Dacia Duster 1.5 dCi 110 FAP 4×4 Prestige

Diversão barata garantida

Dacia Duster 1.5 dCi 110 FAP 4x4 Prestige (Fotos: Miradouro da Praia de Santa Rita e Lagoa Azul, Sintra)

Dacia Duster 1.5 dCi 110 FAP 4×4 Prestige (Fotos: Miradouro da Praia de Santa Rita e Lagoa Azul, Sintra)

Quatro anos depois, a segunda geração do Dacia Duster chegou. Mantendo basicamente as mesmas premissas e até o aspeto exterior robusto e pouco moderno, as diferenças situam-se num melhor equipamento de série, num ligeiro “peeling” dianteiro e em mais volume na bagageira. E, na versão 4×4, fica também garantida a diversão máxima, em caminhos ínvios e pouco simpáticos, por um baixo custo, que afinal é a sua grande e imbatível carta de “joker”.

O Duster foi lançado pela Dacia em 2010 e assumiu-se desde logo como a mais barata alternativa no segmento dos SUV/”crossover”, com capacidades efetivas para andar fora de estrada. Graças a uma altura ao solo superior, mesmo com apenas tração às rodas dianteiras, era capaz de se mexer bem longe do asfalto. Era assim como uma espécie de “4L” dos tempos modernos – versátil, de baixo custo e capaz de ir a qualquer lado. Com tração às quatro rodas, esta apetência ficou desenvolvida a extremos quase infindáveis, conforme o AutoanDRIVE teve oportunidade de perceber (https://autoandrive.com/2010/12/28/dacia-duster-1-5-dci-110-4×4-confort-cuir/) nessa altura. Agora, quatro anos mais tarde, a Dacia renovou o seu Duster que, entretanto, se tornou num (improvável) “best-seller” de vendas.

Pouco diferente mas melhor

O novo Duster mantém inalterável a anterior tecnologia "made by Renault"

O novo Duster mantém inalterável a anterior tecnologia “made by Renault”

Claro que toda a tecnologia por trás do Duster tem origens na Renault – que, afinal, está por trás da atual Dacia. Por isso, não pode surpreender a bondade do resultado final de um veículo como o Duster, cuja qualidade, se bem que inferior a alguns elementos da concorrência mais direta, como o Nissan Qashaqi ou o Renault Scénic X-MOD (para só ficarmos “em casa”…), não é nenhum desprimor – em especial quando se descobre que um Duster custa menos cerca de 10 mil euros que qualquer daquelas, com níveis semelhantes de oferta de equipamento a bordo.

Não restam dúvidas de que  Duster continua a ser a alternativa mais barata para boa diversão 4x4

Não há dúvida de que Duster continua a ser a alternativa mais barata para boa diversão 4×4

Claro, também, que os materiais que forram o interior continuam a ser ruidosos e por vezes ásperos ao tato/toque, mas a sua montagem é suficientemente criteriosa e justa para impedir fontes futuras de ruídos parasitas. E a sua qualidade geral acima da média… para um Dacia, mesmo que ser Dacia já não seja o que era há alguns anos atrás. Mas estes são, enfim, os “pequenos” contratempos de quem não tem bolsos fundos para utilizar. No resto, o Duster continua a não desiludir.

A principal diferençla exterior está na nova grelha com mais cromados

A principal diferençla exterior está na nova grelha com mais cromados

Exteriormente, a principal diferença para o Duster antigo está na parte da frente, que recebeu uma nova grelha, com novo formato e maior profusão de cromados e os grupos óticos, que são mais encorpados e integram agora luzes em LED diurnas. Atrás, realçam-se os novos faróis, a saída de escape, mais cromados e o “lettering” “4WD”, inserido sob o óculo, do lado direito.

Atrás o realce vai para os novos faróis e nova ponteira de escape

Atrás o realce vai para os novos faróis e nova ponteira de escape

Também as barras do tejadilho, em cinza fosco, apresentam agora a palavra “Duster” bem visível. As jantes de 16” são também novas e com “design” específico “Dark Metal”, mas parecem algo “soltas” dentro das altas cavas das rodas. Se calhar, pelo menos esteticamente, jantes maiores (de 17” e mais largas) fariam melhor efeito… E, embora com o mesmo comprimento (4,32 m), o Duster pode estar mais pesado até 31 quilos, por acréscimo de equipamento de série ou opcionais.

O interior tem uma nova consola e melhores materiais

O interior tem uma nova consola e melhores materiais

No interior, que mantém sem alteração as mesmas cotas de habitabilidade (boa, com espaço suficiente para os cinco passageiros viajarem sem problemas de maior), destacam-se o novo “design” da consola, mais moderno, bem como dos bancos, que são melhores, embora continue a faltar-lhes algum apoio para as pernas e lombar. Além disso, parecem demasiado macios. No entanto, o aspeto do interior continua pouco interessante e até mesmo “cinzentão”, não se afastando da ideia de estarmos dentro de um carro de baixo custo. Um pouco mais de arrojo e de cor seria bem-vindo… Existem, contudo, mais espaços para colocar objetos, como por cima do “airbag” do passageiro ou sobre as saídas de ar centrais.

As rodas em jantes de 16" parecem demasiado pequenas para as largas cavas

As rodas em jantes de 16″ parecem demasiado pequenas para as largas cavas

Por outro lado, apesar de uma maior ergonomia geral – os elevadores dos vidros estão agora nas portas e não na consola central por exemplo – existem alguns pontos que continuam incompreensíveis. Por exemplo, o comando dos retrovisores exteriores elétricos está por baixo do travão de mão, sendo quase inacessíveis quando se está em movimento… e a alavanca está baixa. Em pior local está o regulador da inclinação do encosto dos bancos dianteiros, “esmagado” de lado, entre o banco e o apoio central de braços – tornando a manobra quase impraticável, mesmo que o apoio esteja em posição horizontal.

