Peugeot 308 CC 1.6 HDI 112 FAP Sport

Amores de Verão

Amores no Verão são um fogo intenso, que começa tantas vezes com um rápido olhar. A escultura das formas impõe-se quase sempre, simples aventura dos sentidos; depois, descobre-se o carácter. E, então, percebe-se que esse amor de Verão pode ser para toda a vida. O Peugeot 308 CC também: uma paixão perene.

O Peugeot 308 CC é sedutor, por natureza. Capitaliza a experiência da Peugeot adquirida com o 307 CC para permitir uma mescla de sensa-ções quase únicas, onde a imagem imediata gerando prazer é apenas uma delas. O Peugeot 308 CC faltava na gama, como fazia falta no mundo de cadinhos e subtilezas que geram a paixão de ter um auto-móvel hedonista e sensual.

Uma escultura viva
A Peugeot garante que um dos sentimentos que o 308 CC gera é a cobiça. Percebemos porquê: o 308 é uma escultura viva, cheio de per-sonalidade e com “um estilo muito próprio”. Estas últimas palavras não são nossas – têm a chancela da marca de Sochaux. O 308 é um auto-móvel distintivo, com um perfil elegante, tanto na forma de “coupé”, como na de “cabriolet”.
Na frente, a enorme grelha rouba os olhares, que deslizam desde o “capot” fluido e sereno, limitado pelos grupos ópticos esguios e pelo pára-choques envolvente, de linhas quase femininas.
A cintura sobe até uma traseira poderosa e marcada, rematada pelos farolins vermelhos de LED, que formam aquilo que a Peugeot designa como “cortina de luz vermelha”, assinatura inquestionável e única.
A personalidade forte do 308 CC estabelece-se ainda, com firmeza, no perfil baixo e largo, bem assente nas rodas montadas em bonitas jantes de cinco raios, de 17”. O efeito é imediato: estamos perante um “coupé cabriolet” equilibrado ao mais ínfimo pormenor, numa imagem final apaixonante e que gera apetites egoístas.

Um carácter dinâmico
O AutoanDRIVE rodou algumas centenas de quilómetros com o Peu-geot 308 equipado com o novo motor turbo-Diesel 1.6 HDI, com turbo de geometria variável, culassa de oito válvulas e 112 cavalos de po-tência. E descobriu nele um carácter dinâmico insuspeito.
Esta não foi nenhuma das opções escolhidas pela marca francesa por ocasião do lançamento, onde apresentou apenas duas motorizações topo de gama: o motor a gasolina 1.6 THP de 156 cv e o motor 2.0 HDI de 143 cv. Porém, agora a Peugeot decidiu introduzir, em estreia na gama 308, o novo motor 1.6 HDI de 112 cv, revelando-se uma surpre-sa bem agradável. Não só porque afastou a “turbo-dependência” por vezes exagerada dos motores multi-válvulas, como uma criteriosa gestão electrónica permitiu baixar os consumos para valores de facto pouco superiores aos 5,3 litros anunciados pela marca.
Com este motor, o 308 CC fica mais dócil, ainda mais equilibrado e não perde nem um pouquinho da sua “verve” apaixonante, continuando a ser um bom objecto de desejo.
As vias largas e o perfil baixo contribuem para uma boa maneabilidade, mesmo em percursos mais sinuosos. Bem longe vão os tempos dos “velhos” descapotáveis a torcerem-se que nem enguias de curva para curva, deixando a boca seca aos ocupantes, que sentiam bem na pele a escassa rigidez dos chassis e das carroçarias de antanho.
Hoje, os tempos são bem outros. E para provar isso mesmo, a Peu-geot não deixou para ninguém os trabalhos de casa exigidos no ca-derno de encargos: fê-los bem feitos e quase sem mácula. A sensação de solidez que se vive a bordo do 308 CC é garantida pelos reforços de estrutura engenhosamente dispostos e pela acção dos “dampers” e dos tirantes da suspensão. Por isso, não existem vibrações de direcção que perturbem o condutor, nem a visão traseira fica desfocada, além de o conforto de rolamento estar sempre presente e em força.
E, para os que ainda têm receio de viajar num “cabriolet”, acrescente-se que o 308 CC possui um sistema que torna inviolável o habitáculo, em caso de capotamento. Mal este risco é detectado, bastam alguns milésimos de segundo para surgir uma célula para protecção dos pas-sageiros, gerada pela abertura pirotécnica dos arcos extraíveis exis-tentes na parte traseira do habitáculo, sendo ainda de referir que os pilares do pára-brisas foram concebidos e reforçados para aumentar a protecção dos passageiros.
 
Bom ambiente
E por falar em conforto, há que acentuar que o Peugeot 308 CC possui quatro verdadeiros lugares. A mesma personalidade que se respira no exterior foi passada, com sucesso, para o interior, sendo ainda por cima vincada com excelência pelo facto deste 308 ser um… CC. Os bancos dianteiros são bem desenhados e possuem um amplo apoio lateral, tipo “bacquet”; atrás, o individualismo do “design” resulta em duas poltronas confortáveis, onde o corpo assenta sem esforço e sem contorcionismos desnecessários. Os bancos dianteiros do Peugeot 308 CC são rematados por apoios de cabeça integrados, com abertura pa-ra a passagem do ar difundido pelo aquecedor de pescoço “Airwave”.
Afinal, no habitáculo do 308 CC também nada foi deixado ao acaso. Talvez que, num ambiente refinado como este, em que a desportivi-dade do modelo se acentua na inserção de acabamentos em alumínio nos punhos laterais de fecho das portas e nos aros circulares do pai-nel de instrumentos e nos difusores de ar do “tablier”, na pedaleira em alumínio perfurado, no uso de couro integral nos bancos e nos mate-riais escolhidos para os acabamentos interiores (suaves ao tacto e de montagem rigorosa), o elemento que destoa seja o volante. Apesar de desportivo e criteriosamente estudado e embelezado com um anel em alumínio num dos braços, a nós pareceu-nos algo volumoso, desequi-librando um pouco o conjunto.
A versão ensaiada por nós estava calibrada no nível máximo de equi-pamento, o Sport. O que significa, além da maximização do conforto e da segurança activa e passiva, pormenores de luxo, como o referido couro nos bancos, a estreia do sistema de navegação WIP Com 3D, composto por um disco rígido de 40 Gb e função Jukebox, rádio com leitor de CD e MP3, telefone integrado com função Bluetooth, tomada para USB. As informações deste sistema topo de gama podem ser visionadas num ecrã retráctil colorido, de alta resolução, de 7” e com visualização 3D.
Toda esta exclusividade paga-se por pouco menos de 35 mil euros, o que não deixa de ser um valor… “simpático”, tendo em conta a relação qualidade/equipamento ostentada pelo 308 CC.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: diant. transv., quatro cilindros em linha, 8 válvulas, 1560 cc, turbo-Diesel de geometria variável, inj.directa c./“common rail”, “intercooler” e filtro de partículas
Potência (cv/rpm): 112/3600
Vel. Máx. (km/h): 192
Acel. 0-100 km/h (s): 12,2
Consumos (l/100 km): 5,3
Emissões CO2 (g/km): 138
Preço (euros): 34.460

Texto: Hélio Rodrigues
Fotos: C. Santos e Hélio Rodrigues

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