Nascido por acaso
O Opel GT foi um pequeno desportivo lançado na Europa pela Opel nos finais da década de 60. Irrequieto e com um design atrevido, depressa se destacou como um ícone entre os mais jovens, ainda embebidos dos ideais hippies, então em efervescência por quase todo o Mundo. Hoje, o Opel GT tem lugar cativo entre os preferidos dos amantes de Clássicos com personalidade vincada.
A primeira vez que ouvi falar do Opel GT foi no início da década de 70. Na minha turma do Liceu Sá da Bandeira, em Santarém, tinha um colega cujo pai era o concessionário GM local. Entusiasta das coisas dos automóveis, esse meu colega falava constantemente de um pequeno carro que a Opel tinha, baixinho e esguio. Um dia, finalmente, vi-o: era vermelho, deitava muito fumo azulado pelo escape e patinou no arranque, desaparecendo depressa para lá dos plátanos da alameda. Apesar do brilho da tinta e dos cromados, do barulho do motor e da espectacularidade com que o pai do meu colega o fez mover, não fiquei muito entusiasmado. Todavia, nunca mais esqueci aquele pequeno Opel – que, mais tarde, vim a saber chamar-se GT e ter um motor com 1900 cc.
De esquecido a pequeno ícone
O Opel GT nasceu de um simples exercício de estilo, mostrado ao público nos Salões de Paris e Frankfurt, em 1965. Vagamente parecido com o Chevrolet Corvette, o seu design tinha a assinatura de Clare MacKichan, uma estilista da GM; talvez por isso, os responsáveis pelo conglomerado norte-americano não ficaram muito entusiasmados em fazer sair dos ateliers para a rua este pequeno carro, com um estilo diferente e, mesmo, algo divertido. Foram necessários mais três anos até a filial alemã da GM, a Opel, ter decidido produzir o GT. O carro nem sequer era nada de especial, em termos mecânicos, pois utilizava na sua maioria componentes do Kadett B, seu contemporâneo. O chassis foi produzido pelos franceses da Brissoneau & Lotz e tinha duas alternativas em termos de motorização: ou um bloco de 4 cilindros, simples, de 1,1 litros de cilindrada e 67 cv; ou o bloco 1.9 L, com uma árvore de cames à cabeça e que desenvolvia 102 cv. Escusado será dizer que a maioria dos clientes do GT optaram por esta versão – que, já na década de 70, por questões ambientais, viu a sua potência reduzida através de uma menor relação de compressão, para 83 cv. O GT sempre foi um carro camaleónico – e, hoje em dia, muitos dos seus possuidores optaram por montar motores maiores, da Opel, como os blocos 2.0 de 110 cv, e uma caixa de velocidades Getrag, com cinco relações, para reduzir os consumos de combustível.
Leve e muito baixo, o GT – que foi produzido durante cinco anos, até 1973 – tinha qualidades para ser um sucesso; contudo, nunca o foi, apesar de ter sido objecto de evoluções, mecâ-nicas e de estilo, para conseguir ombrear com os seus rivais então existentes no mercado, nomeadamente o Datsun 240Z. Por isso, foram produzidas pouco mais uma centena de milhar de unidades: 103463, mais precisamente. Destas, as mais procuradas pelos coleccionadores são os exemplares do primeiro Opel GT, equipado com o pequeno motor de 1.100cc, construídos em 1968 e 1969 (cerca de 3500) e as primeiras unidades do GT, construídas ainda à mão.
Apesar de tudo, o Opel GT era um carro fascinante. A sua carroçaria baixa e afilada estava a meio caminho entre um sedan e um Hatchback – e, por isso, foi designada Fastback. Os faróis escamoteáveis eram direccionais, com comando manual, operado pelo… condutor, o que deu origem a algumas anedotas deliciosas sobre o assunto, nomeadamente sobre os músculos que cresciam na mão direita, devido ao esforço suplementar que era preciso fazer para levantar os faróis da carroçaria!
O interior era mais espaçoso do que se poderia imaginar, olhando para a parca estrutura do GT – algo apenas possível porque a carroçaria foi esculpida em torno de um molde, onde se situava o habitáculo do carro.
O Opel GT era, pelas suas carac-terísticas, um carro divertido de con-duzir. Com baixo centro de gra-vidade, a distri-buição de pesos foi optimizada pela colocação do motor em posição muito recuada. O GT era um típico carro com tracção traseira, algo irrequieto nas suas reacções, embora eficaz de controlar, apesar de não possuir as mordomias hoje existentes, como uma simples direcção assistida. Os travões eram de disco somente nas rodas dianteiras.
Durante décadas, o GT ficou esquecido na memória dos coleccionadores, sendo mesmo objecto de alguma maledicência aqui e ali. Contudo, isso desapareceu no momento em que a Opel decidiu fazer reviver o GT, em 2006: não só o “velho” GT ganhou uma vida nova, e um novo valor no mercado e na procura, como o actual GT é já um ícone entre os “roadsters” mais desportivos.
Texto: Hélio Rodrigues

Boas. Gostaria de comprar um. Sabe onde poderei??
Obrigado
Boas tardes.
Pessoalmente, sei de um na zona de Alcanena, em bom estado, que costuma estar num “stand” à beira da variante nova, que sai da A23, no mó de Torres Vedras. Não sei o nome do “stand”, mas é fácil passar por lá e saber se está à venda e por que preço.
Mas, se consultar as revistas de clássicos, como a Topos & Clássicos, quase de certeza que poderá encontrar lá um Opel GT à venda.
Um abraço
Tenho um Opel 1900 GT que penso vender se aparecer alguem
disposto a pagar o que realmente vale o meu carro.
Se estiver interessado conctate.
Se o Sr. tiver interesse numa troca do Opel por 2 relógios Breitling Chrono-Matic, um COMO NOVO, outro USADO.
ambos são CALIBRE 15 (coroa á esquerda) muito RAROS.
posso enviar fotos.
934667426 Quim
Ao sr J. Fernandes, quanto pede pelo seu GT? Meu contacto 967258832 haoliveira@zonmail.pt . Obrigado
boas gostaria de saber se ainda tem o carro e quanto pede por ele . Keiador205@gmail.com