Renault Clio 1.5 dCi 105 Eco2 GTs 3p

Carácter desportivo

A Renault ofereceu ao Clio a sigla GT. Que, de imediato, invoca um carácter desportivo. Porém, se isso é menos verdade na versão a gasolina, já na equipada com o motor 1.5 dCI turbo-Diesel, declinado nos 105 cv de potência, a raça está lá. E, para fazer a diferença, a marca francesa acrescentou ao GT um pequenino “s”.

O Renault Clio GTs distingue-se pelas suas linhas desportivas, onde pontuam, como valor de diferença, a grelha dianteira de cor preta, bem como os faróis com máscara da mesma cor e, ainda, pelas jantes de 16” em alumínio “Dark Antracite”. Isto, no exterior – onde ainda se podem admirar outros atributos de beleza, tais como as sais laterais, a dupla ponteira do escape e um aileron sobre a tampa da bagageira.
No interior, pormenores como os bancos com apoio lateral reforçado, iguais aos do Clio Renault Sport, o volante “sport” em couro e carbono escuro, perfurado, os manómetros com fundo branco, os pedais perfurados, em alumínio e a assinatura GT estampada nos bancos, completam o ramalhete informativo, quanto à raça deste Clio GTs.

Para as curvas

Porém, não foram apenas pormenores estéticos que o Clio GTs herdou do seu irmão mais viril, o Clio Renault Sport. Fazendo jus à desportividade do modelo, a Renault encarregou os seus engenheiros de trabalharem a base rolante, por forma a que o condutor não se sentisse defraudado. E o resultado só pode ser considerado positivo: o chassis foi especialmente adaptado para permitir um comportamento dinâmico bastante eficaz, sem nunca comprometer o conforto. Para isso, na frente, a rigidez das molas e a taragem dos amortecedores foram aumentadas 15% e, atrás, o Clio GTs recebeu amortecedores de maior diâmetro, bem como viu endurecidas as habituais molas de flexibilidade variável. A cereja em cima deste bolo tecnológico está no eixo traseiro equipado com articulações mais duras, oriundas do Clio Renault Spot. Também a direcção foi optimizada, sendo agora mais directa e informativa. Tudo, para que se retire prazer na condução deste Clio GTs.
Para mais, sendo equipado com o competente bloco 1.5 dCi, de 105 cavalos, o Clio GTs tem pujança física para ombrear com desportivos mais duros, no que é muito ajudado pela caixa de seis velocidades, bem escalo-nadas. Os consumos são baixos, sendo anunciados pela marca na ordem dos 4,3 l/100 km – nós nunca baixamos dos 5,3 l, o que é bastante positivo. A defesa ambiental não foi esquecida pois, apesar de estar siglado como GTs, este Clio produz baixas emissões de CO2 para a atmosfera, recebendo por isso a assinatura exclusiva da marca, neste tão importante desidera-to: “eco2”.
Finalmente, o Clio GTs 1.5 dCi 105 custa 21.850 euros, tornando-se uma boa proposta pois, às características atrás enunciadas, tem que se acrescentar um excelente equipamento de série, em que se destacam itens como controlo de estabilidade (ESP), ar condicionado automático, regulador/limitador de velocidade, faróis direccionais e, em opção, sistema de navegação TomTom integrado (490 euros).

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor:
Diant. transv., 4 cil., turbo-Diesel de geometria variável, c/”intercooler”, inj.directa c./”common rail”
Potência (cv/rpm): 105/4000
Vel. Máx. (km/h): 190
Acel. 0-100 km/h (s): 11,1
Consumos (l/100 km): 4,3
Emissões CO2 (g/km): 123
Preço (euros): 21.850

Texto e fotos: Hélio Rodrigues

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