Evolução natural
O Citroën C4 chegou, seis anos depois do lançamento, à sua segunda geração. E, naturalmente, sofreu uma evolução. Cresceu: está maior, mais largo, mais alto. Um novo volume, que esconde os mesmos genes, mas agora mais dinâmicos e atractivos.
O novo Citroën surge, a um primeiro olhar, naturalmente diferente. Na verdade, o C4 desvendado em 2010 é apenas a segunda geração de um modelo que, depois de lançado em 2004, depressa conheceu um amplo sucesso, pelas suas características compactas mas, ao mesmo tempo, inconfundíveis. Com alguns “restyling” pelo meio e várias adaptações aos tempos que foram correndo, o C4 atingiu agora, pode dizer-se, não apenas a sua segunda geração em absoluto, como uma saudável maioridade: a espécie evoluiu e tornou-se numa visão mais adulta e dinâmica de um automóvel familiar, mas agora mais jovial e amigo do ambiente.
“Design” mais poderoso
O novo Citroen C4 demarca-se pelo seu “design” poderoso mas equilibrado e que fornece, ao primeiro olhar, uma enorme sensação de força e estabilidade. A carroçaria de cinco portas – a de três portas está reservada para o futuro DS4 – foi agora colocada mais perto das rodas, baixando o centro de gravidade do modelo, cujas linhas esculpidas, pontuadas pelo forte “capot” com nervuras, pelas ópticas alongadas, pelos detalhes cromados disseminados pela carroçaria e pelo “spoiler” traseiro negro, promovem uma dinâmica evidente.
O interior surge mais sofisticado, com grande atenção aos pormenores e o recurso a materiais de maior qualidade e pouco visíveis no segmento, como pele tipo “slush”, muito suave ao toque, aplicada no “tablier” ou o tecido “Jersey” aplicado no tejadilho. A Citroen preocupou-se com as aparências, dando-lhe um toque inequivocamente desportivo e, ao mesmo tempo, leve, através da inclusão de inserções cromadas nos controles do volante, nas saídas de ar e no comando da caixa de velocidades. O painel de bordo tem uma linha muito fluida e a consola central é em peça única.
O ambiente a bordo do C4 é, graças à maior superfície vidrada, com janelas de grandes dimensões, luminoso e arejado, promovendo uma maior visibilidade. O interior, se bem que compacto, é versátil, com aproveitamento milimétrico de todo o espaço disponível. Isso é bem visível na multiplicidade de espaços de arrumação e conveniência, como uma consola central alta e larga com quatro espaços distintos de arrumação, o primeiro deles multi-funcional e refrigerado.
A posição de condução está centrada no condutor, que dispõe de uma leitura fácil e imediata de todo o painel de instrumentos devido ao “design” transparente dos comandos. O novo volante multi-funções com comandos centrais, para maior facilidade de utilização, cai bem na mão e possui dimensões correctas.
Os bancos dianteiros são acolhedores e confortáveis, com regulações múltiplas e, atrás, o espaço para os passageiros não deixa envergonhado ninguém.
O interior do novo C4 pode, também, ser personalizável, desde as cores do painel de instrumentos à intensidade do fluxo de ar. Finalmente, a bagageira é a maior da classe, com 408 litros de volume e um acesso que não provoca dores de costas mesmo se estivermos a tratar com objectos pouco recomendáveis em termos de facilidade de manuseamento…
Em nome do conforto… e do ambiente
O novo Citroen C4 destaca-se pela sua vertente amiga do ambiente, através da adopção do motor 1.6 e-HDI 110 Airdream de 112 cv, equipado com tecnologia micro-híbrida e sistema recuperador de energia, sistema “start&stop” que desliga o motor em situações de paragem e caixa de velocidades pilotada, com relações pensadas para maximizar a eficiência sem penalizar o consumo.
Porém, a unidade que o AutoanDRIVE teve a oportunidade de ensaiar durante algumas centenas de quilómetros, era “apenas” a equipada com o mesmo motor, mas sem a referida tecnologia e com uma caixa de velocidades manual de seis relações, sendo a sexta adoptada para minimizar os consumos e as emissões nocivas de CO2; a marca assinala um consumo médio em percurso misto de menos de cinco litros ao 100, mas nunca conseguimos descer dos 5,5 l/100, o que mesmo assim diz bem do trabalho dos homens da marca francesa na diminuição dos consumos.
Frugal e suave no funcionamento, o novo C4 ostenta também o tradicional selo do conforto “made by Citroen”, elevado à quinta-essência por um rolamento agora mais firme e equilibrado. O motor tem mesmo “lá” os 112 cv e a caixa de velocidades possui um engreno correcto e rápido q.b.
Boa oferta de equipamento
A versão ensaiada pelo AutoanDRIVE estava nivelada na designação Seduction em termos de equipamento, o que quer dizer, em relação ao básico Attraction, entre outros itens de conforto, conveniência ou segurança, regulador e limitador de velocidade programável; volante em cabedal regulável em altura e profundidade, com inserção cromada; painel de bordo com informação numérica e analógica e ponteiro de velocidade; dois telecomandos “plips” com função de destrancamento do porta-bagagens; sensores de luz e de chuva, limpa pára-brisas automático, retrovisor interior electrocromático; vidros eléctricos na frente e atrás, com sistema sequencial e anti-entalamento; sons polifónicos personalizáveis; faróis de nevoeiro com função “cornering light”; retrovisores exteriores eléctricos; puxadores das portas na cor da carroçaria; vidros de segunda fila e traseiros escurecidos; frisos dos vidros cromados; ar condicionado automático bizonal, com regulação individual de débito e filtros de pólens e partículas e função REST; rádio RDS MP3 com seis altifalantes, conexão USB com “kit” mãos livres, Bluetooth e áudio-ecrã na consola central; jantes Atlanta de 16”. O que, em conjunto com os sistemas de segurança como “airbags” frontais, de tórax, laterais e de cortina, travões com ABS e ESP, ou controlo de tracção ASR, bem se pode dizer que resulta num altractivo ramalhete – tão atractivo como a boa imagem do novo C4 e um preço, neste nível, de pouco mais de 25 mil euros.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: Diant. transv., 4 cil. em linha, 1560 cc, turbo-Diesel, turbo-compressor c./”intercooler”, inj.dir. múltipla “common rail”, 16 válvulas
Potência (cv/rpm): 112/3600
Vel. Máx. (km/h): 190
Acel. 0-100 km/h (s): 11,3
Consumos (l/100 km): 4,6
Emissões CO2 (g/km): 119
Preço (euros): 25.642,79

