Sexto vencedor em seis corridas
Não há precedentes na história da F1: sexta corrida, sexto vencedor. Agora, foi no GP do Mónaco, onde Mark Webber, largando da “pole positon”, liderou um pódio composto ainda por Nico Rosberg (Mercedes) e Fernando Alonso (Ferrari) – que, desta forma, se isolou no comando do campeonato, a três pontos do duo da Red Bull, onde Vettel, que foi quarto nas ruas de Monte Carlo, está empatado com Webber, que assinou a 8ª vitória da sua carreira. Lewis Hamilton foi quinto e Felipe Massa, este ano pela primeira vez no mesmo ritmo dos primeiros, sexto, encerrando um “comboio” que, se rodou sempre muito próximo, nunca teve grandes movimentações, com os pilotos de pedra e cal nas respetivas posições.
A corrida começou com a habitual “bagarre” nas ruas do Principado: na partida, Romain Grosjean falhou a partida e depois deu um toque no Mercedes de Michael Schumacher, o que partiu a suspensão do Lotus e o fez entrar em pião em Sainte Devote. Felizmente, ninguém entre os pilotos da frente lhe acertou, mas o mesmo não conseguiu fazer Kamui Kobayashi, que levantou voo depois de tocar no Lotus parado e, mais tarde, acabou por abandonar com a suspensão quebrada. Mais atrás, Pastor Maldonado deu por encerrada a sua atuação com um toque no HRT de Pedro de la Rosa. Schumacher continuou, rodando em sétimo quando problemas com a pressão de óleo no motor Mercedes o levaram ao abandono.
Numa tarde em que a ameaça de chuva foi uma constante, assinale-se que as últimas oito voltas da prova forma disputadas debaixo de uns chuviscos cada vez mais intensos – uma benesse para os pilotos que rodavam na frente, cujos pneus estavam já praticamente nas “lonas”. Por isso, as curtas diferenças entre os seis primeiros: o pódio “coube” no espaço de um segundo; Vettel ficou a 1,343s; Hamilton ficou um pouco mais longe, com Massa a dois segundos dos escapes do seu McLaren.
Jean-Eric Vergne (Toro Rosso) herdou então esta posição, mas uma estratégia de paragens nas boxes errada atirou-o para fora dos pontos (12º).
Pontos em que terminaram Paul di Resta (7º) e Nico Hulkenberg (8º), ambos em Force India/Mercedes; Kimi Raikkonen (Lotus/Renault) e Bruno Senna (Williams/Renault).
Sergio Pérez (Sauber/Ferrari) fez uma prova de trás para a frente, recuperando desde a cauda da grelha para o 11º lugar – lugar que foi de Heikki Kovalainen até ser obrigado a entrar nas boxes para mudar uma asa da frente do Caterham, danificada na luta com o mexicano, perdendo dois lugares. Timo Glock, em 14º com o Marussia/Cosworth e Narain Karthikeyan, 15º com o HRT, completaram o lote dos que resistiram às armadilhas da pista do Mónaco.
A palma do azar foi inteirinha para Jenson Button, que continuou a lutar com um McLaren totalmente inadaptado ao traçado monegasco. Depois de ter que sair por uma escapatória para evitar a confusão na partida, passou o tempo a tentar passar Kovalainen, antes de fazer um pião à saída da chicana da Piscina, desistindo a seguir.
Enfim, refira-se que, pela primeira vez este ano, uma equipa bisou a vitória: a Red Bull. Resta agora a pergunta: quando e qual será o primeiro piloto a bisar no lugar mais alto do pódio?
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