Renault Mègane Sport Tourer 1.5 dCi 110 FAP Luxe

Fortes argumentos

A gama Mègane teve exactamente na carrinha, rebaptizada Sport Tourer, o grande responsável pelo “boom” de vendas que a transformou num “best seller”. Saiba quais são os argumentos esgrimidos hoje pela Sport Tourer, que a estão a transformar num êxito tão significativo como foi a anterior Break.

O primeiro deles é a imagem. Mais poderosa e robusta, mas igualmente dinâmica, a Sport Tourer ultrapassou as ténues fronteiras que separam o conforto e versatilidade da desportividade. Esta está bem visível nas linhas mais distintas, onde se destacam, para lá da frente incluída na nova família Mègane, uma traseira mais fluida e dinâmica, pontuada pelas ópticas generosas e rasgadas na horizontal e pelo óculo mais inclinado. A elegância de formas vem ao de cima a partir da linha do tejadilho e nos vidros laterais mais esguios.
O segundo, a qualidade. O interior não é diferente da restante família Mègane. Por isso, não destoa, já que arrasta consigo o maior cuidado colo-cado na montagem dos materiais, que foram escolhidos com maior critério. Já não existem os antigos plásticos agressivos ao tacto e as folgas resistem a uma observação mais acurada.
Mas há mais. A ergonomia é a tradicional da Renault, com os bancos a possibilitarem várias escolhas de posição e, quanto aos instrumentos, estão bem situados, permitindo, além disso, uma boa leitura das indicações.
O espaço continua sem reparos, tanto nos bancos da frente como nos traseiros, onde os passageiros viajam sem os joelhos conflituarem com as costas dos bancos dianteiros. Único senão: quem for mais alto, pode ter alguma ansiedade se viajar atrás, pois a cabeça roçará o tejadilho…
Ainda sobre espaço, o volume da mala diminuiu cerca de 30 litros, mantendo-se contudo a facilidade de arrumação, graças ao plano de carga elevado.

Suavidade ao volante
O  AutoanDRIVE ensaiou a Sport Tourer equipada com o motor turbo-Diesel 1.5 dCi de 110 cavalos, na versão Luxe de equipamento. E uma coisa ficou retida: a enorme suavidade de rolamento, em especial em auto-estrada! De tal forma o silêncio, a eficácia do chassis – a distância entre eixos cresceu 62 mm – a insonorização em relação ao motor e à fricção dos pneus no asfalto, estavam presentes que, muitas vezes, a imagem de uma nuvem viajante nos encheu a memória!
Os 110 cavalos do conhecido motor 1.5 dCi mostraram-se suficientes, bem ajudados por uma caixa manual em que as seis relações estavam bem ajustadas e permitiam consumos pouco superiores aos sete litros por cada centena de quilómetros – apesar de tudo, algo longe dos 4,5 litros anunciados como possíveis em condições ideais.
As recuperações, mesmo em sexta velocidade, não são de envergonhar, permitindo fugir ao trânsito caótico de final de tarde. E, numa incursão à estrada sinuosa que sobe até ao cume do Montejun-to, percebemos a boa capacidade de filtragem do chassis e a sua eficácia na transferência de massas. Para os exageros, lá estava o ESP, de série, a lembrar que a Sport Tourer é uma boa amiga para se viajar com conforto, muito conforto. E segurança.
Para os mais “confusos” nestas coisas de se saber onde estamos, bem à nossa frente estava o anjo-da-guarda a que a Renault chama Carminat by TomTom: um precioso auxiliar para se chegar onde se quer, opcional que custa pouco menos de 500 euros e justifica, em meia dúzia de viagens bem finalizadas, o investimento feito.
Ar condicionado automático, uma catrefa de air bags – frente, de lado, para a cabeça, à frente e atrás… – ESP, ABS, rádio com leitor de CD e MP3, são alguns dos itens que a Renault utilizou para equipar de série a Sport Tourer na versão Luxe, o expoente máximo neste considerando. O preço, esse, é de combate, situando-se pouco acima dos 27 mil euros.
Contudo, potenciando as características de segurança e conforto, a versão ensaiada dispunha ainda de alguns opcionais interessantes, além do GPS, tais como: Pack Sensor (sensores de estacionamento, controlo de pressão dos pneus, 500 euros); tecto de abrir panorâmico (830 euros) e travão de parqueamento automático (200 euros), aproximando o preço final dos 30 mil euros.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Motor:
diant. transv., quatro cilindros em linha, 1461cc, turbo-Diesel com intercooler, inj.directa common-rail
Potência (cv/rpm): 110/4000
Vel. Máx. (km/h): 190
Acel. 0-100 km/h (s): 10,5
Consumos (l/100 km): 4,4
Emissões CO2 (g/km): 114
Preço (euros): 27450

Texto e Fotos: Hélio Rodrigues

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