As tragédias na família Bianchi

Tio-avô morreu em Le Mans em 1969

Lucien Bianchi chegou a correr na F1 e morreu em Le Mans em 1969

Lucien Bianchi chegou a correr na F1 e morreu em Le Mans em 1969

O acidente de Jules Bianchi não foi a primeira tragédia vivida na família. Em 1969, o seu tio-avô, Lucien, morreu enquanto testava um Alfa Romeo T33 para as 24 Horas de Le Mans. Tinha 34 anos e correu na F1. O seu avô, Mauro, sofreu igualmente um grave acidente, mas durante as 24 Horas de Le Mans de 1968, a mesma prova ganha por Lucien, ficando seriamente queimado e passando vários dias em coma. Sobreviveu, abandonou as competições depois da morte do irmão, no ano seguinte e hoje, com 77 anos vive pacatamente na Bélgica. 

Lucien Bianchi, tio-avô de Jules, nasceu em 1934, em Milão e a sua maior façanha foi o triunfo nas 24 Horas de Le Mans de 1968, fazendo equipa com Pedro Rodríguez, ao volante de um Ford GT 40. Cresceu na Bélgica e foi igualmente bem sucedido nos ralis. Antes de Le Mans, venceu a edição de 1962 das 12 Horas de Sebring, com Joakim Bonnier, num Ferrari 250 Testa Rossa. Na F1, correu de forma esporádica, totalizando 17 GP, em equipas como a Cooper e principalmente a ENB (Equipe National Belge). O seu melhor resultado foi o 3º lugar no GP do Mónaco de 1968, com um Cooper T86B oficial.

A 30 de Março de 1969, quando testava um dos novos Alfa Romeo T33 nos “Essais préliminaires”, sofreu uma quebra mecânica perto do final da longa reta das Hunaudières. O carro entrou e pião e acertou num poste telefónico, desintegrando-se numa bola de fogo. O piloto morreu de imediato.

Seis meses antes, na mesma edição das 24 Horas de Le Mans que ganhou – que tinha sido adiada para Setembro, por causa das manifestações estudantis de Maio – o seu irmão Mauro, mais novo três anos, quase tinha sofrido a mesma sorte. Ao volante de um Alpine Renault A220 V8, que partilhava a com Patrick Depailler, despistou-se, durante a 22ª hora, quando estava em 9º lugar, à entrada dos “S” de Tertre Rouge, quando tentou travar e não encontrou qualquer pressão no pedal do travão. O carro embateu nas barreiras de proteção, explodiu em chamas – que atravessaram a pista de um lado ao outro, pelo asfalto encharcado em combustível! – e o piloto ficou seriamente ferido, incluindo queimaduras em grande parte do corpo.

Mauro Bianchi foi três vezes campeão do Mundo de Sport, depois de começar a correr na ENB, na F2, em 1960. Em 1964, juntou-se à equipa Alpine, correndo em várias modalidades, desde a F3 e F2 á Endurance. Quando decidiu deixar de correr, na sequência da morte do irmão, ainda não estava totalmente recuperado do acidente de Le Mans. Mais tarde, foi piloto de testes da Venturi.

Agora, 45 anos depois, é o seu neto Jules quem, aos 25 anos, luta pela vida, naquele que foi o mais sério acidente num GP de F1, desde o que provocou a morte de Ayrton Senna, a 1 de Maio de 1994, em Imola, durante o GP de San Marino.

Mauro Bianchi sofreu um acidente grave em Le Mans com este Alpine-Renault

Mauro Bianchi sofreu um acidente grave em Le Mans com este Alpine-Renault

Hélio Rodrigues

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