Honda Jazz 1.2 Elegance CITY TOP

É outra música!

Pequeno, mas espaçoso. Ágil, mas frugal. Elegante e, agora, com um equi-pamento mais à medida de quem é exigente e procura qualidade de oferta. O Honda Jazz 1.2 Elegance recebeu mais dois nomes no certificado de bap-tismo: CITY TOP. É outra música!

Dois anos depois de ter rejuvenescido o Jazz, a Honda decidiu recheá-lo com argumentos mais de acordo com as exigências do consumidor. Exigências essa que se enquadram numa base de equipamento bas-tante completo, onde se destaca o sistema de navegação integrado com módulo Bluetooth, ecrã de sete polegadas “touch-screen, memó-ria RAM de oito GB e pré-instalação de mapas europeus – num painel mais vasto, onde se encontram também, de série, o ar condicionado; computador de bordo e rádio com leitor de CD e MP3. Este florido ramalhete tem um nome: CITY – e o AutoanDRIVE teve oportunidade de aquilatar a sua validade, por dentro e por fora de uma unidade que, ainda por cima, era reforçada através de parâmetros apenas comuns às versões TOP: o já citado sistema de navegação e umas bonitas jantes em liga leve de 16”.

Irrequieto, o menino!
O Honda Jazz sempre se destacou pela sua facilidade de condução. Simples, intuitivo, ostenta um carácter de irreverência que trespassa as suas linhas jovens e com um alegre vinco desportivo. Calhou-nos em sorte fazermos uns quilómetros com o Jazz equipado com o motor 1.2 de 90 cv. E, no final, garantimos que foram uns bons quilómetros: o Jazz é agradável, mexe-se bem, até está ali para as curvas, com o seu chassis bem equilibrado e uma caixa de velocidades precisa, à boa imagem das caixas nipónicas promovidas pela Honda. Uma direcção leve mas intuitiva soube delinear as trajectórias mais competentes, mesmo em percursos mais exigentes, onde o Jazz resolveu saltitar de curva para curva, com o ágil menino de oito anos que é.
Lá dentro, espaço bastante à-vontade para quatro adultos, em espe-cial na frente, onde o pára-brisas fica a “milhas” de distância, o que nos faz estacionar a meio metro da árvore, quando pensamos estar mesmo encostadinhos. Inexperiências de condutor de fim-de-semana… (Lol)
Comedido nos gastos – os consumos não chegaram aos seis litros, o que não foi nada mau – o Jazz pauta-se por uma… (h)onda positiva, segura (tem seis “airbags” de série, neste nível CITY), moderna, tec-nológica, quase “freak”: é simpático, agradável à vista, parece maior do que aquilo que é (apesar de ter uma bagageira com um volume que pode chegar aos… 892 litros!) e fica no coração. Se vivesse numa cida-de, ou tivesse que utilizar todos os dias as acanhadas ruas do Bairro Alto ou atravessar Lisboa de lés a lés, esta era uma opção que consi-deraria a sério. Bom, mas isso sou eu…

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: Diant. transv., 4 cil. em linha, 1198cc, inj.electrónica multi-ponto PGM-FI a gasolina
Potência (cv/rpm): 90/8000
Vel. Máx. (km/h): 177
Acel. 0-100 km/h (s): 12,6
Consumos (l/100 km): 5,3
Emissões CO2 (g/km): 125
Preço (euros): 13.970 (12.770 euros, versão CITY)

Texto: Hélio Rodrigues
Fotos: C. Santos

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