Uma nova entrada
Vem substituir o motor de 85 cv e passa a funcionar como entrada na gama Diesel do Scénic, o monovolume compacto que a Renault quer manter como “best seller”. É a nova declinação do motor 1.5 dCi, agora com 95 cv e um binário equivalente ao do mesmo motor, mas na sua versão mais musculada, a de 110 cv. Veja se tem alguma vantagem.
O novo Renault Scénic 1.5 dCi 95 cv FAP é novo somente no bloco que agora exibe. No resto, é igual aos outros: bem construído, com espaço interior e polivalência, cinco bons lugares, confortável e, claro, bem equipado. Porém, aqui o trunfo chama-se “motor com 95 cv em vez dos 85 cv anteriores”. Assim mesmo: é a nova entrada na gama Scénic e até tem boas recomendações de base.
Um pouco mais “picante”
O motor 1.5 dCi, declinado nesta versão com 95 cv, mais 10 que a mais “curta” de todas e que agora desaparece na gama, assume uma disponibilidade bastante interessante, desde regimes baixos. Nisto, é bem ajudado pela caixa manual de seis velocidades, que também chega agora à gama e que se manifesta como bem escalonada q.b., em especial nas relações mais baixas, dando primazia ao consumo na 5ª e, especialmente, na 6ª. De engreno fácil e mais rápida que a média, permite recuperações para lá do morno, embora nada de mais: afinal, o Scénic é um automóvel para viajar com a família toda, mais o cão e o periquito (ou seja, a bagagem completa…), sem conflitos em questões como conforto e segurança. E estes mantêm-se intactos: o Scénic continua confortável em rolamento, porque a suspensão absorve bem os poisos mais degradados sem sobressaltos e, além disso, a insonorização está bem com seguida.
Por outro lado, nas zonas sinuosas, apesar do motor não ser um “míssil”, lá vai dando para as encomendas, embora exija algum trabalho manual, na procura das relações adequadas para uma condução mais despachada. Onde, deve salientar-se, o Scénic não dá muitos engulhos, pois o adornar da carroçaria está bastante atenuado nesta última geração, se pensarmos no “arredondar” que era necessário nos Scénic das primeiras gerações – em especial, nas ainda associadas (no nome…e não só!) à família Mègane.
Mais disponível, graças ao binário superior (240 Nm), há que rematar com uma realidade: os consumos, se bem que anunciados como 8% inferiores ao modelo de 85 cv, não se aproxima sequer do indicado pela marca: o melhor que conseguimos foram 5,3 l/100 km, 0,8 l acima do valor “oficial” da Renault.
Mas nem tudo é “mau”: o novo Renault Scénic 1.5 dCi 95 cv FAP está associado apenas a um nível de equipamento, no mercado português: o Dynamique S. O que quer dizer, por exemplo, que são de série “coisas” como o ar condicionado bi-zona com condutas de ventilação para os lugares traseiros; consola central deslizante; cartão Renault de telecomando; travão de parqueamento automático; vidros traseiros escurecidos; sensores de chuva e de luz; faróis bi-xénon e de nevoeiro; “airbags” dianteiros adaptativos, “airbags” dianteiros laterais de protecção ao tórax/bacia, “airbags” de cortina dianteiros e traseiros para protecção de cabeça em embate lateral; controlo electrónico de estabilidade (ESP) com função de controlo de tracção (ASR); rádio Carminat by TomTom live; Radiosat CD 60W com função de leitura MP3, com tomada externa “jack” e “Bluetooth” – enfim, a lista é quase infindável. Tudo isto, por um preço de 27.550 euros – e assinale-se que, na unidade por nós ensaiada, apenas era opcional a pintura metalizada. Tem, portanto, “algumas” vantagens: não apenas mais potência, mais disponibilidade e menores consumos, como ainda mais equipamento de série e um preço de combate… até mesmo um pouco mais baixo que na versão de 85 cv, que vem agora substituir.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: Diant., 4 cil., 1461 cc, turbo-Diesel de geometria variável, inj.directa c./ common rail e intercooler
Potência (cv/rpm): 95/4.000
Vel. Máx. (km/h): 180
Acel. 0-100 km/h (s): 12,4
Consumos (l/100 km): 4,5
Emissões CO2 (g/km): 118
Preço (euros): 27.550

