Schumacher está numa cadeira de rodas e não fala

Piloto continua ainda com problemas de memória

Michael Schumacher está numa cadeira de rodas e não fala

Michael Schumacher está numa cadeira de rodas e não fala

Michael Schumacher continua paralisado e está numa cadeira de rodas. Não consegue falar e tem problemas de memória. Estas foram as revelações de Philippe Streiff, antigo piloto de F1, que ficou quadriplégico em 1989, depois de um acidente em testes de pré-temporada, em Jacarepaguá, Brasil, quando o seu AGS se despistou, passou as barreiras de segurança e embateu numa máquina de terraplanagem das obras que então decorriam na pista.

O francês, hoje com 59 anos e “um bom amigo” de Michael Schumacher, disse, numa entrevista a uma estação de rádio do seu país, ainda que “ele está de facto melhor, mas tudo é relativo. É muito difícil. Ele não consegue falar. Tal como eu, ele está paralisado, numa cadeira de rodas. Tem problemas de memória e de comunicação.”

Streiff foi visto a visitar Schumacher quando ele estava internado nos cuidados intensivos do hospital de Grenoble, França. Depois disso, foi transferido para o hospital de Lausanne, a Suíça, em Junho e hoje está a ser tratado na sua casa, nas margens do Lago Geneve. As notícias oficiais sobre a sua saúde têm sido escassas.

Cronologia de um acidente

Foi a 29 de Dezembro passado que Michael Schumacher sofreu um banal acidente de esqui, nos Alpes Francess, que o deixou com lesões cerebrais e em luta pela vida.

Schumacher, um esquiador muito competente, estava de férias cm a família e alguns amigos em Meribel, onde tem um “chalet”. Nesse dia, estava a esquiar com o seu filho Mick, então com 14 anos, numa pista “vermelha”, classificada de dificuldade intermédia pelos esquiadores. Mas, pouco depois das 11 horas da manhã, ele deixou essa pista e entrou numa zona pública, situada entre a pista “vermelha” e uma “azul”, para principiantes. Foi então que embateu numa rocha, parcialmente escondida pela neve.

Schumacher não estava a esquiar depressa, mas mesmo assim foi lançado no ar ao longo de cerca de dez metros e bateu com a cabeça noutra rocha. A força do choque foi tal que o capacete ficou rachado, mas as imagens gravadas numa câmara acoplada ao capacete não sofreram danos.

O filme, que inclui áudio, mostra o acidente em todo o seu horror e foi depois analisado pela polícia, que investigou o acidente. Dois meses mais tarde, a 17 de Fevereiro, o procurador encarregue da investigação, Patrick Quincy, encerrou o caso, anunciando que não foram encontrados quaisquer indícios criminais. Absolveu ainda a estância de esqui, clarificando que a pista estava corretamente marcada e que Schumacher “deliberadamente” deixou a zona de esqui.

Schumacher foi transportado de helicóptero do local, nos minutos seguintes ao acidente, para o Hospital Moutiers e mais tarde transferido para a UCI de Grenoble, um hospital maior e especializado em lesões na cabeça, que fica a 140 km. Schumacher deu aí entrada pelas 12h40m e foi então colocado em coma artificial, sendo de imediato operado, para aliviar a pressão no seu cérebro.

No final de Janeiro, foi anunciado que os médicos iriam começar o processo de o acordarem gradualmente do coma. E, a 4 de Abril, a sua porta-voz, Sabine Kehm, revelou que ele mostrava “momentos de consciência e de despertar.” Abria os olhos e interagia, minimamente embora, com o que o rodeava. Foi a primeira notícia positiva em vários meses.

Sabine Kehm confessou que estava a ser “muito duro” para os seus entes queridos aceitar que um piloto de competição pudesse ser tão catastroficamente ferido no que chamou “uma situação banal.” A sua esposa Corinna foi uma presença constante a seu lado. Ela e Michael conheceram-se em 1991, no ambiente da F1, depois dela ter sido casada com o sue amigo e também piloto, Heinz-Harald Frentzen: “A paixão do Michael pelas corridas é tão grande que tudo teria sido impossível sem ela. Foi esta paixão que o tornou naquilo que ele é.” – confessou ela, uma vez.

Michael Schumacher, referiu-se uma vez ao seu casamento como de “total harmonia”: Temos a mesma visão de como passar as nossas vidas. Eu, a minha esposa Corinna e a nossa família – esta é a minha principal força, por trás do meu trabalho.”

Com uma fortuna estimada em mais de meio bilião de euros, a família de Schumacher está a providenciar-lhe cuidados de saúde ilimitados – que incluem uma equipa de fisioterapeutas, massagistas para as suas juntas atrofiadas, médicos, nutricionistas, enfermeiras e especialistas em neurologia – que o acompanha diariamente, ao minuto – uma situação de que, já foi revelado, irá precisar nos anos mais próximos.

Sobre os comentários de Philippe Streiff, Sabine Kehm adiantou apenas que “são apenas as suas opiniões” e que “ele nunca mais teve nenhum contacto connosco.”

HR

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