Mais um bom amigo do ambiente
Todas as marcas possuem um sistema, mais ou menos técnico, mais ou menos eficaz, orientado para a defesa do meio ambiente. Menos emissões poluentes e uma economia saudável, são os seus principais atributos. Na Ford, a solução dá pelo nome de ECOnetic, quando associada aos motores turbo-Diesel. Depois do Fiesta, chegou também ao Mondeo.
A Ford aproveitou o ligeiro “restyling” que efectuou na gama Mondeo, para introduzir os motores ECOnetic, também nas cilindradas médias. Para tal, foi buscar a solução já executada nos Fiesta e, logo de seguida, nos novos Focus, juntando-a, nos Mondeo, que assim vê substituída a anterior versão com um semelhante sistema, mas associado aos antigos motores 1.8 TDCI de 125 cv, por uma proposta moderna e criteriosamente estudada para vencer no mercado – o bloco 1.6 TDCI de 115 cv.
Uma questão de… suavidade
Na realidade, o motor que a Ford utiliza no Mondeo é o mesmo que a Peugeot utiliza, por exemplo, no 508, ou a Citroën no C5 – ou seja, o bloco turbo-Diesel de 1.560 cc que, no caso da Ford, dispõe de 115 cv, mais cinco que nos seus rivais franceses. Isto é o resultado da parceira entre os construtores, promovendo uma agradável contenção de custos e partilha de tecnologias.
Animado pelos 115 cv do motor 1.6 TDCI, o Ford Mondeo SW demonstra ser uma automóvel agradável e suave, nas suas prestações dinâmicas. Como é habitual, mostra-se um pouco preguiçoso nas zonas mais baixas do conta-rotações, aumentando depois progressivamente, a partir das 2.000 rpm. Uma subida calma, sem sobressaltos – aliás, com uma caixa manual em que as seis velocidades estão escalonadas para permitir consumos mais baixos, outra coisa não seria de esperar. Além de que, caso seja necessário um ritmo mais despachado, o recurso à alavanca da caixa torna-se obrigatório. Felizmente que o seu manuseamento é fácil, engrena de forma rápida e bastante exacta, com o cursor curto e a altura e posição ideais para cair na mão à primeira apanha.
Posto isto, há que terminar o capítulo das performances com uma conclusão: o Ford Mondeo SW pode não apresentar prestações brilhantes, como acelerações fulgurantes ou um valor dos 0 aos 100 km/h de míssil. Também, não é essa a missão da sua vida, mas sim proporcionar viagens agradáveis, calmas, confortáveis e sem grandes conflitos. E, isso, consegue-o de uma forma sadia, que há que elogiar. Infelizmente, os consumos ficam algo acima daquilo que a Ford anuncia, pois não conseguimos baixar dos 6,8 l/100 km, valor algo afastado dos 4,3 que sobressaem na ficha técnica! E garantimos que não andámos em grandes correrias, até porque, repetimo-lo, não é essa a filosofia de um automóvel que tem no nome a palavrinha, hoje tão politicamente correcta, ECOnetic.
Mas, apesar desta constatação simples, a Ford não descurou esforços para que o Mondeo se arvorasse em defensor do meio ambiente. Ser ECOnetic implica a reunião de uma série de pressupostos tecnológicos, que a Ford cumpriu escrupulosamente, garantindo menores consumos e emissões poluentes: grelha dianteira de abertura activa; sistema Auto Start/Stop; sistema de carregamento regenerativo, que gera energia eléctrica durante as travagens; direcção assistida eléctrica (EPAS), que permite diminuir o consumo de combustível, pela maior facilidade de utilização, quando em manobras de estacionamento ou em locais mais apertados.
Em conclusão, juntando a estes pormenores “científicos” o espaço interior de referência a uma apurada qualidade e a um nível de equipamento assaz completo, temos no Ford Mondeo SW 1.6 TDCI Titanium ECOnetic uma boa proposta, para quem não descura o conforto e uma imagem de bem com a vida que, inevitavelmente, está associada a este modelo da marca da oval azul.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: Dianteiro, 4 cil., 16v, 1.560 cc, turbo de geometria variável e “intercooler”, inj. ”common rail”
Potência (cv/rpm): 115/3.600
Vel. Máx. (km/h): 185
Acel. 0-100 km/h (s): 12,1
Consumos (l/100 km): 4,3
Emissões CO2 (g/km): 114
Preço (euros): 34.100

