Vila de Alpedrinha

Pendurada na Gardunha

A vila de Alpedrinha é uma surpresa. Escorregando pelas encostas selva-gens e verdes da Gardunha, é cortada a meio pela EN18. De um lado, fica o casario apertado e quase mouro do centro histórico; do outro, a perder de vista, os campos de cultivo, os cerejais e lugares frescos de águas escondidas

Terra de mil águas, mil fontes, mil cheiros, mil sabores – eis a vila de Alpedrinha. O casario amontoa-se, sobe desde o sopé da Gardunha, mistura-se depois com o arvoredo, matas de castanheiros e de figuei-ras quase selvagens. As ruas são quase vielas, escondem mistérios tortuosos e vasos de sardinheiras e flores de mil cores. Ouve-se a água a descer em caleiras, a jorrar de bicas toscas. Sente-se a fres-cura de todo o lugar, mesmo na paisagem que se espraia vista aden-tro, desde o alto da escalvada Rua do Calvário e do seu fontanário em ruínas silenciosas – silêncio quebrado pelo fino ruído de água branca e tremeluzente à luz do sol, que cai do alto, de uma calha velha de plás-tico, num velho tanque de musgo e pedras quebradas.
Mas, para isso, é preciso dominar o primeiro olhar desiludido, quando se entra em Alpedrinha e ela surge como mais uma vila, talvez bonita apenas pela paisagem sempre verde e pelas latadas que caem sobre o asfalto negro e novo. É preciso começar a subir as ladeiras, rumo aos velhos palácios escondidos por detrás de esquinas ainda mais velhas – onde o redondo de uma parabólica se esbate, branco contra as telhas seculares e o matagal da encosta da Gardunha, ali mesmo ao lado, quase quase a ser tocado com a mão que cresce do olhar.
Foi o que fizemos: atravessámos a EN18 e começamos a subir as vielas. Não nos arrependemos.

Museu natural
Alpedrinha é um museu natural. Um museu vivo e palpitante, em cada rua estreita e quase mourisca; em cada chafariz de pedra dura comida pelo cair teimoso e mole da água límpida e gelada; em cada igreja, cada casa apalaçada, cada varanda de madeira ou pedra, com as suas flores vivas e garridas em vasos escuros e misteriosos; em cada casa rústica, de roupa branca a secar na sombra de um sol que foge dos beirais talhados em madeira quase carmim. Enfim, em cada passo que se dá, rumo ao desconhecido – que está no cimo de todas as escada-rias íngrimes que vamos trepando; no cimo de cada calçada, de pedras redondas, esmagadas desde os tempos romanos; de todas as flores, todas as latadas, as ramadas e os cheiros que nos penetram nas narinas frementes – a intensidade doce e súbita das tílias; a macieza subtil das hortênsias, abertas sobre as pedras como anémonas no mar; o acre rude e brutal da figueira verde e baixa, prenhe do leite grosso dos figos ainda verdes. Todos eles nos levaram pelos caminhos desconhecidos de Alpedrinha, encosta acima, até darmos de chofre com a beleza intensa e quase louca do Picadeiro, com o seu palácio de um pequeno e estranho conto das Mil e Uma Noites, e a Capela de São Sebastião, lúgubre e desenhada ao lado da Calçada Romana, que pisámos sem saber que o era.
Antes de lavarmos a boca e as mãos suadas de surpresa, nas águas cristalinas das três bicas do Chafariz de D. João V, lavamos outra vez a alma na paisagem, intensa também, debruçada dos telhados verme-lhos e escuros da vila. O olhar nunca se perde na distância – esta é que se transforma, cria novas rotas, novos cantinhos, parados sob as sombras que não se olham, mas sabemos estarem ali.
Para todo o sempre: como estarão ali, também para todo o sempre, as mil bicas de água pura e fria de Alpedrinha. Os cheiros. Os sabores distantes e intensos. As cerejas que avermelham a verde pujança das suas árvores, aqui e ali, muitas vezes. Depois, o mistério sensual das suas casas apalaçadas, cheias de vidas passadas e mil histórias talvez por contar. Até um dia, Alpedrinha, porta de entrada na Cova da Beira!

