MINI.

Os grupos óticos traseiros são agora horizontais

Os grupos óticos traseiros são agora horizontais

A MINI reclama consumos na ordem dos 4,4 l/100 km, mas o certo é que o AutoanDRIVE nunca os viu baixar dos 5,3 – mesmo assim, um valor muito interessante e que permite longas viagens, sem preocupações sobre onde fica a bomba mais próxima. Longas e, temos que dizer, confortáveis acima da média… para um MINI, naturalmente caraterizado pela desportividade das suspensões, mas que, neste exercício de estilo, parecem menos duras e divertidas. Talvez porque o coração bate bate levemente… e não com rugido feroz.

A unidade ensaiada estava equipada com dois Pack de equipamento adicional

A unidade ensaiada estava equipada com dois Pack de equipamento adicional

Equipado com o Pack Pepper que, por mais 1.057 euros, inclui – entre outras coisas – ar condicionado automático, sensores de luz e de chuva, pacote de iluminação interior, faróis de nevoeiro em LED, Rádio MINI Boost CD e Bluetooth básico com Interface áudio e USB e ainda com o Pack Interior JCW (que pena não ser também JCW em termos mecânicos!) – que, por mais 325 euros, permite ter o volante desportivo JCW, o forro do teto em antracite, a superfície interior Black Checkered, o Sport Button (para tornar a “coisa” mais divertida na estrada…) e o controlo de tração dinâmico (TDC) – o MINI Paceman continua a ser uma boa opção… em especial para quem preza ser diferente e mais ousado que os outros. Os outros automobilistas e os outros donos de um MINI… E tudo isto por pouco mais que 31.500 euros.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

O motor 1.6 turbo-Diesel de 112 cv permite consumos pouco acima dos 5l/100 km

O motor 1.6 turbo-Diesel de 112 cv permite consumos pouco acima dos 5l/100 km

Motor: Diant. transv., 4 cil. em linha, 1598 cc, turbo-Diesel, 16 v., turbo-compressor c./”intercooler”, inj.dir. múltipla “common rail”, 16 válvulas; Potência (cv/rpm): 112/4.000; Binário Máx.: (Nm/rpm): 270/1.750 – 2.250; Vel. Máx. (km/h): 187; Acel. 0-100 km/h (s): 10,8; Consumos (l/100 km): 4,4; Consumos AutoanDRIVE (l/100 km): 5,3; Emissões CO2 (g/km): 115; Preço (euros): 27.400 (unidade ensaiada, 31.570)

A unidade ensiada custava

A unidade ensaiada custava 31.750 euros

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: C.Santos e Divulgação (Interiores)

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