Dan Wheldon venceu as Indy 500

Corrida imprópria para cardíacos!

Dan Wheldon (Bryan Herta) venceu pela segunda vez as Indy 500. Uma vitória apenas conseguida depois do líder nas três últimas voltas, o estreante JR Hildebrand (Panther), ter batido forte na derradeira curva, cruzando a linha de meta com o carro em destroços… no 2º lugar! Um final imprópria para cardíacos de uma prova titânica, com inúmeras nudanças de líder e emoção e indecisão até mesmo ao final. 

A edição do centenário das Indy 500 estava fadada a ficar na história. Dramática desde o seu início, conforme a acção se ia desenrolando na oval de Indianapolis, a emoção crescia à mesma velocidade estonteante que os carros alcançavam na pista. E, portanto, o seu final caótico e inesperado, não deverá surpreender ninguém.
Dan Wheldon apenas conseguiu carimbar o seu segundo sucesso nas Indy 500 porque o “rookie” JR Hildebrand não evitou chocar contra o muro da última curva, ele que tinha conseguido uma chocante liderança ao reabastecer a 36 voltas do final, surpreendendo todos os seus adversários, que tiveram que o fazer a menos de 15 voltas da bandeira de xadrez.
Entre eles, estiveram Danica Patrick, que quase venceu a prova, ao liderar até 12 voltas do fim, mas caindo depois para 10º após ir às boxes; e o belga Bertrand Baguette, que sucedeu a Danica e apenas foi passado quando, também ele, teve que fazer um rápido “splash and dash”, entregando de bandeja o comando a Hildebrand, a quatro voltas do fim. Porém, não há nada melhor em Indianapolis que a experiência e, quando todos se aprestavam para festejar o inesperado triunfo do estreante, eis senão quando este perde o controlo do monolugar, embatendo com estrondo no muro e permitindo assim ao britânico da equipa liderada por Bryan Herta, assinar o segundo triunfo na mítica prova e receber, depois de beber o leite da vitória, o cheque milonário…
O terceiro lugar foi para Graham Rahal, o primeiro piloto da Ganassi Racing, que bem pode culpar-se de uma estratégia menos conseguida, pois tanto Scott Dixon (que foi 6º), como principalmente Dario Franchitti (apenas 12º), tiveram a vitória na mão e deixaram-na fugir. Tony Kanaan (KV) foi 5º e Oriol Serviá, que chegou a passar pelo comando, 6º, na frente de Baguette, Tomas Scheckter e Marco Andretti.
A corrida foi palco de diversas situações de bandeiras amarelas, provocadas por acidentes mais ou menos violentos e espectaculares, que deixaram pelo caminho pilotos como Simona De Silvestro, Takuma Sato (o primeiro, logo à 20ª volta), EJ Viso, James Hinchcliffe, Ryan Briscoe e Townsend Bell (após colisão entre ambos) e até o autor da “pole position”, Alex Tagliani, que não evitou um toque fatídico no muro, após o terceiro reabastecimento – e várias voltas na liderança da prova.

H.R.

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