A RETER
Alpedrinha terá sido inicialmente habitada por povos ibéricos, agricul-tores na sua maior parte. Estes povos refugiavam-se, em caso de guerra ou tumultos, no castelo situado mais a norte e que ainda se chama Castelo Novo. Em tempo de paz, domiciliavam-se na zona hoje ocupada pela vila de Alpedrinha. Mais tarde, os senhores donos dos terrenos de cultivo estabeleceram-se no local, fundando muitas casas senhoriais, algumas delas ainda hoje existentes. Com eles, estabele-ceram-se também os mesteres necessários à vida quotidiana, como os ferreiros, os cesteiros, os sapateiros e os alfaiates, nascendo assim a povoação.
Historicamente, Alpedrinha separou-se administrativamente de Castelo Novo em 1675 e foi elevada a vila pelo futuro rei D. Pedro II. Mais tar-de, em 1836, o concelho de Castelo Novo foi extinto e o de Alpedrinha alargou-se, englobando a partir de então a povoação vizinha. Hoje, Alpedrinha pertence ao concelho do Fundão, depois do seu ter sido extinto em 1855.
Alpedrinha foi a povoação que mais sofreu durante as invasões fran-cesas, tendo sido atacada diversas vezes e objecto de um massacre que, em 5 de Julho de 1808, ceifou a vida a mais de 30 aldeões, mui-tos deles vitimados após torturas horríveis. A razão deste massacre teve directamente a ver com a insurreição da região beirã contra as invasões napoleónicas. Nesse ano, as tropas do general Loison foram apanhadas de surpresa pela revolta popular, quando regressavam de Almeida a caminho de Lisboa. Em represália, invadiram a vila, incen-diando tudo à sua passagem e matando os habitantes que surgiram pelo caminho.

Monumentos
Solar de Pancas (Casa das Senhoras Mendes)
Casa muito espaçosa, foi construída pelo farmacêutico António Mendes de Matos, em 1859, exactamente no mesmo sítio onde existia outrora o Solar de Pancas. Possui um jardim anexo, com árvores e uma fonte. No pátrio fechado com grades que lhe dá acesso, fica também a entra-da para a Capela de Santa Catarina. Hoje pertence à Santa Casa da Misericórdia, funcionado aí uma creche e um jardim de infância.

Casa da Câmara (Antigos Paços do Concelho)
Toda em cantaria, tem dois andares e rés-do-chão, tendo sido cons-truída em 1680. A fachada tem varandas salientes e, no segundo andar, uma ventana que, em tempos, albergou uma sineta, que acabou por desaparecer. Ao lado, encontra-se o escudo das armas portuguesas, com a data 1860 escrita. Depois da extinção do conce-lho, a Casa da Câmara teve diversos usos, desde galinheiro a adega e açougue, tendo sido também cadeia, sala de espectáculos e escola primária, entre outros. Hoje, é sede da Junta de Freguesia, da Liga dos Amigos de Alpedrinha (LAA) e do Museu da Liga.

Pelourinho
Erguido no séc. XVII, foi bastante danificado pelo tremor de terra de 23 de Abril de 1909, ficando muito inclinado. Restaurado em 1934, mudou então de local, passando do lado sul para o centro do largo, onde ainda hoje se encontra.

Igreja Matriz
A data da sua construção é desconhecida, mas acredita-se que seja do séc. XII. O seu porte é de catedral, tendo sofrido diversas altera-ções à sua fachada e estrutura, durante as muitas reparações a que foi sujeita, a primeira delas no reinado de D. Sebastião. Possui sete altares e um órgão de tubos do séx. XVIII, com 3,5 metros de altura e que reentrou ao serviço em 1985. No seu interior, encontra-se o Mu-seu de Arte Sacra. Estava fechada aquando da nossa visita.

