Já não é o que era
Tem quarto portas. Tem mais de quarto metros. Tem quatro rodas mo-trizes. Não parece, mas é: um MINI. O seu apelido é Countryman, chega em Setembro e os seus preços começam nos 22.900 euros.
A tradição já não é o que era! Nestes últimos anos, já vimos de tudo: modas novas, novas tecnologias, novas designações. SUV, “crosso-ver”… Porsche com motores turbo-Diesel, com quatro portas, com as-pecto de SUV e de jipe. Motores Subaru boxer Diesel, onde antes era o reino dos boxer a gasolina. Um dia, não nos podemos surpreender se virmos passar à nossa frente um Ferrari turbo-Diesel! A mais recente dessas inovações dá pelo nome de MINI Countryman e, embora as suas dimensões e peculiaridades não tenham nada a ver com o concei-to assinado por Sir Alec Issigonis, há mais de 50 anos, tem mesmo ar de MINI. Mais: é um MINI.
Estar na moda
O MINI Countryman é assumido pela marca como um “crossover”. Ou seja, um automóvel aventureiro, de características mecânicas versáteis e dimensões mais elevadas que o normal. Na verdade, para um MINI, essas dimensões não são apenas maias elevadas – são maiores.
Pode até parecer estranho, um MINI de quatro portas e quatro rodas motrizes. Mas percebe-se: não acompanhar a velocidade evolutiva do mercado, ou melhor, deste tempo “aholic” em que a vida se mede através de um “clik” (longe vão os tempos do pestanejar…), é deixar de estar na moda. Seja lá o que isso for – e a MINI não podia deixar-se adormecer à sombra dos louros: dos passados e dos mais recen-tes. Por isso, fez nascer o Countryman, na mesma altura que ofereceu à gama MINI uma cara mais lavadinha, a que o AutoanDRIVE aliás já fez referência.
O Countryman percorre toda a palete de possibilidades e versões da gama MINI – com excepção do Cabrio, como, aliás, não podia deixar de ser. Assim, tanto o One como o Cooper irão ser também Countryman, tanto com motores a gasolina, como com turbo-Diesel. As formas são em tudo semelhantes ao MINI menor: o ar de família não foi beliscado, apenas parece que, tal a juventude nestes tempos modernos, o Coun-tryman é amante da “fast-food” e, por isso, está mais gordo uns qui-linhos. Lá dentro, cabem à vontadinha quatro adultos – mas a MINI propõe, sem custos adicionais, um quinto lugar, graças à versatilidade dos bancos traseiros. Pois…
E, já que estamos numa de modernices, tal como a Coca-Cola, o MINI Countryman primeiro, estranha-se. Depois, entranha-se. Afinal, não deixa de ser um MINI, com o seu ar retro-futurista, as suas valências e as características que, ao longo da última década, tornaram o pequeno num grande “best-seller”.
Cinco motores, duas versões 4×4
O MINI Countryman é, basicamente, um 4×2, com a tracção a ser feita às rodas dianteiras. Porém, nas versões Cooper S All4 e Cooper D All4, essa tracção pode ser transferida também para as rodas traseiras. Na origem, em condições de rolamento ideais, o sistema All4 é 100% de tracção às rodas da frente. Porém, mal se sai dos limites do asfalto, a tracção começa a ser distribuída, primeiro equitativamente (50/50 por cada eixo) chegando, em casos extremos, aos 90% nas rodas trasei-ras. A tracção permanente é, portanto, uma opção, apenas nas ver-sões mais musculadas, designadas Cooper.
O MINI Countryman será proposto com cinco opções de motor. Três terão por base o bloco de 4 cilindros a gasolina e 1.600cc: One (98 cv); Cooper (112 cv) e Cooper S (184 cv). As duas restantes serão equipa-das com o novo motor turbo-Diesel de 1,6 litros da BMW, nas declina-ções de 90 cv (One D) e 112 cv (Cooper D). Todas as versões estão equipadas com o sistema Start/Stop e os motores encontram-se asso-ciados a caixas manuais de seis velocidades.
O MINI Countryman chega a Portugal já em Setembro, com os preços a iniciarem-se nos 22.900 euros (One Countryman, versão 4×2), sendo o mais caro o Cooper D All4, com a tracção permanente 4×4 (30.750 euros).













