Renault Scénic 1.5 dCi 110 FAP Eco2 Dynamique S

Mais em tudo

O novo Renault Scénic traz consigo novos argumentos, bem capazes de perpetuar a sua imagem de pioneiro e líder de mercado, no respectivo segmento. Mais espaço, maior versatilidade, maior conforto, uma imagem compacta jovem e dinâmica, são os principais trunfos desta que é a terceira geração do monovolume francês.

Na verdade, o novo Scénic está muito mais perto da berlina existente na gama Mègane, do que anteriormente. E, mesmo, do que imaginar se possa: ao estilo inconfundível, transposto para um design moderno, apelativo e muito dentro da família Mègane, junta-se agora um comportamento dinâmico semelhante ao da berlina, formando um conjunto apelativo até mesmo para chefes de família mais exigentes, em termos de performances e maneabilidade.

Qualidade e estilo sobressaem

A silhueta compacta do novo Mègane acentua um estilo robusto, bem perceptível no bater firme das portas e na qualidade visível da montagem dos painéis exteriores. As suas linhas fluidas, na frente, concebidas de acordo com a frente da berlina Mègane, acentuam uma centelha desportiva, que não escapa ao primeiro olhar. A traseira destaca-se pelas ópticas específicas, mais elevadas, tipo “boomerang”.

No conjunto, o perfil é mais jovem, mais moderno e mais interessante, afastando-se de velhos preconceitos existentes sobre monovolumes – e que garantem que estes têm, mais que no exterior, ser interessantes no seu interior. E, já que falamos do interior, o novo Scènic possui mais espaço para os cinco ocupantes, em especial na fila de trás; ocupantes que, podem, com maior conforto evidente, apreciar a qualidade dos acabamentos e da montagem dos materiais, em espacial os que forram os painéis e o tablier, mais nobres e sem folgas apreciáveis.

Além disso, a Renault soube impor um novo conceito de luminosidade, através do recuo do pára-brisas, aumentando assim não apenas a quantidade de luz no interior, como também o raio de visão, tanto para a frente como para os lados.

Pena que, como aliás é habitual neste tipo de veículos com posição de con-dução mais elevada, a visão, em manobras para a esquerda, seja prejudicada pelo volume do pilar dianteiro do tejadilho. A posição de condução, apesar de mais elevada, é semelhante à de uma berlina – o que se reflecte depois, na estrada, até porque existem diversas possibilidades de ajuste da coluna de direcção e do banco do condutor, em profundidade e em altura. Junte-se a isso a tradicional ergonomia da Renault, com uma consola central reunindo diversos itens de ajuda à condução, como o travão de mão eléctrico; e uma versatilidade eficiente, traduzida em diversos espaços de arrumação, em que se destacam os 11 litros do porta-luvas e os nove da consola central amovível (num total de 86 litros, dispersos pelo habitáculo), e têm-se um conjunto eficaz, jovem e com estilo e imagem de uma berlina.

O interior é, ainda, totalmente modulável, podendo-se rebater por inteiro o banco dianteiro, formando uma mesa. O mesmo pode acontecer com os bancos traseiros que, além disso, podem ser removíveis, aumentando para os 1800 litros o volume de carga – já por is maior que na geração anterior (555 litros); estes bancos podem ainda ser movimentados de forma individual, em cinco posições, podendo correr até um total de 13 centímetros, possibilitando ainda cinco níveis de inclinação das costas.

Comportamento dinâmico

O AutoanDRIVE ensaiou a versão equipada com o já bem conhecido bloco turbo-Diesel de 1,5 litros, declinado numa potência de 110 cavalos e verificou que, mesmo com uma maior volumetria de carroçaria, não deixou os seus créditos por mãos alheias, manifestando-se à altura de todas as solicitações. Apenas dois pormenores: em percursos mais sinuosos, existe uma leve tendência para o chassis fugir de frente, facilmente anulável contudo; e, apesar de uma condução sempre dentro do que um chefe de família atento e seguro, embora dinâmico, pode exigir, os consumos nunca se aproximaram dos números anunciados pela Renault, quedando-se acima dos sete litros por cada centena de quilómetros percorrida.

Na estrada, o seu comportamento mostrou-se semelhante ao de uma berlina, seguro e sem o rolar de carroçaria característico de um monovolume. As vias mais largas e uma arquitectura no eixo dianteiro semelhante à do novo Mègane, possibilitam um bom equilíbrio e precisão na condução, em muito ajudada por uma nova direcção, mais precisa e informativa.

A versão ensaiada estava equipada com o nível Dynamique S, o que significa mimos como auxílio ao estacionamento, sistema de navegação integrado Carminat TomTom, sistema áudio topo de gama “3D Sound by Arkamys” e painel de instrumentos a cores TFT (Thin Film Transístor) personalizável, entre outros, justificando bem o preço final, na ordem dos 29.000 euros.

Texto: Hélio Rodrigues

Fotos: Hélio Rodrigues e Renault

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Motor: Diant., 4 cil. em linha, 1461cc, turbo-Diesel de geometria variável, inj. directa em “common rail”, “intercooler”

Potência (cv/rpm): 110/4000

Vel. Máx. (km/h): 180

Acel. 0-100 km/h (s): 12,3

Consumos (l/100 km): 5,2

Emissões CO2 (g/km): 135

Preço (euros): 29000

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