Suzuki Swift 1.2 VVT GLX A-Stop 5 p.

Menino da cidade

O Suzuki Swift recebeu, já lá vai um ano, muito mais que uma cara nova. Robusto, espaçoso, irreverente, é um verdadeiro menino da cidade. Um menino bem, entenda-se: bem comportado, bem concebido, bem bonito, bem ágil. Bem jovem. Enfim, agora que até descansa nos semáforos, também ficou bem poupadinho.

A quarta geração do Suzuki Swift é muito mais que isso, mais uma geração. É um Swift quase totalmente novo. Apareceu no mercado em Setembro de 2010, então com o se fosse uma revolução. Não é, mas clivou uma diferença substancial para as anteriores gerações. Mais emocional no estilo, a sua carroçaria é mais compacta e leve, condensando, nas suas formas mais joviais e arrojadas, todos os atributos necessários ao prazer da condução: performance, equilíbrio e maneabilidade. O seu “design” atlético e elegante, resultando numa carroçaria em simultâneo larga e curta, transmite energia acumulada e pronta a soltar-se. Curvas estáveis e linhas em destaque, são agora a assinatura do Swift, mais apelativa e dinâmica. Isso, em conclusão, assinala-se com alguma distinção e carácter no momento de ir para a estrada: prazer, desportividade e evolução.

Prático e ágil
O Suzuki Swift é um automóvel compacto, prático de utilizar na cidade, graças à sua capacidade de manobra, em espaços exíguos. Estaciona-se bem e, graças à sua agilidade, esgueira-se pelo trânsito com leveza e graciosidade. O seu habitáculo é espaçoso e, na versão de cinco portas, está homologado para cinco passageiros – embora, atrás, se encontre o tradicional problema conflitual, em que três passageiros viajam algo apertados. Sóbrio e elegante, o interior utiliza materiais de qualidade sofrível, mas com montagem acima da média e sem folgas aparentes nos pontos críticos. A posição de condução não merece grandes reparos, embora possa ser algo exígua para quem tenha pernas muito compridas, podendo estas tocar na parte inferior do volante. Os bancos também não possuem um apoio muito marcado, mas não comprometem a posição ideal para uma condução segura, também ajudada por uma ergonomia mais cuidada e evidente em pequenos pormenores e, ainda, pelo volante, de três raios e forrado a pele, de boa pega e dimensões correctas.
A versão ensaiada pelo AutoanDRIVE era a equipada com o pequeno motor 1.2 VVT de 94 cv – ao qual estava associada uma caixa manual de seis velocidades, precisa e de engreno rápido mas suave. E, também, o sistema Auto-Stop, que permitia que o motor se desligasse no pára-arranca do trânsito citadino ou, por exemplo, numa portagem – e, por associação, que o consumo médio anunciado pela marca baixasse dos 5,1 para os 4,9 l/100 km. No nosso caso, sabendo como são atingidos estes números, verificámos ser impossível consegui-los numa condução normal e descomprometida, em condições reais. Porém, ao termos chegado a registar consumos na ordem dos 5,5 l/100 km, consideramos bastante frugal este motor de 94 cv. Que, além disso, revela vigor e é interessante, para lá do tráfego urbano.
De facto, em estrada, o Swift 1.2 VVT é ágil e divertido. Com um comportamento superior ao seu tamanho, em troços sinuosos resulta bastante estável, graças a uma suspensão firme, mas não desconfortável e a uma direcção informativa e bastante precisa. Não sofre da tendência em fugir de frente nas curvas, por causa da maior largura das vias, tornando-se bastante interessante de conduzir em ritmo mais vigoroso, embora aqui os consumos disparem em direcção ao… céu!
Seja como for, o Suzuki Swift é, no comportamento e no espaço, um modelo muito próximo de automóveis do segmento superior, possuindo mesmo qualidades acima de alguns deles, em termos de agilidade e eficácia rolante.
Além disso, o motor não é muito ruidoso – ao contrário dos enormes espelhos retrovisores laterais, que fomentam um perturbador turbilhão aerodinâmico, bastante irritante a partir de certas velocidades.

Bem equipado
O Suzuki Swift de cinco portas é proposto em três níveis de equipamento, sendo o mais rico o GLX – precisamente aquele que ensaiámos. E que, de série, apresenta um bom conjunto de itens, sendo de destacar, por exemplo: chave inteligente e ignição com botão “Start”; vidros eléctricos à frente e atrás; ar condicionado automático; rádio leitor de CD e MP3, com porta USB, dois “tweeters” e quatro altifalantes; jantes em liga leve de 16” e desenho específico; faróis de halogéneo com regulação em altura manual; sensores de luz; sistemas de controlo de estabilidade (ESP) e de travagem (ABS com EBD); “airbags” frontais, laterais, de cortina e de protecção para os joelhos; ou o sistema ISO-FIX para duas cadeiras de crianças nos bancos traseiros.
O preço, pouco superior aos 15.500 euros, está, assim, justificado, colocando o Swift em evidência num painel de escolhas simples e descomprometidas, mas em que a qualidade se casa com alguma paixão e critérios mais personalizados. Afinal, a imagem ainda é o que era…

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: Diant., transv., 4 cil. em linha, 16v, 1.242 cc, injecção indirecta de gasolina
Potência (cv/rpm): 94/6.000
Vel. Máx. (km/h): 165
Acel. 0-100 km/h (s): 12,3
Consumos (l/100 km): 4,9
Emissões CO2 (g/km): 113
Preço (euros): 15.580

Texto: Hélio Rodrigues
Fotos: C.Santos

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