Cores de Outono
No Outono da vida da sua carrinha de segmento familiar, que tem dado pelo nome de i30CW, a Hyundai tem nesta versão equipada com o motor 1.6 CRDi VGT de 128 cv, uma boa alternativa para quem quer o mesmo espaço, equipamento e até qualidade que as congéneres de marcas generalistas. E por um preço final levemente inferior à maioria delas, sendo de salientar que a versão ensaiada é o topo de gama, em termos de performances e de equipamento.
A Hyundai vai lançar a nova geração i30 na Primavera do próximo ano. E garante que nada tem a ver com o modelo lançado em 2007 e que, no ano passado, recebeu alguns retoques meramente estéticos. De facto, a marca coreana admite que a segunda geração do i30 é um automóvel totalmente novo. Mas fiquemo-nos por aquele que ainda existe, acumulando vendas que permitem, no mercado nacional, que a Hyundai esteja acima da ténue língua que separa as marcas que estão em descida e as que ainda conseguem subir, apesar da crise económica global.
O melhor está no motor
O AutoanDRIVE ensaiou a carrinha, siglada iCW – de CrossWagon, algo que, a exemplo da i40, poderá desaparecer da futura geração. E fê-lo na sua melhor versão, aquela que ostenta o motor mais potente, associado a um equipamento a condizer. Vamos às impressões deixadas pelo primeiro.
Trata-se do bloco 1.6 CRDi VGT de 128 cv – a declinação mais poderosa retirada do bloco de 4 cilindros em linha, com turbo de geometria variável e injecção directa com bancada comum. Associado a uma caixa manual de seis velocidades, mostra-se à altura das solicitações, sem ser ruidoso e, principalmente, guloso. Apesar de não estar no espectro das tecnologias de defesa ambientais patenteadas pela Hyundai como BlueDrive (por exemplo, o sistema Start/Stop, que desliga o motor nas paragens do trânsito), os consumos andaram por perto dos 6,5 l/100 km, cerca de dois litros mais que os optimizados anunciados pela marca. Pena, no entanto, que a exactidão da caixa de velocidades por vezes deixe a desejar, embora seja de manuseamento rápido e fácil. Pela experiência que temos de modelos mais actuais da Hyundai, acreditamos que este inconveniente deixe de existir no futuro i30.
Tirando isso, o i30CW mostra-se à vontade em percursos sinuosos, com as ligações ao solo a digerirem bem as transferências de massa, embora – e apesar da boa cavalagem – o automóvel não seja um puro-sangue de corrida. Afinal, não é isso que a marca pretende com esta sua carrinha do segmento C, mas sim um produto que tenha versatilidade, espaço e equipamento. E isso, melhor ou pior, está patente no modelo.
Equipamento topo de gama
Em 2010, quando a Hyundai efectuou um ligeiro “restyling” do i30, mexeu apenas na imagem exterior, nomeadamente utilizando uma nova grelha, pára-choques mais fluidos e envolventes, com faróis anti-nevoeiro integrados. O que, aliado a uma linha de cintura elevada, promove uma imagem mais sólida e, em simultâneo elegante ao modelo. Deixando imaginar que, para lá das portas de bater robusto, existe também espaço q.b. para as necessidades. O que é bem verdade – como também o é que, em termos de qualidade perceptível, existem algumas lacunas na escolha dos materiais, como plásticos menos nobres e algo duros disseminados aqui e ali, chancelando a idade que o modelo já acusa neste momento.
Em oposição a isto, a Hyundai dotou agora o i30CW com um “must” notável de equipamento de série, trazendo a versão Style para patamares mais elevados dentro do segmento. Se, por fora, podemos destacar as jantes em liga leve de 17”, os retrovisores com comando eléctricos, aquecidos, com eliminador de ângulo morto e rebatimento eléctrico, integrando ainda indicadores de mudança de direcção, ou as barras do tejadilho longitudinais, já lá dentro encontramos pormenores o punho da alavanca de velocidades e o volante em pele; consola central com acabamento em Metal Grain, compartimento para arrumos, apoio de braço, suporte para copos e tomada auxiliar de 12V; bancos com acabamento em pele e tecido; bolsas nas costas dos bancos dianteiros e de retenção de bagagem; ou luz para leitura de mapas.
O conforto está a cargo do ar condicionado automático; porta-luvas refrigerado e com chave; rádio integrado com leitor de CD, MP3, comandos no volante e “tweeters” à frente; porta para iPod e USB; ou auto Cruise Control.
E, finalmente, quanto a segurança activa e passiva também estamos conversados: de série, temos ABS com distribuição electrónica da força de travagem (EBD) e sistema de assistência à travagem (BAS); ESP; “airbags” para condutor e passageiro, laterais e de cortina; sensores de chuva e de estacionamento traseiro; sistema de fixação para cadeiras de crianças ISOFIX; vidros traseiros eléctricos anti-entalamento; ou retrovisor interior electrocromático. O preço, 27.030 euros, torna o i30CW assim equipado e com tais características dinâmicas, uma boa proposta para quem quer, ao fim e ao cabo, muito por… menos.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: Diant. transv., 4 cil. em linha, 1.582 cc, turbo-Diesel, turbo-compressor de geometria variável e ”intercooler”, inj.dir. “common rail”, 16 válvulas; Potência (cv/rpm): 128/4.000; Vel. Máx. (km/h): 197; Acel. 0-100 km/h (s): 11,2; Consumos (l/100 km): 4,5; Emissões CO2 (g/km): 119; Preço (euros): 27.030