O portão esconde uma bagageira ciom maior volume e atapetada

O portão esconde uma bagageira ciom maior volume e iluminada

Pela positiva e sem críticas, está a bagageira, cujo volume aumentou dos anteriores 443 litros para 475 (podendo ir ao máximo de 1.636 na versão 4×4), além de que, por causa do novo esquema da suspensão a roda suplente está alojada, na versão 4×4 sob o piso da mala, facilitando a colocação da bagagem. O espaço está forrado em tecido forte e fácil de limpar e é iluminado.

Dinâmica eficiente

As capacidades dinâmicas do Duster 4x4 permanecem itatas

As capacidades dinâmicas do Duster 4×4 permanecem itatas

O Dacia Duster não sofreu qualquer alteração no que diz respeito às suas capacidades dinâmicas. A versão turbo-Diesel mais apetecível é a que continua baseada no conhecido motor 1.5 dCi de 110 cv, associada na versão 4×4 a uma caixa manual de seis velocidades que nos pareceu algo imprecisa em algumas situações exigindo maior despacho no engreno, ou maior dureza no trato (por exemplo, fora de estrada).

O motor 1.5 dCi pode ser um pouco ruidoso mas é sempre competente

O motor 1.5 dCi pode ser um pouco ruidoso mas é sempre competente

O motor é algo ruidoso a frio e, quando em regimes mais elevados faz-se ouvir bem no habitáculo, pois a insonorização deste não está ao nível dos seus concorrentes dentro do segmento. Mesmo assim, nada de demasiado inconveniente. Não reage de imediato ao pedal do acelerador mas depois é agradável e eficaz, sem nunca se mostrar “fraco” em nenhuma situação, “soprando” com agradável saúde quando por ele se puxa, nos troços mais inclinados de um corta-fogo. Outra coisa boa é que os consumos são também agradáveis ficando-se pelos 5,5 l/100 kms, valor que é sempre de saudar, embora suba um litro em utilização mais vigorosa, como autoestradas ou fora de estrada.

Cruzamentos de eixos não são problema para  Duster

Cruzamentos de eixos não são problema para Duster

A posição de condução, elevada é boa, mas poderia ser ainda melhor, caso o volante pudesse regular-se em profundidade. A suspensão continua algo mole, facilitando as oscilações laterais da carroçaria, mas isso não compromete nunca a segurança e a eficácia dinâmica, tornando mesmo as viagens bastante confortáveis e agradáveis mesmo em estradões de terra, sem ressaltos ou exigências mais “competitivas”.

O Duster é dos 4x4 com maiores ângulos de entrada e de saída

O Duster é dos 4×4 com maiores ângulos de entrada e de saída

E por falar em exigências, o Duster é dos modelos do segmento com maiores ângulos de entrada (29,3º), de saída (34,9º) e ventral (23º), excelentes na verdade para a prática da “modalidade. Algo que pudemos comprovar num curto percurso na zona da Lagoa Azul, onde nem sequer faltararm cruzamentos de eixo, ultrapassados com a maior das calmas…

O controlo de tração faz-se através de um botão situado na consola central

O controlo de tração faz-se através de um botão situado na consola central

O sistema de controlo da tração 4×4 está na consola central e funciona através de um botão giratório, com três posições distintas: 2WD, Auto e Lock. A primeira coloca a tração apenas nas rodas dianteiras; a segunda reparte a potência do motor pelos dois eixos, em função das condições de aderência, podendo entregar um máximo de 50% de tração às rodas traseiras; e a posição Lock bloqueia a repartição de tração por igual (50/50) em ambos os eixos, desligando-se a partir dos 60 km/h e voltando à posição Auto.

O nível Prestige é o melhor equipado da gama Duster

O nível Prestige é o melhor equipado da gama Duster

A versão ensaiada era a Prestige, a melhor equipada da gama e incluía, entre outros, sistema R-Link com sistema multimédia e navegação integrada, em ecrã tátil de 7”; ar condicionado manual; sensores de estacionamento atrás; volante punho da alavanca de mudanças e bancos em couro; computador de bordo; ambiente carbono escuro; Dacia Plug&Radio com comandos (ainda dos tempos dos primeiros Clio, Mégane e Laguna…) junto ao volante, leitor de CD/MP3 Bluetooth e entradasUSB; e Pack Look (retrovisores exteriores, barras longitudinais, “skis” de proteção inferior e ponteira de escape em cromado).

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Os 110 cv do motor 1.5 dCi revelam-se capazes de suplantar qualquer obstáculo

Os 110 cv do motor 1.5 dCi são capazes de suplantar qualquer obstáculo

Motor: Diant. transv., 4 cil., 16 v., 1461 cc, turbo-Diesel de geometria variável, inj.directa c./ “common rail” e “intercooler”; Potência (cv/rpm): 110/4.000; Bin.Máx. (Nm); 240/1.750; Vel. Máx. (km/h): 168; Acel. 0-100 km/h (s): 12,9; Consumos (l/100 km): 5,1; Emissões CO2 (g/km): 135; Preço (euros): 23.750

O topo da gama está no nível Prestige e custa 23.450 euros

O topo da gama está no nível Prestige e custa 23.750 euros

Texto: Hélio Rodrigues; Fotos: C.Santos e Divulgação (Interiores)

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12 responses to “Dacia Duster 1.5 dCi 110 FAP 4×4 Prestige

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