A arte de bem viajar
A Honda decidiu actualizar a sua oferta na gama Accord. O resultado é um automóvel em que tudo, mas mesmo tudo, foi concebido a pensar na arte de viajar. De facto, as suas linhas elegantes escondem outros atributos, que fazem desejá-la ter como companheira de viagens. Se possível, longas viagens.
Em primeiro lugar, a carroçaria. O novo Accord surge mais baixo e mais largo que o anterior, com um perfil bastante dinâmico e desportivo, pa-ra lá de elegante. Mas o que poucos saberão, ao olharem para o novo Accord, é que esta perspectiva significa uma melhor estabilidade e me-lhor qualidade aerodinâmica. Porque todos os pormenores foram pen-sados a favor de um melhor comportamento: os ruídos aerodinâmicos foram significativamente diminuídos e o equilíbrio de rolamento ficou bastante melhor, evitando-se o mergulhar e o levantar da carroçaria.
Claro que estes resultados também se aplicam à carrinha, designada Tourer. Olhando para ela, vê-se um automóvel com um perfil baixo, de linhas fluidas e atractivas.
Deslizar como veludo
O www.autoandrive.com ensaiou a versão equipada com o motor turbo-Diesel 2.2 i-DTEC. No interior, deparámo-nos com um bom apro-veitamento do espaço, para os cinco passageiros, bem como uma criteriosa qualidade de montagem dos materiais, sem folgas e com acabamentos de acordo com as exigências do segmento. A posição de condução é boa, bem como a ergonomia que se respira a bordo e a capacidade de apoio dos bancos. Sem reparos a leitura da instru-mentação e a visibilidade, para todos os lados e para trás.
Ligado o motor, percebe-se a boa insonorização do habitáculo, que depois, em estrada, se verifica ter sido um dos principais pontos do caderno de encargos do novo Accord Tourer. Aliás, a Honda, na apresentação que fez do novo Accord, pergunta: “Porquê conduzir, quando pode deslizar?”
As explicações têm a ver com o reposicionamento do depósito de combustível e do próprio motor, mais perto do centro de gravidade, bem como das novas ligações ao solo, em que se destacam a sus-pensão dianteira de duplos braços e a traseira multilink. A maior rigidez da carroçaria contribui também para optimizar o conforto durante as viagens, que resultam agradáveis em qualquer situação.
O bloco i-DTEC reflecte a preocupação ambiental da marca nipónica, mas também o resultado das mais recentes tecnologias de propulsão Diesel. Construído totalmente em alumínio, é muito silencioso e possui um novo sistema de injecção que se adapta a qualquer tipo de exi-gência do condutor. Com 150 cv, o que surpreende é o binário de 350 Nm, fornecendo a alma necessária em todos os tipos de estrada – desde as auto-estradas às estradas mais sinuosas e empenhativas. Além disso, é bem ajudado pela caixa manual de seis velocidades, bem escalonadas e de engrenagem rápida e muito exacta, aliás à boa maneira da Honda.
A versão ensaiada tinha o nível Elegance em termos de equipamento de série, que incluía uma panóplia de itens de conforto mas, princi-palmente, de segurança activa e passiva, como seis “airbags”, entre eles dois de cortina, assistência à estabilidade (VSA) e faróis com sensores de luz. Além disso, ostentava umas bonitas jantes em liga leve de 17“, um opcional que custa, com as rodas montadas, 2500 euros – mas que a Honda incluiu numa sua campanha de Primavera, em que o cliente podia optar ou pelas jantes, ou por um desconto de 1000 euros na compra do automóvel.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: Dianteiro, 4 cil. em linha, turbo-Diesel com inj.directa common-rail, 2199cc
Potência (cv/rpm): 150/4000
Vel. Máx. (km/h): 212
Acel. 0-100 km/h (s): 9,7
Consumos (l/100 km): 5,7
Emissões CO2 (g/km): 150
Preço (euros): 36000

