GP do Bahrain marcado pela contestação social no país
E pronto: a normalidade dos dois últimos anos está reposta. A Red Bull reagiu e, no GP do Bahrain, quarta prova do Camopeonato do Mundo de F1, Sebastian Vettel conquistou a sua primeira “pole position” do ano. E, claro, da sua equipa. Atrás de si, ficou Lewis Hamilton (McLaren), com Mark Webber (Red Bull) e Jenson Button (McLaren) a partilharem a segunda linha da grelha, na frente do vencedor da China, Nico Rosberg (Mercedes).
Mas aquilo que passa na pista está a ser ofuscado pela violência social que alastra no Bahrain e que cresceu de forma trágica, com os contestatários do regime a aproveitar a visibilidade dada pelo GP e pela presença dos principais órgãos de comunicação mundiais, para aumentarem o tom dos protestos. Que até já envolveram elementos ligados à F1, como foi o caso dos mecânicos da Force India, atacados com um “cocktail” Molotov, logo na sexta-feira, na autoestrada que leva ao circuito.
E com estes acontecimentos, tudo aquilo que acontecer dentro do GP fica desde logo condenado ao secundarismo: com uma certeza, a de que o GP do Bahrain, que os poderosos se recusaram, insensivelmente, a anular, desde Bernie Ecclestone ao príncipe regente do país, ficará na história de F1 como o mais polémico e politizado de sempre. Para mal da própria F1, cuja imagem ficará para sempre ligada à indiferença e distanciação definitiva dos problemas sociais de cada país onde se estabelece…
RESULTADOS: Tempos dos treinos
