“É um milagre que o Jules ainda esteja vivo”

Philippe Bianchi disse que a situação do filho é “desesperada”

O estado de Jules Bianchi é "desesperado"

O estado de Jules Bianchi é “desesperado”

“É um milagre que ele ainda esteja vivo!” – confessou o pai de Jules Bianchi, Philippe, adiantando que a situação do filho “é desesperada”, mas que acredita que ele “não irá desistir” de lutar pela vida. Um testemunho comovente, dado ao jornal italiano “La Gazzetta dello Sport” 

Jules Bianchi, de 25 anos, está internado “em estado crítico mas estável”, desde que, há nove dias, sofreu um violento e pavoroso acidente durante o GP do Japão de F1, em Suzuka. O seu Marussia entrou em “acquaplaning” e passou por baixo de uma grua que retirava naquele momento o Sauber de Adrian Sutil, que se tinha despistado no mesmo local, uma volta antes. No embate com a grua, Bianchi sofreu uma “lesão axonal difusa”, que significa, na maior parte dos casos – cerca de 90%, de acordo com especialistas – que o paciente, se sobreviver, ficará em estado vegetativo.

O estado de saúde de Jules Bianchi tem vido a deteriorar-se, ao ponto de a sua família mais chegada (os irmãos Tom e Melanie), bem como o seu amigo mais íntimo, Lorenz Leclerc, terem viajado desde França, para estarem em permanência à sua cabeceira, no Mie General Hospital, em Yokkaichi, a um dezena de quilómetros de Suzuka.

Pela primeira vez desde então, o seu pai, Philippe, forneceu mais detalhes sobre o estado do seu filho e a sua evolução: “A situação é desesperada. De cada vez que o telefone toca, pensamos que é do hospital, a dizerem que o Jules morreu. Mas ele não vai desistir, estou certo disso. Posso ver isso, acredito nisso!”

Palavras de desespero de um pai que acredita que as coisas ainda podem mudar. Ao jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”, confessou ainda: “Eu falo com ele. Eu sei que ele pode ouvir-me. Os seus médicos disseram-nos que é um milagre ele estar vivo. Ninguém, nunca conseguiu sobreviver a um acidente deste género. Mas o Jules vai conseguir.”

E adiantou: “O Andrea, o seu treinador, disse-nos que se há uma pessoa que irá conseguir, essa pessoa é o Jules.”

Centenas de tributos comovem a família

A família de Jules Bianchi está comovida com a apoio que tem recebido

A família de Jules Bianchi está comovida com a apoio que tem recebido

Philippe Bianchi mostrou-se muito “tocado” com as centenas de mensagens e de tributos que têm sido prestados ao seu filho. Tributos que vêm da F1, dos outros 21 pilotos que estão na F1, das equipas, até do MotoGP, mas também de muitos anónimos, que querem manifestar a sua solidariedade para com o infortunado piloto e à sua família:

“Nunca vi nada como isto. Tocou-me profundamente. Queremos agradecer a todos. Muitos enviaram-me mensagens fortes, que me tocaram muito, como o [Fernando] Alonso, o [Jean-Éric] Vergne, o [Felipa] Massa. O [Lewis] Hamilton enviou-me um bonito email, em que diz que se ele puder fazer alguma coisa, ele fará. O [Valentino] Rossi e o [Marc] Márquez, do MotoGP, também me escreveram.”

Philippe Bianchi tem feito um paralelo com o que sucedeu, há dez meses, com Michael Schumacher, para conseguir acreditar na recuperação do filho: “Fiquei muito triste quando o Michael [Schumacher] ficou ferido. Fiquei preocupado, perguntei ‘Mas porque não nos dizem mais nada?’ Mas, agora que estou na mesma situação, percebo perfeitamente. As pessoas continuam a perguntar-me pelo Jules, mas eu não posso responder, porque não há respostas. Ele está num estado muito sério, mas estável. Num dia parece estar melhor, no outro parece estar pior. Os médicos não dizem. As lesões provocadas pelo acidente são muito sérias, não sabemos o que envolvem. Até mesmo com o Michael [Schumacher] demorou meses até ele sair do coma e agora o [Jean] Todt já veio dizer que espera que um dia o Michael possa ter uma vida mais ou mesmo normal. Espero que um dia possa dizer o mesmo do Jules.”

E terminou: “É duro. Numa semana, toda a família ficou destruída. O que estamos aqui a fazer? A viver num pesadelo, num lugar muto longe de casa. Mas quando o Jules estiver um pouco melhor, queremos transferi-lo, talvez para Tóquio, onde as coisas são mais fáceis. Mas não conseguimos saber quando isso pode suceder. Se suceder… Não temos nenhumas certezas, temos somente que continuar à espera.”

HR

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