Como o algodão
Campeão europeu de vendas entre os monovolumes compactos, o Scènic surge agora com mais espaço, um design e um comportamento mais dinâmicos e novos argumentos. A versão de sete lugares continua a chamar-se Grand Scènic e a diferença encontra-se na maior lotação. Em tudo o resto, no espaço e no conforto, no estilo e no comportamento, possui os mesmos trunfos que fizeram das anteriores gerações um sucesso.
O novo Grand Scènic nasceu da necessidade da Renault aplicar a mesma filosofia ao seu monovolume compacto, já aplicada nas suas mais recentes obras: um mesmo ar de família Renault, com a frente forte e poderosa, a juntá-lo de forma inequívoca aos novos Clio, Mègane e Laguna. Por isso, o “design” deste Grand Scènic foi inspirado no das berlinas da marca francesa. As suas vias mais largas, o aspecto robusto e compacto, o perfil de linhas fluidas, a frente desportiva e os faróis traseiros tipo “boomerang”, ajudam a essa junção.
No interior, a Re-nault aumentou os padrões de quali-dade e ergonomia, potenciando o con-forto dos sete passageiros – em especial, os dois adicionais, que podem viajar em verdadeiros bancos e não, como noutros monovo-lumes rivais equi-valentes, em “cantinhos” para crianças. Na verdade, o AutoanDRIVE fez mais de 200 quilómetros com seis pessoas a bordo: 2+2+2! E, na terceira fila, não eram os “filhos da vizinha” que estavam sentados, mas dois jovens de 20 anos!
Para grandes viagens
Pois é! O novo Grand Scènic não defrauda ninguém. Podem as linhas da sua carroçaria não serem consensuais, com a frente muito poderosa e o perfil maciço, mas o certo é que esconde argumentos tão poderosos e maciços como o aspecto faz pressupor. A versão que agora ensaiámos utiliza o novo motor 1.9 dCi, declinado numa potência de 130 cv, disponíveis a partir de regimes mais baixos que o habitual. A sigla FAP significa que está equipado com filtro de partículas, fazendo baixar a fasquia das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera para números inferiores às 150 g/km.
Este motor mostra muito maior disponibilidade em estrada, com recuperações a condizer com a polivalência do Grand Scènic, que inclui por vezes a família completa, mas as malas de viagem. E, curiosamente, os consumos não se ressentem deste aumento de potência, pois está associada a uma cilindrada mais alta, o que significa que esta versão gasta sensivelmente o mesmo que a equipada com o pequeno motor 1.5 dCi, declinado nos 110 cavalos de potência.
O comportamento, esse, assemelha-se a uma berlina, com índices mínimos de rolamento da carro-çaria. O conforto é evidente a bordo, apesar de al-guns ruídos aero-dinâmicos nasci-dos nos espelhos retrovisores exte-riores, de dimensões gene-rosas, e do trabalhar do motor quando em regimes mais elevados.
Depois, junte-se a tudo isto o nível de equipamento Luxe – que, no caso em apreço, incluía como opcionais o sistema de navegação Carminat by TomTom (490 euros), jantes em liga leve Schuss de 17” (290 euros) e o Pack Sensor com câmara para estacionamento de marcha-atrás (700 euros) – e temos um leque de ofertas de série capazes de deixar satisfeitos numerosos chefes de famílias… numerosas. E de continuar a senda do sucesso do monovolume da Renault – que os números, superiores a 3,3 milhões de unidades vendidas, são como o algodão: não enganam! O Grand Scènic também não.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor: quatro cilindros em linha, 1870 cc, turbo-Diesel com intercooler, inj.directa common-rail
Potência (cv/rpm): 130/3750
Vel. Máx. (km/h): 195
Acel. 0-100 km/h (s): 11,5
Consumos (l/100 km): 5,6
Emissões CO2 (g/km): 149
Preço (euros): 35200 (36680 euros, versão ensaiada)

