Renault Laguna Coupé 2.0 ENERGY dCi 150 cv FAP 4Control Dynamique S

Há coisas que nunca mudam

E, quando mudam, é para melhor. Foi o que sucedeu com o Renault Laguna Coupé, alvo de um ligeiro “restyling”, que lhe dá um ar ainda mais atrevido e desportivo. No resto, mantém-se igual ao que era: ágil, divertido, atraente e eficaz. A entrada de gama faz-se nos 150 cv do comprovado motor turbo-Diesel 2.0 dCi, que se manifestam agradáveis e competentes.

O Renault Laguna Coupé de 2012 é, meramente, uma evolução da geração anterior. Visíveis, alguns elementos exteriores mais avançados, mais próximos das tendências. Invisíveis, mas que depois se sentem, em especial nos com sumos e emissões de CO2, sistemas de poupança associados, tais como o “Start&Stop”, que “calam” o motor em situações de paragem do automóvel, como nos trânsito ou nas portagens, ou o sistema de recuperação de energia, que inclui um alternador “inteligente” e que a Renault designa como Energy Smart Management (EMS), que faz diminuir drasticamente os valores de CO2 lançados para atmosfera. No resto – imagem, qualidade de construção e dos materiais escolhidos e da sua montagem, espaço disponível à frente (atrás continua um pouco claustrofóbico, pelo “design” descendente do perfil e das menores superfícies vidradas) e, em especial, no equipamento de base – continua igual. Isto é, (muito) apetecível.

A diferença feita

Mas, afinal, em que o novo Renault Laguna Coupé está diferente do anterior? Em pequenos pormenores, é certo, mas que, de facto, fazem… a diferença. Expliquemo-los.

Em primeiro lugar, olhando-o de frente, depressa se percebe que não é o mesmo. Não é que as diferenças sejam assim tantas, mas os novos grupos óticos com máscara negra e luzes em LED oferecem de imediato uma imagem mais dinâmica e moderna, mais viril e de acordo com o magnífico perfil, onde as curvas suaves se reafirmam nos “ombros” largos onde culmina o traço em forma de bolha do tejadilho.

O comportamento, esse, mantém-se com a linearidade que o sistema 4Control, direcional ás quatro rodas, lhe permite – devorando as curvas como se de uma necessidade se tratasse. Tarefa em que o motor, na sua declinação menos poderosa, se assume com suficiente vigor para uma viagem agradável, sem demasiado recurso à caixa manual de seis velocidades – cujas relações foram adequadas à economia de consumo – e em que o conforto não é descurado pela suspensão algo firme, nem pelos bancos com bom apoio lombar e para as pernas.

No final, rodando em situação de tráfego normal, verificou-se que os quase sete litros aos 100 ficam um pouco longe dos 4,5 anunciados pela marca… mas todos sabemos em que condições estes valores são encontrados, sempre em condições julgadas “ideais” e que pouco ou nada têm que ver com a realidade das nossas estradas e da utilização normalmente dada por um condutor “de Lineu”, como nós, ou o potencial cliente de um automóvel este segmento.

Enfim, em segundo lugar, o equipamento – que, no fundo, é a essência que diferencia o Laguna Coupé 2012 dos anteriores, graças a um leque mais extenso de itens e mordomias. Nesta que é a entrada de gama, traz de série, por exemplo, seis “airbags” (condutor e passageiro, adaptativos; lateral dianteiro tórax/bacia e de cortinas dianteiro e traseiro); ar condicionado automático bi-zone; faróis bi-xénon com lava-faróis e luzes diurnas LED, dianteiras e traseiras; sensores de chuva e de luminosidade; ajuda ao estacionamento tarseiro, sonoro e visual BK91; cartão Renault mãos-livres; rádio Arkamys Mono CD MP3, “Bluetooth”, dupla antena, oito colunas, sistema Plug&Music; navegação Carminat by TomTom; bancos revestidos a TEP/tecido, com regulação manual; travão de parqueamento automático e espelhos retrovisores exteriores rebatíveis eletricamente e interior electrocromático.

As jantes de 18” Interlagos Chrome Shadow, negras, eram um opcional às jantes de 17” Sari Dark Metallic que vêm de série e custam 330 euros. A fatura, essa, começa nos 40.400 euros – sendo aqui de referir que, em relação ao mesmo modelo, cuja comercialização se iniciou já lá vão dois anos, este valor é mais baixo 300 euros!

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Motor: Diant. transv., turbo-Diesel, 4 cil., duas árvores cames à cabeça, 1995 cc, turbo-compressor de geometria variável, inj.directa múltipla c./”common rail” e “intercooler”; Potência (cv/rpm): 150/4000; Vel. Máx. (km/h): 210; Acel. 0-100 km/h (s): 9,5; Consumos (l/100 km): 4,5; Emissões CO2 (g/km): 118; Preço (euros): 40.400

Fotos: C.Santos

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