MINI One 1.2 102 cv

Mais moderno mas com o mesmo espírito

MINI One 1.2 102 cv (Fotos: Praya d'El-Rey, Óbidos)

MINI One 1.2 102 cv (Fotos: Praya d’El-Rey, Óbidos)

Treze anos depois da sua criação, a BMW mudou o MINI dos tempos modernos. Tornou-o mais cosmopolita, se possível, mais espaçoso e dotou-o de mais equipamento. Por dentro, está muito diferente – por fora, nem tanto. Consensual ou não, o novo MINI mantém contudo o mesmo espírito de sempre. Não aquele que o torna num objeto de cobiça atual, mas sim o que o tornou, há mais de 50 anos, num objeto de culto: o seu espírito irreverente e o seu comportamento tipo “Go-Kart Feeling”, sempre desportivo. Mesmo que apenas equipado com o novo motor tricilíndrico 1.2, de 102 cv. Só? – pergunta você. Vai ver que chega.

Na verdade, apesar de não parecer assim tanto, o novo MINI (ou seja, a terceira geração do MINI by BMW) é praticamente… novo: de alto a baixo, por dentro e por fora, a mecânica e no equipamento. Apenas continua a emitir a mesma postura de sempre: jovem, irrequieto, divertido de conduzir. Mesmo se, como este, não passa da entrada da gama, animado pelo (também novo…) motor 1.2 de 3 cilindros e um pequeno turbo.

Mais encorpado e mais espaçoso

Olhado

Olhado assim de repente o novo MINI parece igual ao anterior

Olhado assim de repente, o MINI One parece igual ao anterior. Mas não é – na verdade, é mesmo novo. Desde logo, porque a BMW estreou nele a sua mais recente plataforma UKL1, pensada para os modelos de tração dianteira. Mas este é um pormenor meramente técnico, que não se vê – tal como o sistema MacPherson mais evoluído o chassis mais rígido e um eixo traseiro independente multibraços, que, juntos, fomentam ainda mais a sensação de condução “Go-Kart Feeling”, para gáudio dos nossos sentidos. Contudo, sentem-se. E bem…

O MINI é mais esaçoso graças à sua nova plataforma

O MINI tem uma frente maior em que se destacam ss luzes em LED

Afinal, o que tem de diferente o novo MINI? Bom, a casa bávara teve o cuidado e o bom senso de não quebrar as ligações com a primeira geração do MINI – que, na realidade, procurava replicar o mais fielmente (para os tempos modernos, é claro) possível a identidade do ícone original, idealizado por sir Alec Issigonis, em 1959. Assim, a frente é semelhante, embora maior. E a traseira surge mais volumosa, sendo que as cavas das rodas voltam a ser protegidas por plásticos. No resto, a face continua a ser simpaticamente limitada pelos grupos óticos circulares, sendo que a única alteração é a inclusão dos LED diurnos, que são um opcional. Além disso, existem frisos cromados a embelezar a carroçaria, cujo perfil se manteve inalterado – se ignorarmos as rodas, de tamanho mais de acordo com o todo e alojando agora novas jantes de 15”.

A nova plataforma em que está construído permite maior espaço interior

A nova plataforma em que está construído permite maior espaço interior

Mas é lá dentro que se percebem as maiores diferenças. Começando logo pelo espaço, que é ligeiramente maior, nomeadamente atrás (o difícil é chegar lá… aos bancos agora mais ergonómicos e confortáveis), fruto da nova plataforma, que permitiu aumentar a distância entre eixos e a largura em relação ao MINI anterior. Além disso, a bagageira tem agora 211 litros de volume, mais 51 que antes e podendo chegar aos 731, com os bancos traseiros rebatidos na proporção de 60/40.

As alterações mais visíveis do novo MINI estão no interior

As alterações mais visíveis do novo MINI estão no interior

E, precisamente em relação ao anterior, este MINI deixou de ter o velocímetro ao centro, embora o enorme mostrador redondo (a tal ligação ao ícone…) continue, mas ocupado agora pelo info-entretenimento e de navegação, tendo ainda a particularidade de ser torneado por um aro luminoso, em néon, que muda de cor, de acordo com o funcionamento do motor e dos desejos do condutor.

Além do velocímetro ter mudado de lugar o mesmo sucedeu cm os comandos de abertura das portas

Além do velocímetro ter mudado de lugar o mesmo sucedeu cm os comandos de abertura das portas

A instrumentação principal (leia-se, o conta-quilómetros e conta-rotações e os indicadores de níveis e temperaturas dos líquidos do motor) situa-se agora no lugar mais óbvio, num conjunto por cima da coluna de direção, tendo boa leitura, mas sendo de criticar o (mau) gosto do indicador vertical do nível de combustível, do lado direito do “satélite” e composto por curtas linhas… horizontais alaranjadas, que vão desaparecendo ao mesmo ritmo do combustível.

O volume da bagageira cresceu para os 211 liros

O volume da bagageira cresceu para os 211 liros

Sobre o que falta falar do interior, a qualidade é a habitualmente assinada pela BMW, isto é, sem reparos. E a posição de condução continua excelente, bem de cordo com o espírito MINI – baixinha, bem entrosada com as regulações do volante e a proximidade aos comandos mais necessários.

