Kazim Vasiliuaskas domina última prova de 2010

Pano desce sobre a F2 em Valência

O lituano Kazim Vasiliauskas encerrou da melhor forma a temporada de F2 ao conquistar uma concludente vitória na derradeira prova, que teve lugar em Valéncia. Foi uma espécia de “vingança” pelo espectacular acidente da corrida da v+espera, em que capotou três vezes e destruiu o carro.

A última corrida da segunda época da F2 moderna tinha como aliciante a decisão quanto ao nome do terceiro classificado, que receberia de prémio a almejada Super Licença, o “papelinho” de acesso à F1 e lhe permitirá participar em testes e, quiçá, ascender ao escalão máximo do automobilismo de competição. Em liça, estavam Will Bratt e Sergei Afanasiev – mas, logo na primeira volta, as coisas ficaram “negras” para Bratt, vítima de um toque com outro piloto, que o atrasou de forma irremediável.
Então, assistiu-se a uma cerrada luta por um lugar no pódio, entre dois russos – Afanasiev e Ivan Samarin e um britânico, por caso o já campeão, Dean Stoneman. O duelo chegou a vias de facto por várias vezes, Samarin esteve mesmo quase virado no sentido errado da corrida, mas de súbito Afanasiev baixou os braços e deixou o seu compatriota subir ao pódio: é que se pôs a fazer contas de cabeça, percebendo que era melhor um pássaro na mão que dois a voar. Ou seja: se terminasse naquele lugar, tinha automaticamente garantido o terceiro lugar na F2, atrás de Dean Stoneman e Jolyon Palmer e, portanto, tinha também garantido o papel mágico… E, nessa altura, Stioenman estava já dono e senhor do último lugar do pódio, pelo que, a final, a roleta russa era pelo quarto lugar.

O prémio da Super-licença
A sua preocupação de Afanasiev tinha, até, razão de ser – lá na frente, imperturbável desde o arranque, estava Kazim Vasiliauskas, controlando de forma tranquila a corrida de Jack Clarke, que acabou em longínquo segundo lugar. É que, com este triunfo, tinha possibi-lidades de arrancar das mãos de Afanasiev e o prémio garantido des-de o azar de Bratt… mas a frieza do russo e dos números disseram-lhe que, por meros quatro pontos, isso era missão impossível.
Outra luta que durou algumas voltas e chegou a assustar os dois russos, travou-se logo atrás, entre Mihai Marinescu e Armaan Ebrahim, com a vantagem a ir para os lados do romeno e as lágrimas amargas a rolarem pela cara do indiano, que teve a oportunidade de subir duas vezes no mesmo fim-de-semana ao pódio, mas a deixou escapar com um mau arranque.

H.R.

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