Palácio do Picadeiro
Antiga casa de residência dos jesuítas, situada no alto da vila, é com-posta por duas partes: a oriental, mais antiga e a ocidental, construída nos finais do séc. XVIII, princípios do séc. XIX, pelo dr. Francisco Lopes Sarafana Correia da Silva, que também mandou ampliar e reconstruir a casa original. O brasão dos Correia da Silva pode ver-se na fachada principal, que dá para um pátio quadrado, chamado picadeiro e em cu-jos quatro cantos existe um obelisco de quatro metros de altura. A en-trada fazia-se por um portão monumental, todo trabalhado, que entre-tanto desapareceu. O lado sul do picadeiro é fechado por um muro muito alto, com bancos de pedra e de onde se desfruta um panorama belíssimo, iniciado pelo Chafariz de D.João V. O palácio tem dois anda-res e lojas; o acesso ao andar superior faz-se por duas escadarias existentes no interior de uma das paredes e que é iluminada por uma pequena janela. Adquirido pela Câmara Municipal do Fundão, o edifício foi totalmente reconstruído e hoje está aberto ao público, funcionando ali um balcão de turismo regional.

Capela de São Sebastião
Situa-se no alto da vila, junto ao Picadeiro e à Calçada Romana. A sua data de construção é desconhecida, mas já existia no séc. XVIII. Muito espaçosa, possui um terreno anexo, onde foi feito um alpendre supor-tado por colunas de granito. Originalmente, possuía um retábulo de obra tosca com pinturas do Martírio de São Sebastião, que desapare-ceram durante uma das reconstruções. No seu interior, tem três vitri-nas com imagens devotas.

Chafariz de D. João V
É o mais monumental e bonito chafariz de Alpedrinha. Situa-se junto ao muro sul do Picadeiro. Também conhecido por Chafariz Real ou das Seis Bicas, foi construído por volta de 1714 e é todo feito em granito, sendo constituído por um baluarte com três faces, de cada uma delas jorrando uma bica, com a água a cair num tanque comum. Uma coroa cobrindo as armas reais pode ser vista por cima do baluarte. O acesso às bicas é feito por escadas de pedras, que dão para um largo, com bancos de pedra. No fundo destas escadarias existe um outro tanque, que recebe a água do anterior por outras três bicas, embutidas na parede. Este tanque era chamado de “Tanque das Bestas”, pois era aí que o gado ia beber. O excedente da sua água escorre para um outro, situado mais abaixo, na estrada e que servia em tempos de lavadouro para a roupa.
Além deste, existem outros 13 chafarizes em Alpedrinha, em melhor ou pior estado de conservação.

Capela do Menino Deus
Situa-se na rua do Chafariz, de acesso ao Chafariz de D. João V e ao Picadeiro. Terá sido construída em 1681. Muito pequena, foi vandali-zada nos anos 30 e vendida trinta anos mais tarde a um particular, que quis aí construir casa. Desde então, encontra-se ao abandono.

Capela do Anjo da Guarda
Esta capela está erguida no cimo de um outeiro coberto de castanhei-ros, fora da vila, na estrada a caminho do Fundão. A original foi cons-truída do lado oposto da estrada onde está a actual capela, junto ao local onde existia a Fonte do Anjo da Guarda, antes de 1634. A capela actual está no local desde 1926 e o chafariz que lá existe foi feito du-rante a construção da EN18.

Igreja da Misericórdia
Situa-se no centro da vila, junto ao antigo hospital da Misericórdia, hoje um lar para a terceira idade. Foi construída nos finais do séc. XVI e reconstruída em 1788. Sobre o portado, existe um nicho que tem uma imagem em granito de Nossa Senhora do Socorro, padroeira do hospital. O seu largo original foi reduzido, para atravessamento da EN18, sendo agora o acesso à igreja feito por uma escadaria em pe-dra. O edifício da igreja é rectangular e tem três altares.