Motor pequeno mas atrevido

Chega de paleio e 'bora para a estrada

Chega de paleio e ‘bora para a estrada

E pronto: de estética e considerações mais ou menos prático-filosóficas, estamos conversados. Vamos agora ao que (também) interessa: o aspeto dinâmico. Ou seja, ‘bora para a estrada, que se faz tarde!

Ter debaixo do 'capot' um motor 1.2 de três cilindros e 102 cv não é um defeito

Ter debaixo do ‘capot’ um motor 1.2 de três cilindros e 102 cv não é um defeito

Ter debaixo do “capot” um motor com três cilindros, pequeno e turbo-comprimido, não é de forma nenhuma um defeito. Ao contrário do que muita gente pode pensar, este é um motor até curiosamente atrevido. No mínimo, é interessante – embora não tenha forças para catapultar o “One” tipo “dragster”, sempre reclama valores abaixo dos 10 segundos ir dos 0 aos 100 km/h e permite uma velocidade máxima perto dos 200 km/h. O que não é para todos – e é bem melhor do que fazia o anterior bloco 1.4 de quatro cilindros e 95 cv.

O novo MINI possui um sistema que o torna mais divertido... e verde

O novo MINI possui um sistema que o torna mais divertido… e verde

Atenta aos efeitos, a marca propõe, por mais 155 euros, uma “coisa” a que chama MINI Driving Modes – e que, se tem mais razão de ser se calhar nos Mini John Cooper Works, neste One de entada de gama funciona mais como um pormenor de força psicológica. O Driving Modes é uma forma de praticar a condução que se quiser – utilizando um botão que existe na base da consola central, se o mudarmos para “Green”, faz-se condução ecológica; se o deslocarmos para a posição “Sport”, a direção fica mais “direta” e informativa, o motor mais atrevido e o pedal do acelerador parece ter mais reação. O terceiro modo é o “Normal”, por defeito quele em que o carro está… sempre. Além disto, o Driving Modes altera a cor do aro do grande mostrador central, que pode passar de verde a vermelho, sem esquecer o roxo ou o laranja… Uma festa de cores, principalmente se estiver a viajar de noite!

O binário máximo disponível desde muito cedo torna este MINI assaz interessante

O binário máximo disponível desde muito cedo torna este MINI assaz interessante

Mas pronto: tirando isto, o MINI One 1.2, com os seus 102 cv e um binário de 180 Nm, disponível desde rotações muito baixas, é um “pequenote” atrevido, capaz de fazer sorrir, mas sem veleidades de ser um corredor de “sprint”. Para isso, existem os seus irmãos mais “raçudos”. Este, é para fazer bom “charme”, ou para passear, Marginal fora, a família de dois (ou três) elementos.

A caixa manual de seis velocidades é precisa e está bem escalonada

A caixa manual de seis velocidades é precisa e está bem escalonada

Bem acolitado pela caixa manual de seis relações, que estão bem escalonadas, sem penderem em demasia para a economia e a ecologia e em que o engreno é rápido e certeiro, embora algo barulhento e duro, este motor permite um andamento descansado, sem frequentes recursos à pequena alavanca da caixa. E, além do mais, permite consumos um pouco abaixo dos 6 l/100 km, que se aceitam bem, apesar de algo longe dos 4,6 anunciados.

O MINI continua a cativar pelo seu ar tão retro como moderno e simpático

O MINI continua a cativar pelo seu ar tão retro como moderno e simpático

Com um preço base de 18.900 euros – que não é demasiado, nem pouco, antes está de acordo com os pergaminhos MINI – o “nosso” One tinha algum equipamento opcional, que aumentou a fatura final para os 21.900 euros. Entre esse equipamento, e sem contar a pintura metalizada British Racing Green II (455 euros), estavam o volante multifunções (245,77); as jantes Heli Spoke Silver de 15” (447,15); o MINI Driving Modes (155 euros); o sistema Bluetoth com Interface Áudio e USB (155 euros); o forro do teto em antracite e o Chrome Line Exterior (138 euros cada); e a superfície interior Piano Black (146 euros). Incluído na versão básica, está o Pack Salt II, que traz de série o ar condicionado manual, tapetes em alcatifa aveludada, computador de bordo, “pack” de luzes e de arrumação e banco do passageiro regulável em altura.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

A traseira é mais encorada e na bgaeira cabem agor 211 litros

A traseira é mais encorpada e na bagageira cabem agora 211 litros

Motor: Diant. transv., 3 cil. em linha, 1.198 cc, turbo c./”intercooler”, inj.dir., 12 válvulas; Potência (cv/rpm): 102/4.250 – 6-000; Binário Máx. (Nm/rpm): 180/1.400 – 4.000; Vel. Máx. (km/h): 195; Acel. 0-100 km/h (s): 9,9; Consumos (l/100 km): 4,6; Consumos AutoanDRIVE (l/100 km): 6,3; Emissões CO2 (g/km): 108; Preço (euros): 18.900 (versão ensaiada: 21.900)

O MINI One 1.2 102 cv tem um preço base de 18.900 euros

O MINI One 1.2 102 cv tem um preço base de 18.900 euros

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: C.Santos e Divulgação (Interiores)

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