Valores mais altos
A Honda reforçou a sua gama Accord, através de uma versão com um motor turbo-Diesel de 180 cv e equipamento mais refinado. Desta forma, o Accord ficou ainda mais desportivo e eficaz. O AutoanDRIVE já ensaiou a Tourer e gostou.
A mais recente geração do Honda Accord já tinha sido uma notória evolução. De estilo: maior desportividade e elegância de linhas, as-sumindo uma identidade mais descomprometida com os habituais valores cinzentões de um modelo do segmento D. Desde logo, o Ac-cord ficou (ainda) mais consensual, mais interessante e mais apelativo. Viajar com conforto, equilíbrio e elegância tornou-se um símbolo do Accord.
Para mais, a Honda introduziu novos materiais e caprichou numa maior qualidade interior, aproximando o modelo dos seus congéneres ger-mânicos, em termos de apresentação, ergonomia, cuidado geral de construção e montagem. O Accord ficou, então, mais referencial para os gostos europeus, sendo também mais óbvia a sua apetência fami-liar, com espaço mais que suficiente em todos os vectores: à frente, para os passageiros de trás e, claro está, na bagageira – que, na Tourer, significou parâmetros acima da média. Enfim, o Accord tornou-se, mais que nunca, uma boa escolha para chefes de família exigentes mas, ao mesmo tempo, algo irreverentes.
Novo motor, alma nova
Agora, a Honda decidiu introduzir na gama Accord um novo motor. De-rivado do bloco 2.2 i-DTEC de 150 cv, este é 30 cv mais potente, ele-vando os valores finais em cerca de 10%. Assim, ter 180 cv sob o pé direito significa uma velocidade máxima de 220 km/h – mais oito que versão com o motor de 150 cv, que se mantém no mercado; significa também que o Accord Tourer demora menos um segundo a atingir os 100 km/h.
Mas, números à parte, este motor – que se posiciona como o topo da gama e está apenas associado ao nível superior de equipamento, o Executive – torna o Accord um automóvel mais interessante, com recu-perações mais óbvias, mas igualmente suaves, sem aquele “boost” de potência tão característico dos motores turbo-Diesel… e turbo-depen-dentes, que depois desse empuxe, ficaram com a alma gasta. Não; o Accord (no caso vertente, a versão Tourer) apresenta-se mais disponí-vel para apetites estradistas de forma mais constante e equilibrada, o que é de saudar para viagens longas, onde não cansa o braço direito, pois a caixa manual de seis velocidades ostenta relações suficiente-mente capazes para permitir ritmos abalançados e elevados. Isto, para já não falar no conforto de rolamento e na eficácia de transposi-ção de percursos mais empenhativos e sinuosos, onde as elevadas dimensões do Accord não são uma pecha evidente.
Enfim, para dourar um pouco a pílula de um Accord mais de… acordo com cânones mais exigentes em termos de produto final, a Honda potenciou igualmente o nível de equipamento. A versão chancelada Executive oferece agora também de série estofos em pele aquecidos com regulações eléctricas e memória no banco do condutor, enquanto o sistema de segurança ADAS – um “cruise control” que detecta, atra-vés de dois sensores, a distância do carro que segue à frente, ade-quando a velocidade ao seu afastamento ou aproximação – e o siste-ma de navegação integrado estão disponíveis como opcionais (2600 e 2300 euros, respectivamente).
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: Dianteiro, 2199 cc 4 cil. em linha, turbo-Diesel com inj.directa common-rail
Potência (cv/rpm): 180/4000
Vel. Máx. (km/h): 220
Acel. 0-100 km/h (s): 8,9
Consumos (l/100 km): 6,0
Emissões CO2 (g/km): 155
Preço (euros): 44.650,01
Texto: Hélio Rodrigues
Fotos: C.Santos
Links relacionados: http://autoandrive.com/2010/06/02/honda-accord-tourer-2-2-i-dtec-elegance/
