O meu primeiro carro
O meu primeiro carro foi um Clássico. Elegante e vitaminado, deixou-me excelentes recordações e um prazer de condução que ainda hoje lembro com afeição. Isto, apesar do seu escasso carisma e de ser, ainda agora, pouco conhecido. O meu primeiro carro foi um FIAT 132 1800 GLS.
O FIAT 132 sucedeu ao FIAT 125 e começou a ser produzido em 1972. O meu, matrícula HM-77-98, era de 1974. Mas, quando me chegou às mãos, não estava de acordo com a ficha técnica original. O seu motor era o bloco de 4 cilindros em linha, que começou por debitar 107 cv; porém, o meu tinha 111 cv, depois de lhe terem mexido nos carburadores e modificado as cabeças dos cilindros, como aliás sucedia na versão mais evoluída que apareceu no mercado a meio da vida útil do 132. Acresce dizer que foi deste bloco que saiu o motor do mítico FIAT 131 Abarth Rally, que ainda é hoje recordado com emoção pelos adeptos das provas de estrada – em particular, de Markku Alen e do Rallye Vinho do Porto.
Muito prazer ao volante
Além disso, tinha montados amor-tecedores Monroe e o seu aspecto, com as linhas angulosas mas equilibradas da carroçaria, que o tornaram num dos modelos mais elegantes da história da FIAT, estava reforçado pelas jantes Cromodoro, iguaizinhas às do FIAT 124 Abarth Rallye que o Markku Alen tinha trazido ao Rally TAP. O interior, onde se destacavam as aplicações em nogueira no tablier e os mostradores profundos e circulares, era espaçoso, tanto atrás como na frente. Os bancos não possuíam encostos para as cabeças e, no mínimo, era estranho, olhar para o carro a afastar-se na estrada e ver o corpo dos ocupantes da frente a partir dos ombros! A direcção era exacta, mas muito pesada, graças não apenas aos pneus mais largos que o normal, mas ainda ao pequeno volante Momo que encimava a coluna de direcção. A caixa – ainda muito exacta e precisa quando adquiri o FIAT 132, em 1989 – era de cinco velocidades, tal como no 125, um opcional em Portugal mas que, na maioria dos mercados, já era de série.
O FIAT 132 1800 GLS foi o primeiro carro de tracção traseira que conduzi de forma contínua. E, tirando o Ford Sierra Cosworth e, mais recentemente, alguns modelos de sonho, foi o carro que mais prazer me deu. A transmissão às rodas traseiras significava gozo puro e constante na estrada e, bem ajudado pelo motor vitaminado, pelos amortecedores de competição e pela caixa de velocidades bem escalonada, o meu velho e com aspecto decrépito – resultado de alguns “encontros imediatos” nas mãos dos anteriores utilizadores – FIAT 132 ainda pedia meças a carros bem mais novos e potentes, na altura.
Voraz por natureza, eu tinha um truque curioso, para evitar que consumisse mais de 8 litros por cada 100 quilómetros: andar sempre no limite de acção do primeiro carburador duplo, evitando a abertura do segundo – que, quando acontecia, tornava o carro num leão rugidor em ataque permanente. Isto levava-me a raramente ultrapassar os 130 km/h em auto-estrada, mas era a essa a velocidade em que fazia as estradas, por mais sinuosas que fossem. E, aí sim, subia a adrenalina quase até à raiz do cérebro!
Infelizmente, o meu FIAT 132 1800 GLS teve um fim trágico: encostado a uma berma, por causa da impossibilidade de andar na estrada – foi na altura em que as IPO passaram a ser obrigatórias – foi devorado por uma língua de fogo, durante um Verão quente, algures há uns 15 anos. A sua carcaça jaz agora numa sucateira algures no centro do Ribatejo – nem eu sei bem onde. Ficou a memória de tempos bem passados, tenuemente preso pelo cinto de segurança que nem enrolava nem segurava, agarrado ao minúsculo volante, estrada fora, de curva em curva: nessa altura, a A1 não atingia Santarém e eu sabia de vários percursos capazes de fazer o coração bater mais depressa. Fi-los todos, mais de uma vez – para agora recordar, com saudade.
O FIAT 132 foi o último carro de tracção traseira produzido em massa pela marca de Turim. Em 1981 sofreu um profundo restyling e passou a chamar-se Argenta; o seu sucessor foi o FIAT Croma, nascido em 1985 e que nunca foi bem aceite pelo mercado.
Texto: Hélio Rodrigues

Boas. Tenho um 124 sport coupe, 3ª série que tem um motor 1800 do 132, é espectacular. É um prazer conhecer alguem que gosta destes motores. Abraço
o meu segundo carro e o carro ke mais adorei foi esse fiat 132 gls 1800 granda maquina mas infezlimente o carro estava em nome do meu pai,,, entretanto vim morar pa londres e o meu pai desapareceu com o carro que eu tanto estimava estava lindo e tinha um motor novo tudo a brilhar e tudo mais,,, quando esperimentei esse carro que era de 1974 nao acreditei no ke vi um carro ja muito velho ja com 5 velovidade de origem e travoes de disco a frente e a traz muito bom pra lem de puxar as rodas trazeiras,,,, quando entrava na a1 direito a lisboa poucos eram os carro que me conseguiam acompanhar,,, porfavor se alguem souver de um fiat 132 gls 1800 de 1974 para vender nao se esquecam de me contactar,,, pedro_fonseca_turra@hotmail.com obrigado e fiquem bem