Calçada Romana
Ainda em estado de conservação razoável, passa junto ao Picadeiro e à Capela de S. Sebastião. Terá sido uma das vias secundárias cons-truídas pelos romanos e foi durante muito tempo a única ligação pe-destre ao Fundão, que dista, por este caminho, seis quilómetros.

Termas da Touca
Alpedrinha foi sempre muito conhecida pela qualidade das suas águas, muito cristalinas, puras e frias. Mas, para lá das diversas fontes e cha-farizes que existem ainda hoje por toda a vila e arredores, as águas mais famosas provêm das Termas da Touca. Situam-se a cerca de 4 quilómetros da povoação e foram concluídas em 1874. As suas águas eram aconselhadas contra o artritismo, reumatismo e dermatologia, sendo ainda apropriadas como tratamento de problemas do aparelho digestivo. Porém, pouco a pouco a estância foi sendo desactivada, processo concluído em 1943. O edifício principal encontra-se ainda hoje em ruínas. Porém, nos anos 90 foi reconstruída uma velha casa, junto da nascente, passando aí a funcionar de novo as termas, onde as pessoas podiam usufruir de 15 minutos cada, com banhos de imersão ou vaporização contra a sinusite, a uma média de 50 a 60 vistas diárias. Hoje, tal já não acontece a as Termas da Touca são apenas ruínas rodeadas de terra sem cultivo, apesar de existirem intenções por parte da edilidade do Fundão, de recuperar a zona e reactivar a estância.

LOCALIZAÇÃO
A vila de Alpedrinha situa-se na encosta sul da serra da Gardunha, a cerca de 556 metros de altitude. Fica a 4 km da aldeia histórica de Castelo Novo, a 12 km do Fundão (sede do concelho) pela EN18 e a 6 km pela A23 (túnel da Gardunha) ou pela Estrada Romana; e a 30 km de Castelo Branco. Coordenadas: 40º 6’ N; 7º 28’ W. Superfície (freguesia): 18,22 km2; Habitantes: Freguesia – 1.184; Povoação – 702 (2001)

COMO CHEGAR
Desde o Sul ou Norte, pela A23, utilizar a saída que diz Castelo Novo/ Alpedrinha. Depois, seguir as indicações Alpedrinha/Fundão, primeiro à direita, depois à esquerda, entrando-se na EN18. A vila fica a cerca de três quilómetros.

ONDE FICAR
Casa da Comenda

Construída antes da Igreja Matriz, pertenceu à Ordem de Cristo. Feita de paredes de cantaria, possui um quintal muralhado, com bonitos jardins e árvores frondosas e palmeiras, de onde se avista uma paisagem espectacular sobre Alpedrinha e arredores. Transformada em casa de Turismo de Habitação desde 1990, é famosa pelo seu sossego. Possui piscina.
Tel.: 275 567 161

Casa do Barreiro
Das várias casas apalaçadas existentes na vila, é a mais recente. Apesar de ter características arquitectónicas do séc. XIX, foi construída no século passado, para habitação do dr. João Cabral de Castro. Pioneira do Turismo de Habitação na região (desde a década de 80), antes disso funcionou como residencial.
Tel.: 275 567 120

Pensão Clara
Rua Cidade do Fundão. Tel.: 275 567 391/966 371 518.
Tem 12 quartos equipados com aquecimento central, WC privativo, TV e wireless gratuito. Parque de estacionamento reservado para os clientes. Possui anexo o Restaurante Clara.
Além destes alojamentos em Alpedrinha, pode optar por ficar no Hotel Samasa Fundão (tel.: 275 779 930; Fax: 275 751 809; www.hotelsamasafundao.com; email: hotel@hotelsamasafundao.com) ou no Hotel Príncipe da Beira (tel.: 275 779 920; Fax: 275 779 929; www.hotel-principe-da-beira.com; email: geral@hotelprincipedabeira.pt), ambos no Fundão, que dista uma dezena de quilómetros, pela EN18.

