F1 sem pilotos italianos pela primeira vez desde 1970
O russo Vitaly Petrov foi confirmado na Caterham para a temporada de 2012. Petrov, que foi despedido da Renault no final do ano, substituirá o veterano Jarno Trulli, apesar deste ter um contrato válido com a equipa até ao final do ano. Esta será a primeira época de F1, desde 1970, sem um único piloto italiano à partida do primeiro Grande Prémio.
Os dólares (perdão, os rublos…) venceram a experiência! Vitaly Petrov, depois de ter sido dispensado pela Renault, que entretanto se transformou em Lotus e contratou Kimi Raikkonen e Romain Grosjean para 2012, ficou sem lugar na F1. Sem desesperar, manteve firme na abordagem a várias outras equipas, garantindo sempre que, este ano, iria continuar como titular.
Onde, começou a perceber-se quando Jarno Trulli veio por diversas vezes a terreiro defender a sua posição na Caterham (ex-Lotus), acenando com um contrato com termo em finais deste ano e, ainda, com a sua inequívoca experiência. Trulli, de 37 anos e na equipa de Tony Fernandes desde 2010, trazia consigo poucos ou nenhuns dólares, mas um capital iniciado na Minardi, em 1997 e que se traduzia em 252 GP disputados, uma vitória (GP do Mónaco em 2004) e um total de 246,5 pontos. Isso, contudo, não foi suficiente para o manter em actividade na actual Caterham, cujos responsáveis não hesitaram (embora Fernandes garanta ter sido “uma decisão das mais difíceis de tomar”) em o atirar para o (doce) desemprego.
Assim, este ano a dupla de titulares da Caterham será formada por Heikki Kovalanein e Vitaly Petrov, com Giedo van der Grade como terceiro piloto. E, pela primeira vez desde 1970, a Itália não irá ter um piloto “seu” no arranque de uma temporada de F1.
M.S.