ONDE COMER
Restaurante “A Casa do Américo”
Situado no centro de Alpedrinha, junto à EN18. Fundada há mais de 50 pelo chefe Américo, que é também o cozinheiro.
Tel.: 275 561 344. Folga à segunda-feira.
Especialidade: Bife da Vazia com Ervas da Província; Lombinho de Novilho à Chefe Américo; Cuscus Royal (aos domingos, tendo que ser reservado de véspera)
Preço médio por pessoa/refeição:

Restaurante “Papo d’Anjo”
Rua Deão Boavida, 23 – Quinta do Anjo da Guarda
Tel.: 275 567 126. Folga às segundas-feiras (jantares).
Especialidades: Migas de Grão de Alpedrinha; Couvada de Bacalhau; Bacalhau com Broa Areada; Perna de Porco com Arroz de Enchidos.
Preço médio por pessoa/refeição: 13 euros.

Restaurante “O Cerejal”
Estrada Municipal 18
Tel.: 275 567 140. Encerra às terças-feiras.
Especialidades: Bacalhau na Caçarola; Ensopado de Borrego; Cabrito Assado
Preço médio por pessoa/refeição: 7 euros.

AS FESTAS
Festa em Honra do Anjo da Guarda
– actualmente realiza-se no terceiro domingo de Agosto. Consta de uma grande procissão e é a maior festa da vila de Alpedrinha. Vem de uma tradição filipina, segun-do a qual as câmaras eram obrigadas a realizar anualmente e no terceiro domingo de Julho, uma festa em honra do Anjo da Guarda, “que tem o cuidado de nos guardar e defender”.
Feira do Cebolo – realizava-se todos os anos a 3 de Maio. Hoje já não tem a dimensão de outrora e é chamada de “Feira de Maio”, pois tem lugar sempre no primeiro domingo daquele mês. Já não tem artesa-nato nem ferreiros e é animada por grupos musicais.

A GASTRONOMIA
Perdiz de Escabeche; Cabrito Estonado; Bacalhau à Assis; Couves do Lagar; Bolo de Canela; Biscoitos de Azeite; Esquecidos

O ARTESANATO
Louça Preta; Cestaria; Ferro Forjado; Curtumes de Peles; Pelaria; Embutidos

Texto: Hélio Rodrigues
Fotos: C. Santos e Hélio Rodrigues

6 respostas a Vila de Alpedrinha

  1. sonia diz:

    Alpedrinha é uma vila muito bonita. Nunca vi uma vila tão bonita. Eu agora quero é ir morar para lá. Os meus filhos gostam muito de Alpedrinha!!!!!
    Se eu fosse a vocês, eu ia morar para lá! A sério…

  2. Vera Cardoso diz:

    Conhecendo eu Alpedrinha como as palmas das minhas mãos, uma vez que passo lá férias desde que nasci, queria apenas fazer um reparo. A foto que apresentam como sendo da Casa do Barreiro, na rúbrica “onde ficar”, é na realidade de uma casa particular. A Casa do Barreiro é também muito bonita, pode-se efectivamente lá ficar, mas é outra.

  3. Ana Margarida diz:

    É de facto uma vila muito bonita, mas tem pouca oferta em termos de alojamento.
    Relativamente à Pensão Santa Clara, deveria ter imagens, para que possamos ter uma ideia mais real.

  4. Helena Verissimo diz:

    Alpedrinha tem o mistério das vilas encavalitadas sobre o verde da serra, talvez porque foi lá que meu pai nasceu, percorro sempre as ruelas que descem e sobem convidando à descoberta… quantos maravilhosos recantos ela esconde, só amávelmente revelados durante a festa dos Chocalhos.

  5. Carlos Fatela diz:

    Adoro a minha terra natal, Sintra da Beira,junto á gardunha econstada eu te saudo Alpedrinha abençoada e mais não digo…..
    abraços a todos.

  6. Jose Caetano Prata Branco diz:

    Gostei muito de relembrar Alpedrinha e como é bonita um abraço para todos.

Deixar uma resposta

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.